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A FESTA DA CHAVE

O Nucool me escreveu e perguntou: Angel, você pode fazer um resumo da Festa da Chave?! Tipo traje, bebida, drogas, trilha sonora, quem foi, tendências…
;0)

Acredito que uma imagem pode resumir essa questão:

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XINGU, FESTA DA CHAVE…: O MARAVILHOSO MUNDO DE VICTOR E ZECA!

 

Quem acompanha meu blog sabe do meu profundo desprezo pelas artes plásticas contemporâneas, mas na realidade é bom deixar bem claro que meu nojo é pelo que é eleito arte contemporânea, pois eu acredito numa arte nesse começo do milênio e ela não está em nenhuma galeria e em nenhum de seus artistas. No mundo novo rico do circuito das artes, onde todos buscam um significado de aristocracia, os grandes barões e duques estão muito distantes de toda a mercadologia disfarçada e mistificada pelos curadores, galeristas e marchands vendida como arte.

O único interesse hoje verdadeiro que pessoas que pensam o contemporâneo podem ter em relação à chamada artes plásticas institucionalizada é a fetichização mercadológica de conceitos vendidos como artísticos. Se os abduzidos por esse esquema soubessem que a poética que muitos de seus galeristas vendem e tanto falam está mais pra lero-lero… Bom, minhas idéias sobre esse mundo vazio estão no em textos que escrevi aqui, aqui e aqui.

Faço essa introdução para dizer que apesar disso, acredito sim numa arte contemporânea viva, eclética e que ela acontece fora daquilo que é oficialmente chamado arte. Para mim, o Xingu foi um grande experimento artístico. Quem freqüentou o clube sabe que se todo aquele arsenal fosse chamado de instalação, ainda assim estaríamos reduzindo o conceito do clube. E se fosse ainda, chamado de performance cada noite vivenciada naquele ambiente, ainda deveríamos erguer o português numa palavra mais justa.

Sinceramente vejo hoje Victor Corrêa e Zeca Gerace como dois dos artistas mais interessantes no Brasil, sem nunca expor em uma galeria e talbvez por isso a magnitude (não precisam de carimbo de artistas), Eles nos levam realmente a uma poética da forma (e do conteúdo) que é absolutamente a tradução dos nossos tempos.

Já fiz uma entrevista com eles aqui no blog, mas escrevo agora para falar de mais um passo desses artistas que realmente só nos surpreendem.

Eles esquematizaram um evento/festa/performance/instalação/espaço relacional chamado Boca.

Do que se trata? São 150 convidados que recebem uma caixa de fósforo toda costumizada (sorry, Marcelo Cidade) com uma plaquinha com um número dentro. Lá também tem um texto que pede para escrever para eles dando o número. Eles retornam dando o endereço daquilo que já foi chamado de Festa da Chave em outros tempos e deve ser algo novo agora. È a interatividade e a ação em conjunto visto de outro ãngulo.

Ao que parece uma festa a boca miúda vai ser um grito d eliberdade para a noite e a arte em São Paulo.