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MY ADIDAS


Festança da Adidas na semana passada. Agradeço Erika Brandão pelo convite, mas não deu… Roteiros, roteiros, roteiros!
Ainda pensando em como uma marca consegue ter sua imagem tão sólida durante tantas décadas e ainda despertar o imaginário dos jovens, a Adidas parece um excelente exemplo. Exatamente essa marca de 89 anos de vida e que começou como uma pequena fábrica de sapatilhas em Herzogenaurach, na Alemanha.
Sem precisar entrar no mercado de luxo, nem dar foco muito especial para esse lance de premium (apesar de ter alguns tênis bem caros e também coordenar as luxuosas colaborações de Yohji Yamamoto e a incrível Y-3 [referência às 3 listras] e as parcerias com Stella McCartney), a Adidas passa, pelo menos desde que me conheço, incólume por várias tribos de jovens.
Era a roupa da gym, a mania de fazer ginástica e cooper nos anos 70, quer dizer, já tinha uma imagem de conforto e praticidade.
Depois foi o calçado dos hip hoppers. Run D.M.C., nos anos 80, fez um hino chamado “My Adidas” e mais tarde assinou uma linha esportiva para a grife.
Na década de 90, seus agasalhos de 3 listras eram os preferidos dos Djs. E seus tênis ainda hoje chamam a atenção como esses que o Cobrasnake fotografou na festa da marca.
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Então olhar pra Adidas com atenção é perceber como renovar sem perder suas carcterísitcas, uma lição valiosa para muitas marcas. Exemplo que quando penso no Brasil me vem sempre é as Havaianas.

PS: Eu adoro a lenda urbana que diz que Adidas é um acrônimo de All Day I Dream About Sports (Todo dia eu sonho com esportes)

BETH TEM DITTADO MODA

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Beth com o papai coruja da estilista Stella McCartney na primeira fila

Sou gorda, mas estou na moda parece nos dizer a todo instante a cantora Beth Ditto. Sua figura rotunda nas primiras filas dos desfiles de Paris é muito inspiradora contra uma certa ditadura da magreza que reina principalmente entre as mulheres.
Claro que o problema não é ser magra ou gorda, mas viver em plena insatisfação com o seu corpo o que no caso das mulheres é uma triste constante – talvez aí uma das chaves venenosas da Moda para criar desejos, já que o desejo é um sentimento que só existe pela ausência de algo.
Dentro do padrão certo e errado normativo de hoje, Beth estaria o errado, então é muito bom ver o erro nas primeiras filas super glamourosa, na capa da revista hype Love que acabou de ser lançada sendo proclamada como “ícone da nossa geração”.
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Ela emite sinais evidentes que a beleza, a moda e o mundo não estão voltados apenas para quem tem um corpo magro. Sem fazer oposição a essa imagem, ela parece gritar que a beleza está no que hoje chamamos de atitude muito mais no que no manequim 36.

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Com os amigos indo ver o desfile da Chanel

P.S.: Marco Sabino comprou a Love e conta aqui o que achou