Arquivo da categoria: fantasia

COM QUE ROUPA?

Surgiu uma grande dúvida dentro de mim. Estou em Olinda e pra fazer contraposição a gama de cores das ruas e da cidade, escolhi dois modleitos pra me destacar da turba. Qual deles será mais apropriado?
mont-desfile-1
Esse cinza ten-dên-cia sem graça e chato…
00230m
…Ou essa tranparência sem sal?

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SPFW – A MODA ESTÁ NUA: O MARAVILHOSO FIGURINO FAKE DE MARCELO SOMMER


Nada é banal em Marcelo Sommer e sua grife Do Estilista, não fantasiem errado. Mesmo quando declara fazer um desfile com seus desejos de imagem e não de produto ele está indo fundo no conceito de moda e na função dos desfiles. Ele, dentro de um sistema econômico que a cada dia privilegia muito mais os resultados e lucros (empobrecendo a imaginação na moda), lucra muito mais procurando os resultantes, os resultantes que fazem com que quando Marcelo cria uma peça, não tenhamos dúvidas que só a ele pertence e só por ele poderia ter sido construído.
Fantasia e figurino. O quanto a moda vive com medo desses extremos, como os antigos navegadores tinham medo que o mar acabasse. Quebrar, romper com o medo da teatralidade, do fantasiar-se, do figurino faz parte de uma atitude avançada em moda, ainda mais nos tempos de hoje.
O linguista inglês J.R.R. Tolkien afirmava que “fantasiar é ser bem sucedido em fazer ou vislumbrar outros mundos. Não mundos possíveis, mas mundos desejáveis.
Já na definição rápida do Wikipedia diz que “figurino é o traje usado por um personagem de uma produção artística (cinema, teatro ou vídeo)”.

Bailando sobre esses dois conceitos, a marca faz surgir toda a força de seu imaginário. Não é figurino de enfermeira, nem fantasia de enfermeira, é exatamente a sua versão fake, a versão moda que trafega sobre esses mundos desejáveis. Não à toa muitos fashionistas ficaram fascinados pelo look que eu chamo de burka mulçumana (terá algo freudiano nisso?).

Para provar o que eu escrevi e a radicalidade desse trabalho Do Estilista, por desorganização pessoal minha, assisti o desfile da janela de fora do museu com muitos fotógrafos e fashionistas. Foi uma experiência divertida e inusitada, porque eles identificavam os looks com pessoas de moda, do imaginário daquelas pessoas. Muitas gritavam:”Olha a Graça Borges! Olha o filho da Erika!” e não olha a noiva, a bruxa, o palhaço, a mulçumana.
Marcelo Sommer fez todos fantasiarem por poucos minutos um mundo muito melhor e mais divertido!