Arquivo da categoria: "moda e música"

TCHAU FASHION ROCKS

No meu festival teria as seguintes bandas/músicos tocando para as seguintes marcas:

Música/ Moda

Calypso = Prada [já que Joelma é Prada]

Pirigóticas = Balmain

Mc Créu = Versace

Carla Perez = JLo by Jennifer Lopez

Farofa Carioca = Osklen

Wanessa sem Ja Rule = Marcelu Ferraz

Lady Gaga com Ru Paul = Walério Araújo

The Gossip = Camisaria Varca

Massacration = Gareth Pugh

Tati Quebra Barraco = Calvin Klein (mas só na festa)

Vai, tem muito mais sentido do que o que aconteceu no sábado. OI?

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Por fim, pra encerrar esse assunto de vez, olha como fica incrível quando o artista tem tudo a ver com o estilista. Björk muitas vezes usou vestidos de Alexander McQueen, seja nos clipes, no palco ou mesmo na vida real. E arrasou no Fashion Rocks exatamente cantando para a coleção do estilista inglês.


ZEZEEEE te dedico, a mamãe arrasa!

OI? FASHION ROCKS

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Talvez o que mais foi esclarecedor pra mim no Oi Fashion Rocks foi Wanessa imitando as cantoras pop americanas, escondendo uma certa vontade de Shakira – “a cucaracha que chegou lá”. Não existe novidade nessa comparação da neta de Francisco com as J.Lo e Beyoncé da vida, mas é bem claro que revela essa vontade do Brasil de entrar realmente no primeiro mundo da cultura, seja ela pop ou erudita. Wanessa é do mesmo sinal que o desejo que temos ao querer que nosso país leve o Oscar de melhor filme estrangeiro ou que nos fez radiantes por demais diante à vitória do Rio para sediar as Olimpíadas em 2016 e, porque não, ser o palco do primeiro Fashion Rocks da América do Sul. Enfim, Wanessa resume e explica o Oi Fashion Rocks. É a tentativa de shakirização do país.
Pena que essa atitude é feita pela cópia, seguindo modelos e não pela originalidade, para dar uma resposta diferente ao mundo.
Mas voltando ao Fashion Rocks, apesar do nome fashion, ele é só um mero coadjuvante. A moda fica sempre em segundo plano, e não é só na transmissão que foi feita aqui, quem já assistiu outras edições sabe que se vê pouca roupa pois a atenção das câmeras tambem tem que estar na banda que está tocando. Talvez a desculpa com fundo excludente seja que “todos” já viram esses looks nas coleções passadas. Tá, se a visibilidade das roupas é prejudicada na televisão/internet – que é o elemento de grande importância desse evento – então porque chamar, no caso brasileiro, uma grande stylist como Katie Grand, se mal vamos conseguir ver o trabalho que ela fez com as marcas, como ela editou e pensou cada uma. Não consegui, nos vídeos que assisti, entender um pensamento da fofa. No fim, as modelos fazem mais uma participação coreográfica de fundo. Esse pra mim é o grande ponto fraco do Fashon Rocks, não se vê moda em nenhum canto, existe uma miragem de moda. E até agora esse problema não foi resolvido seja no primeiro mundo seja no mundo de Shakira.
Outra coisa que me parece menos ruim, mas é muito desagradável, é a falta de organicidade entre música e moda no evento – novamente não só no Rio, mas em todos os que assisti na tv. Explico melhor, o que os estilistas criam e refletem nada tem a ver com a música que é tocada. Um exemplo hipotético: na trilha da Dior Homme de Hedi Slimane pensa-se exatamente em Franz Ferdinand ou The Libertines mas o Fashion Rocks nunca se atentaria a isso e poderia por exemplo chamar o Dj Tiesto pra tocar para a Dior de Slimane. Não há como preocupação primeira o verdadeiro diálogo com a moda e a música. No caso brasileiro, tivemos um golpe único de sorte, com a substituição de Lulu Santos, que está com problemas de saúde, pela banda Stop Play Moon no desfile de Alexandre Herchcovitch. Que estrela tem Herchcovitch, pois teve como vocalista a sua musa máxima Geanine Marques que é da banda. Fez todo sentido. Eu adoro Lulu, mas ele não tem nada a ver com Alexandre e seu universo. Mas bem que seria interessante ver ele cantando: “eu vejo um novo começo de era…” e aparecer um monte de caveira do estilista na passarela.
Tudo bem, acho que Daniela Mercury pode dialogar com Lino e Grace Jones com Marc Jacobs mas o resto faz muito pouco sentido.
E é pelo elogio da performance de Grace Jones que percebemos outra falha, a falta de boas imagens da música (já que a moda fica apagada, de fundo, cabe à música produzir imagens), imagens que marquem, provoquem, encantem. Grace foi a única que soube fazer isso e com sua simples troca de acessórios e uma capa muito especial derrubou a farofa da macumba da Mercury, os bailarinos da Mariah e a lamentável escola de samba no final, pra marcar que estamos no Brasil (ô pobreza). Foi incrível que nas 3 músicas, Grace criou impacto só na troca de máscara e chapéu e conseguiu produzir uma imagem poderosa que ficou lindo no vídeo com a apoteose dela cantando “Slave to the Rhythm”.
O resto sinceramente pra mim foi OI?
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Donatella, te amo até mais que seu preenchimento labial, OI?

PHARRELL WILLIAMS

Pesquisando muito para os roteiros do programa “Moda e Música”, acabei comprovando algo que intuía – e era evidente dãh -: os rappers são os mais fashionistas do mundo da música. O envolvimento deles, não só com um estilo especial de se vestir, afinal, o streetwear deve muito ao hip hop, fez com que eles acabassem investindo em criar suas prórpias marcas. Isso tudo significa uma posição de sujeito na história, nunca quiseram e nunca ficaram no topo inferior da pirâmide da moda e nesse sentido estão muito mais ligados aos criadores do que aos diluidores.
Essa relação entre rappers e moda aconteceu desde os primórdios do movimento com o Run DMC declarando sua paixão pelos tênis na música “My Adidas”, o que levou a empresa alemã os convidarem para criar uma linha para a marca e, é claro, que o pisante tinha todo o estilo hip hop, com a língua do calçado grande e felpuda, o cano altoe o jeito todo especial de fazer a amarração. A parceria dos rappers com a marca continuou com a excelente coleção de Missy Elliott para a Adidas.
Quando Snoop Doggy Dogg, no começo dos 90, apareceu Saturday Night Live vestindo uma camiseta Hilfiger, as vendas desse mesmo produto se esgotaram em Nova York. Logo, tanto as marcas como os rappers perceberam que era um grande negócio e com muito futuro essa união.
Muitos rappers foram parar na primeira fila dos desfiles de moda e alguns até entraram na passarela como aconteceu com Coolio e Puffy Daddy desfilando nas semana de moda de Nova York. O próprio Puff Daddy virou Sean Combs e abriu uma marca hoje respeitada, a Sean John assim como a G-Unit, a marca do rapper 50 Cent ou a Rocawear de Jay Z . Kanye West lançou nesse ano, sua coleção, a Pastelle e por fim, o que pra mim é o mais fashion, sem perder o allure streetwear dos rappers: Pharrell Williams que, além de ser figurinha carimbada dos desfiles de Paris – como West -, criou linhas óculos e jóias para a Louis Vuitton.

Pharrell Williams é produtor musical e cantor, e junto com Chad Hugo forma o duo de produção The Neptunes – dizem que vão produzir um álbum com remixes de Michael Jackson. Já o N.E.R.D. tem o duo mais Shay Haley.
Pharrell participou – até do clipe “Give It 2 Me” – da produção de algumas faixas do álbum Hard Candy, da Madonna. Sua imagem acabou de ser imprimida em um curta, “Around the Earbridge”, que ele presta homenagem a Van Gogh e como bom fashionista que é, veste roupas de Rick Owens.
Mixando a cultura skate, rap e pop, acho Pharrel um signo muito atual tanto em estilo como atitude.

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Atualizando um look formal com jeans e relógio pop. E atualizando tanto a logomania como o amor dos rappers por cintos com fivelas grandes. Algo como um sartorial rap

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as cores e o charme da gravata

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a polo com a gola “desestruturada” sob a malha de padrão argyle

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para dizer que Pharrell não é rapper: look clássico com o boné de volume mais atual.

MODA E MÚSICA

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Moda e Música é o novo programa da Fashion Tv que estréia dia 26 de junho. São 13 episódios que cobrem alguns dos importantes movimentos musicais do século 20 e 21 como o hip hop, o punk e o funk carioca.
É um projeto que tenho muito orgulho, pois foi criado por mim e Ariel Jacobowitz faz um ano e finalmente se materializou, apesar de toda a correria que foi e está sendo para finalizarmos os episódios [fiz 13 roteiros em menos de três semanas, tipo loucura mesmo].
Foi com muita emoção que vi hoje o primeiro sobre o Rock e, apesar de todo o envolvimento, achei que ficou incrível [desculpem a falta de modéstia, mas achei mesmo]!
Aqui está o link do teaser ainda não finalizado que iremos apresentar no SPFW, no domingo, dia 21. Ele teve algumas mudanças , mas dá para ter uma idéia do que vai ser o programa.
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