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ORAÇÃO OU PRONUNCIAMENTO DE ELIANA TRANCHESI

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Realmente não se falou em outra coisa nesse fim de semana. A prisão, a pena de mais de 60 anos de cadeia -antes foi anunciado mais de 90 anos -, o câncer e seu habeas corpus. Eliana Tranchesi foi manchete fashion. Alguns fashionistas pediam “Free, Eliana” e outros pediam para que ela continuasse presa. Em meio a toda essa celeuma, um e-mail corrente chegou na minha caixa de correio dizendo que esse era o verdadeiro pronunciamento da dona da Daslu – como nós brasileiros fazemos piada de tudo, tava mesmo demorando um texto assim:

“Caríssimos, e bota caro nisso, essa Operação Narciso me deixou aloPrada! Alguém me deFendi. Não sou dessa Alaia. Não é Versace o que Diesel por aí. Sou pessoa Dolce & Bacanna. Pucci que Paris!!! Estão me pegando para Christian, meu Dior. Preciso de um Cacharel em direito, um cara Valentino para dar um jeito nessa Bottega, antes que coloquem no meu Rabanne. Eu não vou botar o Galliano dentro não. Chloé? Vou continuar minha Missioni. Miu Miu, abraços para vocês!
Eliana”

PS; Só faltou: “Meu Dior, me Dasluz nesse momento’!

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ELIANA TRANCHESI NA CADEIA

Não se fala em outra coisa na cidade. Mais de 90 anos foi a sentença. E já está se formando um Fla X Flu fashion sobre se ela deveria ou não ficar na cadeia.

171 ABRE SUAS PORTAS (SERÃO ELAS NEOCLÁSSICAS?)

Tá, fiquei obcecado e obsessivo pela grife 171 ops 284. Dizem que o nome é uma homenagem ao antigo endereço da Daslu na Vila Nova Conceição. Dizem também que querem fazer moda democrática. Achei paradoxal! Porque? O nome remete a um dos endereços mais opressores da cidade. Veja esse caso:
A videomaker Ruth Slinger deu uma camisa da Daslu para o músico Rica Amabis do Instituto, coletivo de música que flerta com hip hop, samba, funk, rock, soul, isto é, sons populares (outro assunto que pra mim está obsessivo na minha mente). Ele foi trocar a camisa pois o número ficou menor. Ao entrar lá , ele ficou um bom tempo pra ser atendido, e se não fosse uma pressão dos amigos que o acompanharam era capaz que nunca ele conseguisse trocar seu presente. Detalhe – Rica é um cara que se veste no melhor estilo streetwear – na época calça oversized, camisa com estampa de grafite. Acho super Ponte Gucci – outra obsessão, acho que preciso de uma sessão de desobsessão da Igreja Universal [Pictures], vulgo Record!
A Fernada do Oficina disse que vai ser a nova Top Shop brasileira, pra mim por enquanto ela é a Top Top brasileira. Jorge Wakabara disse que as roupas eram bem feitas, mas ao ver Naomi abaixo escolhendo algo na arara, me senti naquelas lojas que ficam dentro do metrô – será que é isso que é popular para grife? Heleninha Bordon, fala que eu te escuto!
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Incrível o post de Katylene sobre a abertura da loja. Tem que ler e rir muito!

PUCCI QUE PARIU, A PONTE GUCCI…

O arquiteto Marcio Kogan fez um filme absurdete com outro arquiteto, o Isay Weinfeld, no final dos anos 80 chamado “Fogo e Paixão”. e não menos absurdete e bem humorada é essa Ponte Gucci.
Recebi esse e-mail da Fernanda Resende e não resisti, postei, sei que muitos já conhecem esse projeto, mas vale a pena ler de novo:

LE PONT GUCCI

Extremamente elegante é o mínimo que se pode falar da Pont Gucci. Uma sofisticada estrutura atirantada por belíssimas correntes guccíssimas de ouro 18k e largas tiras de tecido côtelé vert, rouge et vert, cumpre o seu importante papel social conectando glamorosos shoppings localizados nas margens do rio mais “in” de São Paulo. Pó de diamante espalhado pelo asfalto, provocará um deslumbrante brilho. Segurança 24 horas e um justo preço do pedágio, aproximadamente 20 euros, tornarão este lugar exclusivíssimo. No Dia do Índio, 19 de abril, seu uso será gratuito numa forma de “gentileza urbana” aos menos favorecidos, mas prometemos uma higienização rápida e segura para que tenhamos tudo na mais perfeita ordem na manhã seguinte, afinal sabemos muito bem da total falta de educação do povo brasileiro. Numa demonstração de respeito ao meio ambiente o rio será despoluído numa faixa de 20 metros com aplicações diárias de Channel No. 5. Chiquérrimo!!!

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SPFW: DIÁLOGOS IMPERTINENTES (PRA QUE DISCUTIR COM MADAMES)

Maria Cândida Coutinho de Andrade e Cleide Camargo tricotam em frente à torre do São Paulo Fashion Week no Pavilhão da Bienal:

– Queridinha, foi bafo o desfile na casa do Tufi!
– Por que, darling, o que aconteceu?
– Nada, só estava um bafo de calor infernal, me senti no Senegal, lugar, aliás, que nunca pus meus Manolos.
– Me falaram que tinha uma escadaria meio Chanel dos trópicos. Mas você sabe, eu não fui, não frequento edifícios neoclássicos.
– Quem você está querendo enganar. Não precisa se preocupar que eu não sou a turma da Casa do Saber não… E já te vi inúmeras vezes na Daslu!
– Bem (desconversando), em compensação no Fause e na Cori eu fui.
– É verdade que os estilistas da marca, a Rita e o Dudu, deram uma última chance para a Fernanda Motta?
– E olha que ela nem bateu cabelo, mas e no Herchcovitch, você vai dar pinta?
– Modernidade pra mim só o Guggenheim!
– Francamente meu amor, desce desse salto que ele não te pertence.
– É Jimmy Choo!

Nota: na verdade a casa do Tufi é estilo eclético, mas as colunas fazem a pobrezinha se confundir, já que tudo é neoclássico ultimamente em São Paulo.