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A MARCADA DE MARC

Recentemente saíram as fotos das camisetas militantes que o estilista Marc Jacobs fez em defesa do casamento gay e seus desdobramentos como a adoção de crianças. Ela diz: “Pago meus impostos, quero meus direitos”…
O que parece uma boa causa, esconde uma ideia perversa como bem salientou Antonio Farinaci no blog Sélavy.
Só os gays que pagam impostos tem direitos? É uma total inversão de valores pois não precisa pagar para se ter direitos – em tese. O direito no Ocidente – com a Declaração dos Direitos do Homem – se adquire desde o nascimento dos homens e está acima dessa lógica capitalista.
Aliás, eu não pagaria nada por essas camisetas, elas são horrorosas,- nem de graça – prontofalei.
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NOSTALGIA, ANOS 80, REVISTA QUEM E MELHORES DESFILES DA TEMPORADA INTERNACIONAL

Antes de dizer sobre as minhas coleções preferidas da temporada internacional, e gostaria de que as selecionei pensando que as quatro principais semanas de moda (Nova York, Londres, Milão e Paris) se dividem claramente em conceitual e comercial, – não é nada muito rígido – , mas de uma maneira esquemática: Nova York e Milão tendem mais para coleções mais comerciais e Londres e Paris para o conceitual. Foi pensando nesses parâmetros e na releitura dos anos 80e sobretudo na nostalgia que acredito foi o traço mais forte da temporada que elegi para a revista Quem, meus desfiles preferidos na temporada:

Nova York deu o start das idéias de moda e, é claro, que Marc Jacobs fez o desfile de maior relevância e repercurssão por lá. E o resultado, apesar de não ser nada novo, foi importante ao tentar indicar primeiro e junto com outras marcas importantes um possível caminho para vendas: continuar as referências em algo que tem tido sucesso comercial. E, vamos dizer que, além de dar um gás na febre 80’s (algo que pela lógica da moda já deveria estar aposentado pois desde o começo dos 2000 estamos revisitando essa década), fez com que outros estilistas durante a temporada internacional afirmassem que esse talvez fosse o caminho certo dentro das incertezas econômicas que vivemos. Jacobs revisitou os anos 80 de forma muito otimista afinal está naquela década o começo de uma era que parece se findar agora com a queda das Bolsas. Foi o canto do cisne! Foi nostálgico!
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Desdobre essas peças e quem sabe você tenha sucesso nas vendas

Já em Londres, a dupla Basso & Brooke faz novas experiências tecnológicas (não confundir com futurismo) com um ar retrô. Algo que o filme Blade Runner, um clássico dos anos 80, em sua estética formal também fez, mostrar um futuro de forma retrô. Apesar de a ponte entre os estilistas e o cinema nessa temporada não foi essse filme e sim a produtora de animação Pixar, existe aqui uma experiência nova de olhar uma forma muito importante dos anos 80 (foi nessa década que começou-se incisivamente a olhar para as décadas passadas e para os tempos históricos), mas dentro de um conceito. Não à toa, as estampas – maravilhosas por sinal – nos remetem a um Versace dos 80 que olhava o passado e as aristocracia (romana e francesa) e era esse mesmo o assunto das criações tecnológicas de Basso & Brooke, os tempos da aristocracia francesa pré-Revolução e o esplendor de Versalhes antes de sua derrocada. Algo que pode estar acontecendo hoje com o mundo e as grifes de moda? Existe um elemento nostálgico na superfície da modernidade das roupas desses dois talentosos criadores!
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Você não vê a Rachel (Sean Young) de Balde Runner usando um desses em alguma festa?

Milão é Prada, me desculpem. Jil Sander arrasou, Marni arrasou, mas a Prada dita o que vai ser importante como estilo e qual peça, tecido, atitude vai ser improtante para o mercado. Claro que dona Miuccia não segue tendiencias e então olhar diretamente para os anos 80 jamais faria parte de seu repertório para essa e outras recentes temporadas passadas. Manter um mulher forte e agressiva dentro do chamado escapismo é algo pra poucos, mas a nostalgia se encontra no fugere urbem (fuga da cidade), em procurar um tempo ancestral. Nisso ela já indicava essa grande vontade de retorno a um tempo “mais feliz e seguro” que parece não mais existir hoje.
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As botas do campo

E Paris, mesmo com a onda “parisien chic” pregada pela Chanel e por Balenciaga, e pelo incrível desfile de Rick Owens (que verdadeiramente me encantou pela primeria vez, obrigado Marcelo Gomes) foi o inglês Alexander McQueen com seu desfile com uma cenografia que tinham elementos que pareciam entulhos e lixo que apontou para um “novo” luxo que para mim é a essência da capital francesa. Um exemplo são as cabeças feita com latas de refrigerantes. Existe ali uma referência, uma ironia à idéia de luxo, mas também uma possibildiade de um outro luxo (talvez reciclável?). Sim, tinha referência ao performer Leigh Bowery, muito influente… nos anos 80. Tinha também Escher, o pintor dos labirintos sem saída, das formas enganosas, do jogo de visões. Parecia que ali resumia-se, estamos no fim de um tempo, algo vai mudar, estamos sem saída? Talvez para alguns. Então o que levar para a Arca de Noé, o que desses anos todos eu realmente posso levar para esse novo tempo anunciado? E a resposta foi algum objeto,ícone ou sinal dos anos 80, o tempo do princípio. E cada um desses desfiles nos deu um exemplo, falta saber se eles nos servirão.
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AINDA MARC JACOBS

Ele no clipe do Sonic Youth no começo dos anos 90. Existia algo de grunge no ar!

O CANTHO DE MARC JACOBS

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Festa de Marc Jacobs é underground, pelo menos é o que nós aqui tupiniquins que somos pensamos quando vemos as fotos da movimentação toda de seus rega-bofes em Nova York. Então, uma festa aqui tem que seguir as mesmas normas, correto?
E escolheram a Cantho, a boate – “trash” para muito fashonista que adora frequentar ou dar uma passadinha por lá na calada da noite – é de meu primo que é hétero, mas acredita no pink money.
Tinha go go boys, tinha djs inusitados e animados, tinha Costanza dançando com Christian Pior – pra mim o melhor momento da festa. Costanza arrasou nos passinhos! Tinha uma fila na entrada que lembrava um show de Julio Iglesias no Macksoud Plaza. Tinha gente montada linda, – desculpe, mas todos meus amigos ciganos arrasaram – e tinha gente que veio a negócios – desculpe, mas tinha gente de camisa e gravata que eu não sabia se era garçom ou empresário!
Mas tinha segurança demais, isso acaba com qualquer proposta underground.
Agora, foi bonito ver Marc e seu namorado Lorenzo mega apaixonados em uma cena digna de gay pride. E a moda brasileira que até pouco tempo era mega homofóbica e toda espremida dentro de um armário, por mais paradoxal que isso possa paracer, se rendeu ao casal, ou fingiu… sei lá.
Os relatos da festa que mais me encantaram vieram de 3 fontes distintas: a anarquia de Jana, a iconoclastia de Mario e o profissionalismo de Fernanda.
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Marc que cachorrada é essa?