Arquivo da categoria: tatoos

SUZY MENKES ENTRE NÓS E OS DOIS MAIS BELOS POSTS DA TEMPORADA

As jornalistas estavam tão na “loucurinhas” que nem notaram a famosa presença de Suzy Menkes na sala de imprensa e seu inseparável laptop.

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Ahahahahah! Essa é a Brisa, querida, bem mais jovem, mais bela e simpática que Menkes, mas já cultivando um topetinho à la editora do International Herald Tribune. Ela tem um blog só de tatoos e eu até mostrei a minha.

Mas o que me tatuou de verdade nessa temporada foram dois posts que explicitaram posições que eu acredito e tento cultivar no meio de moda.

Fernanda Resende escreveu sobre as verdadeiras prioridades
, que todo o circo armado da moda pode nos fazer esquecer.
E Jana Rosa fez as imagens mais lindas de uma verdadeira afetividade fashion, que muitos dizem não acreditar, mas está lá.
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Nina e eu

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SEMANA LULA RODRIGUES: A MODA MASCULINA, OS GÊNEROS E A RELAÇÃO GAYS E MULHERES


Lula além de nos contar a evolução da moda masculina, faz deliciosas observações ensaísticas como: “A moda se torna mais austera no período vitoriano e a Revolução Industrial, no século 19, editou um burguês rico e discretíssimo, […] Isso rolou no auge do Império Britânico e foi replicado por todo o planeta_inclusive no Brasil. Vivemos um momento em que os ricos tem que se disfarçar, se esconder em carros blindados. Alguma semelhança ??? É preciso que reflitamos”.
Só esse parágrafo me fez pensar muito numa resposta para aqueles que ainda vêem a moda como algo alienado. Com esse pensamento tão requintado, Lula criou a partir de suas constatações sobre a moda masculina, um reflexão sobre o estado de coisas hoje no nosso país.
Bom, continuando…

Sobre a questão do gênero pode-se falar que além do embate com os gays, existe outro com as mulheres e sua moda. Por que a moda masculina anda tão a passos lentos, essa é minha visão e é quase um consenso – apesar eu de odiar unanimidades. Você acredita nisso?

Temos que ir com calma. Levamos 4 séculos para chegarmos a esse padrão. As coisas no universo masculino demoram. São digeridas com calma. Têm seu ritmo. Por incrível que pareça, o homem muda continuamente. As mudanças mais relevantes não são notadas: são os detalhes. O homem médio, do povo, que eu chamo de “vox populi”, reage lentamente, mas absorve as mudanças, no seu próprio timimg. Depois faz delas uma verdadeira algazarra. Quer ver? Homem de brinco e tatuado há 10 anos, não era bem visto, gerava polêmica do tipo, brinco é coisa de mulher e viado, mesmo sendo os piercings e tatoos, acessórios de machos tribais. E hoje quando todo homem que se preza tem lá seus brinquinhos e piercings e, usa cabelo com gel e topetes espigados para cima (herança da estética punk tão em alta) e apostam em jeans com a lavagem da moda.

“Deus está nos detalhes” – brincos, piercings, tatoos, cabelos espetados

É preciso que sejamos indulgentes com ele. Não podemos assustá-lo e fazê-lo voltar à sua reclusão vitoriana. É preciso que mostremos a ele DELICADAMENTE_que ele pode ser alegre sem que isso macule seus temores de identidade sexual. Acredito que, em paralelo ao reportar as suas mudanças, nós da mídia temos que ser cautelosos. Não quero dizer endossando caretices e sim não compactuando com detonações banais, simplesmente dizendo que a moda masculina é mesmice e chatice, ueba, rimou. A meu ver, este é outro ponto de vista na análise da moda masculina contemporânea.
As mulheres modernas sempre os assustaram. Elas tiveram todo o século passado de mudanças; começaram com o direito de voto, roubaram as calças que eles levaram séculos para conquistar (lembram dos culotes ridículos?), ganharam a pílula, a minissaia, o power dress nos anos 80 e, na década seguinte, viraram o seu chefe: galgaram altos cargos no universo corporativo.

E o homem como ficou? Viu seus cânones serem quebrados na televisão com reality shows do tipo Queer Eye for the Straight Guy, que revelou um armistício entre heteros e gays_como o nome já diz.
Agora, podemos dizer que a moda masculina AINDA lida com identidades: de tribos e sexual. Eu disse ainda. O processo de mudança, é, no entanto, irreversível. É preciso que tenhamos paciência e eu tenho toda a paciência do mundo.