Arquivo do mês: outubro 2008

MEU PRÊMIO DE MODA BRASIL

Como a Denise Dahdah sugeriu em seu blog, eu vou fazer meu próprio prêmio, com certeza mais coerente pelo menos do que eu tive que assistir no Municipal, mas infelizmente sem a coxinha = delícia!

Coleção de Moda Masculina – Alexandre Herchcovitch
Coleção de Moda Feminina – Reinaldo Lourenço
Novos Estilistas – Luiza Bonadiman
Coleção Moda Praia – Lenny
Stylist – Paulo Martinez
Desfile do Ano – Do Estilista
Make Up – Theo Carias
Hair-Stylist – Daniel Hernandez
Fotógrafo – Miro
Modelo Feminino – Aline Weber
Modelo Masculino – Alex Schutz
Veículo Mídia Impressa – MAG
Veículo Mídia Eletrônica (Web) – Chic
Veículo Mídia Eletrônica (Programa de TV) – GNT Fashion
Jornalista de Moda – Regina Guerreiro

Bem, um misto de “pela obra” com o que o vencedor fez no último ano!

PRÊMIO MODA BRASIL: NAS GLÓRIAS


rio pra não chorar
Olha, não vou gongar tanto porque digo que me diverti bastante – o jogral de globetes e a Regina Casé me fizeram a alegria do constrangimento -, só me irritei mesmo com o prêmio para o Felipe Veloso – nada pessoal, mas declaro aqui publicamente a superioridade de Frasson e Paulo Martinez no quesito stylist até esse momento, Veloso pode sim ter méritos, mas falta muito feijão com arroz pra chegar no patamar de seus concorrentes. Digo isso, pois assim me sentiria se concorresse como jornalista de moda em relação às outras 3 concorrentes, falta chão pra mim e anos de estrada pra chegar aos pés de Costanza, Glória ou Lilian – enfim, não desmereço Felipe Velosso e sim o prêmio e principalmente o júri.
Na realidade me irritei com a falta de lógica de um júri que parecia sofrer de esquizofrenia. Em um festival de cinema ou numa premiação de qualquer outra manisfestação, existe uma lógica, dada pelo presidente do júri ou pela linha do festival ou mesmo pelo pensamento da maioria dos jurados. Ora, Cannes pode ser um ano mais comercial ou mais experimental ou mais política dependendo do presidente do júri. Em arquitetura, um júri de arquitetos modernos não daria jamais um prêmio pra um arquiteto pós-moderno como Frank Gehry, mesmo ele sendo muito importante. Então qual a lógica de premiar Duda Molinos que declarou não ter feito nada de importante na área que concorreu esse ano – quer dizer, ganhou pelo conjunto da obra – e não premiar Costanza ou Gloria Coelho já que pelo conjunto da obra, elas são nossas embaixatrizes da moda?
Pra cada prêmio desse Moda Brasil uma sentença, uma lógica, uma esquizofrenia.
De qualquer forma não faço parte do coro dos contentes, já vi prêmios de moda antes com quase os mesmo vencedores e só acreditarei nesse em sua 10ª edição, quando realmente formar história. De resto, a coxinha estava Bienal, da época que a Bienal dava grandes festas e até o presidente da República comparecia na abertura = uma delícia.
Termino falando de dois momentos que realmente devem ser os únicos que devem ficar na memória. Glória Kalil e seu discurso nominando todos os que trabalharam com ela no site foi de uma elegância ímpar poucas vezes visto no “educado” mundo da moda. E também nominando outras jornalistas de moda que ela acredita ter tanta importância e atualidade, generosidade higher como diria a fotógrafa do Chic, Ivi. E Reinaldo Lourenço oferecndo o prêmio para a sua mulher Gloria Coelho, dizendo em alto e bom som que ela é a maior estilista do Brasil. Nesses pequenos momentos o humano rasgou a roupa e se mostrou grandiosamente nu = belo.

AINDA SOBRE AS CÓPIAS NO PÉRGAMO


não é Veneza!

O problema da cópia é algo crucial não só na moda, mas em diversas manifestações no Brasil. É histórico o nosso sentimento de inferioridade, mas também em questões individuais, elas podem revelar aquilo que hoje chamam de “angústia da influência”. Já refleti sobre essa angústia e também sobre a questão da réplica e da cópia – que entra no terreno da pirataria, ou complexos e complexidades
Ao visitar o Pérgamo e sua fantástica coleção de arte grega em Berlim, tem uma parte muito interessante, uma ala só de cópias romanas da arte grega. Eles copiaram tudo que podiam pra poder ter algo original ou que fosse reconhecida como arte romana, mesmo que filiada aos gregos. Foi assim também com a moda americana, ela cansou de copiar a européia até achar algo que a identificasse: no caso o casualwear e o sportwear. Talvez o copiar a exaustão possa também ser um dos caminhos para uma criação autônoma.


qual é original e qual é cópia?

CADA CIDADE UM ESTILO… OU VÁRIOS


Sim, existe algo que define um estilo de uma cidade ou mesmo as cores que predominam em sua urbe. Pra mim, São Paulo sempre foi desde os anos 80, uma cidade do preto, do japonismo, isto é do preto como vanguarda até a chegada das estampas nos últimos anos que nos deixou mais coloridos. O Rio é a cidade que segue uniformimente algo subtraído da Rede Globo, o que pra nós paulistas pode parecer uma falta de estilo. Paris é de um preto triste, ou cores escuras sempre tão mortificantes, com exceção dos florais do verão. Já Berlim é de um preto com atitude, mesmo que retrô, apesar disso com um estilo muito mais urbano que o de Paris. Marrakesh é cheia de tons terrosos e quentes, sem falar nas silhuetas amplas dos jabãos. Em Veneza tinha uma profusão de azuis, verdes e marrons que dialogavam com seus prédios e canais.
Zurique eu não conhecia e desde já achei a cidade mais socialista do mundo, isto é, a cidade com a maior classe média alta do mundo, acho. Quer dizer, Zurique tem um estilo do paradoxo, parece uma coisa e é outra. Outra impressão que tinha que era uma cidade de muitos velhos e vi muitos mais jovens e um estilo de streetwear muito definido. Tanto que a loja Swallow-D da irmã de Pipilotti Rist, talvez a maior artista plástica da Suíça hoje tem um leve quê de anos 60, a época que a pirâmide se inverteu e o streetwear começou a dar as cartas na moda.

Outro paradoxo é a transformação de artigos feitos de lona de caminhão – algo meio bruto, sem sofisticação aparente – em vontade fashion. A Freitag é uma entidade fashion na Suiça assim como as nossas Melissas ou Havaianas aqui no Brasil. Isso acontrece desde o começo dos anos 90 e foram uma das primeiras marcas a vender online na Europa. Sem a ecochatice da sustentabilidade, eles reutilizam lona de caminhão pra produzir bolsas, carteiras e a loja tem uma solução que diz muito sobre o trabalho deles. Ela é feita em um total de 17 conteiners com uma vista incrível da cidade no último andar. Vale a visita mesmo que só pra subir e ver a cidade do alto (Geroldstrasse 17 Zurique).

OFICINA DE ESTILO NA ESCOLA SÃO PAULO

Recebi esse e-mail das meninas do Oficina:
“Amigos,
Amanhã [23 de outubro], a gente tem, pela primeira vez, oportunidade de dar um curso – e vai ser na Escola SP. Dura duas horinhas mas é valioso pra quem tá começando a trabalhar com consultoria ou se interessa pelo mercado de personal styling: o curso se chama “A profissão e o mercado de personal styling” e nele a gente vai conversar sobre a realidade do nosso meio e da nossa profissão, tratando da parte prática (vida real!) da coisa toda. É a conversa que a gente queria ter tido com profissionais mais experientes quando a gente começou! Tipo como começa, o que estuda, de que estrutura precisa, como consegue clientes, como atende, como cobra, mil coisas. Que esse é um mercado super novo, gera um mega interesse e tem mil perfis de clientes diferentes – tem espaço (e trabalho) pra todo mundo!”

Mais infos:

http://www.oficinadeestilo.com.br/blog/oficina-de-estilo-na-escola-sao-paulo/
http://www.escolasaopaulo.org.br/atividades/a-profissao-e-o-mercado-de-personal-stylists/a-profissao-e-o-mercado-de-personal-stylists

A PROFISSÃO E O MERCADO DE PERSONAL STYLISTS
com Cristina Zanetti e Fernanda Resende (Oficina de Estilo)
23 de outubro
19h às 22h
1 aula | 3 horas


aqui outras datas de cursos do Oficina na Escola São Paulo!

QUERO VER IRENE RIR…


quero ver Irene dar sua risada

Essa foto eu vi no blog do Marco Sabino e saiu na NY mag: A diaba no debate Obama X McCain!
Em Paris, no meio da moda, ela não expressou um sorriso, nunca, em nenhum momento que a vi.

PENSAMENTO ECO ECONÔMICO

Apesar do esquerdismo americano que o Brasil cara-pintada adora seguir e que dá tom a esse vídeo, é muito interessante vê-lo – apesar de longo – e entender que o sistema Moda está muito mais presente do que no exemplo citado dos sapatos. Assista aqui!