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MAFUÁ ATTACKS

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Lembra de quando a Forum, bem no comecinho dos 2000 e ainda sob o comando de Tufi Duek fez umas camisetas que tinham escritos as palavras fé, honestidade, luta, esperança e respeito? Essas palavras de ordem em branco apareciam em um fundo preto para, segundo a marca, ser um manifesto para arrecadar fundos para projetos sociais. Se não me engano o projeto se chamava A Camisa do Brasil e muita celebridade na época como o Rodrigo Santoro e a Malu Mader posaram na campanha de lançamento.
O que chamava muito a atenção era o preço: R$49,00. Algo bem salgado na época, quando se encontravam camisetas muito boas por 5 ou 10 reais.
Adriano Costa não deixou de fazer um comentário – irônico – sobre isso nesse vídeo que ele lançava uma de suas coleções de camisetas.

As camisetas de Tufi venderam muito, a gente sempre cruzava com alguém com o peito estufando Honestidade ou Esperança. Mas tinha algo de oco, de estranho naquilo tudo, até que uma das minhas marcas preferidas dentro do meu imaginário hoje, a Mafuá Jeans, lança essa grande homenagem remix:
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Acho que ela é muito mais A Camisa do Brasil que todas juntas da Forum!

SPFW: DIÁLOGOS IMPERTINENTES (O BARRACO DA MODA)

Duas fashionistas, Martha Marthy e Chleo Ander Finger, conversam na entrada da fila de um desfile: 

– Você foi no desfile da casa do Tufi?

– Não freqüento neoclássicos.

(você já leu isso antes)

– Não faz a Vivienne Westwood, só porque não foi convidada.

– Ai queridinha, prefiro falar da Osklen. Eu comeria todos os garotinhos da Osklen.

– Mas fofa, quem era menino, quem era menina naquele desfile? Me senti no Second Life

– Second Life é o que deveriam dar pro Jefferson Kulig!

– Ai, que venenosa, até que tava super bonitinho. E na Patachou, você foi?

– Se atualiza, é Tereza Santos e a casa do Tufi o estilo é eclético.

– Gente, a senhora “googou” tudo antes de conversar comigo que eu sei de eclética a senhora só tem essa combinação pavorosa de estampas. 

As duas começam a rir com se nada tivessem falado uma para a outra!

O MELHOR E O PIOR DO PENSE MODA

pensemoda_3003.gif É incrível como o pior e o melhor podem conviver juntos e foi isso que aconteceu no penúltimo dia do Pense Moda.

Vamos começar com a notícia boa: eu não me recordo de ver tantos estilistas de diferentes estilos e com histórias tão diversas reunidos em uma mesa redonda. A faísca da diferença estava no ar e o respeito que todos se trataram foi um exemplo que o debate deve continuar. Tinha da indústria Tufi Duek à marcas de estilistas que mantém sua grife ainda de maneira pequena mas não menos importante como Lorenzo Merlino e Marcelo Sommer, além de Jum Nakao que não tem marca própria e trabalha para uma no Bom Retiro, além de fazer trabalhos ligados ás relações entre moda e arte.

Só essa reunião que pra mim foi inédita, já valeu todo o Pense Moda. A maneira como expressam a moda que fazem e a personalidade que imprimem nas marcas que trabalham estava presente o tempo todo. Como disse a Fernanda do Oficina, o Tufi é o nosso Silvio Santos e como tal agradou a massa que o aplaudiu inúmeras vezes, teve troca de elogios entre Marcelo Sommer e Jum Nakao, teve colocações importantes de Reinaldo sobre o momento pós estilista –poeta dos anos 80 assim como Lorenzo falando das dificuldades de uma marca nacional e tentando deixar claro, apesar de não conseguir que as marcas ficam, os estilistas vão. Foi um confronto silencioso e gigantesco!

Em compensação no mesmo debate teve a mediação barulhenta, histriônica e deselegante de José Gayegos. Sem preparo, cometeu gafes ao falar que não conhecia um dos estilistas que participava da mesa. Fez intervenções desnecessárias como se o debate a ele se referisse. Ele era o mediador, deveria conhecer no mínimo os convidados, deveria conhecer no mínimo o seu lugar naquela hora. O fato dele, sim, ser um nome importante para a moda brasileira, cuidar do acervo de Dener, dar aulas de moda, ser estilista, não o dá o direito de desrespeitar nem a platéia nem a mesa de debate.

Ele foi a máxima do que estava ocorrendo durante os dias anteriores, pessoas que se aproveitam da oportunidade de ter a voz durante um debate e ao invés de fazer reflexões e perguntas pertinentes ao que se está discutindo, aproveita para colocar seus problemas pessoais, contar de sua vida. Detesto esse momento psicanálise, sorry, chama o Freud!