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PUCCI QUE PARIU, A PONTE GUCCI…

O arquiteto Marcio Kogan fez um filme absurdete com outro arquiteto, o Isay Weinfeld, no final dos anos 80 chamado “Fogo e Paixão”. e não menos absurdete e bem humorada é essa Ponte Gucci.
Recebi esse e-mail da Fernanda Resende e não resisti, postei, sei que muitos já conhecem esse projeto, mas vale a pena ler de novo:

LE PONT GUCCI

Extremamente elegante é o mínimo que se pode falar da Pont Gucci. Uma sofisticada estrutura atirantada por belíssimas correntes guccíssimas de ouro 18k e largas tiras de tecido côtelé vert, rouge et vert, cumpre o seu importante papel social conectando glamorosos shoppings localizados nas margens do rio mais “in” de São Paulo. Pó de diamante espalhado pelo asfalto, provocará um deslumbrante brilho. Segurança 24 horas e um justo preço do pedágio, aproximadamente 20 euros, tornarão este lugar exclusivíssimo. No Dia do Índio, 19 de abril, seu uso será gratuito numa forma de “gentileza urbana” aos menos favorecidos, mas prometemos uma higienização rápida e segura para que tenhamos tudo na mais perfeita ordem na manhã seguinte, afinal sabemos muito bem da total falta de educação do povo brasileiro. Numa demonstração de respeito ao meio ambiente o rio será despoluído numa faixa de 20 metros com aplicações diárias de Channel No. 5. Chiquérrimo!!!

ponte_gucci_high

SEX AND THE CITY E O REINO DA LABEL QUEEN

Tive uma experiência duplamente intressante. Fui ver Sex and the City com meu amigo virtual Ricko no Shopping Cidade Jardim, o mesmo que Sarah Jessica Parker faz o comercial. E num certo sentido para quem conhece o filme e o shopping parece que eles se casam perfeitamente ainda mais no quesito label queen. É uma incansável sucessão de marcas, que me fez sentir alguns momentos em um longo comercial da LVMH, algo bem século passado.
O filme é leve e tem um humor e nos divertimos com as personagens que a gente tanto conhece, ou pensava que conhecia, pois não sabia que a Charlotte era tão preconceituosa com os chamados povos “menos desenvolvidos”, falo das cenas que ela viaja com as amigas pra México.
É tanta marca que talvez seja esse o motivo pelo qual Big não aguenta se casar com ela.

logomaníacas: vestido de Vivienne dá azar!

A outra experiência interessante foi que o filme queimou na meia hora final e fiquei sem saber como ele termina. Recorri aos amigos de twitter que me contaram o desfecho e senti um certo alívio ao perceber que ela acaba se casando sim, mas com o vestido sem grife.
Vivemos esse paradoxo, muitos hojes precisam das marcas para acreditarem marcar uma personalidade na cidade, mas o excesso pode levar a falta de sexo e também de amor (próprio)!