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FKAWALLYS NA BIENAL AGORA EM VÍDEO

Recebi do videoasta (videomaker é tão 80) Rodriguinho “Trava” Dutra esse vídeo da performance-ação-desfile-ação comercial que ele realizou na Bienal do Pixo ops Vazio.
Minha admiração por Fábio Gurjão se confirma a cada segundo. Soube – e não foi através do Facebook – que ele teve a seguinte conversa nos dias em que passou na praia do Rio de Janeiro para a passagem de ano. Peço a licença poética de reproduzir aqui não com a exatidão das palavras, mas a precisão da atitude.

– Fábio, você sabe que o Mario Mendes te gonga junto com todos os abravanados!
– Adoro! Por que ele é inteligente, escreve bem. Acho ótimo ele xoxar!
– Mas Fábio, você não acha coisa de gente rancorosa?
– Não. Todo a imprensa adora a gente, é toda manipulável, é bom ter vozes contrárias, independentes. Adoro o blog do Mario Mendes!

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LIBERDADE LIBERDADE

A pixadora Caroline Pivetta da Mota será solta hoje, sexta-feira, depois de uma ampla pressão do Ministro da Cultura, Juca Ferreira, do Ministro Paulo Vannuchi, da secretaria especial de Direitos Humanos, de artistas de diversas áreas e parte da sociedade civil que se mobilizou contra um certo obscurantismo que sempre se forma em nome da legalidade, da justiça e da ordem. Eu, particularmente fico muitíssimo feliz.
Ao mesmo tempo, me deixou inquieto esse nosso pequeníssimo caso Dreyfus [a acusação injusta de um militar judeu no século 19, defendida por anti-semitas e que provocou uma revolta de intelectuais e artistas a favor de Alfred Dreyfus pois sabiam que algo estava oculto nessa vontade de condenação: O ódio pelos judeus].
Pessoas amigas e desconhecidos se voltaram com certa violência contra a defesa da legalidade do ato da pixadora. Basta ler o comentários que ocorreram no rraurl ( logo após a pixação na bienal e depois comentando do abaixo-assinado), no 02 neurônio (com o texto chamado “Carol, a menina pixadora” no dia 07/11/2008), no Uol com os excelentes textos de Rodrigo Bertolotto e for fim, no Repique com minha entrevista a Paula Guedes para o post “Abaixo assinado pró-pichadora da Bienal” de 17/12/2008 e é claro veio respingar aqui no blog.
Comentários que a chamam de “vagabunda”, “pilantra”. “galinha”, “depredadora”, que “deve apodrecer na cadeia”, “merece levar um pau”, “no tempo da Rota isso não aconteceria”, “queria que pichassem o seu muro pra ver se você gosta” revelou a face monstruosa dessa mesma sociedade que silenciou-se perante a tortura e defendeu o golpe militar, que elegeu Collor porque Lula roubaria as suas casas e com certeza falta muito pouco pra achar corretíssimo a pena de morte. Não à toa artistas que passaram pelo regime militar como Zé Celso declararam em jornal o caso da pixadora como “coisa de AI-5” .
Muitas vezes esses comentários nefastos vieram de pessoas que têm uma certa formação escolar, tomam uma droguinha no final de semana, lêem livros, vão ao cinema, transam sem camisinha… Aí me pergunto, pra que tanto ódio, tanta violência desproporcional contra uma literalmente pobre pixadora? Que significado ela tem para todas essas pessoas que nem a conhecem e que mesmo que se consideram o pixo um crime, será ele tão mais grave do que dirigir alcoolizado? O quanto ela [a pixação] pode matar, destruir vidas, nos violentar?
Na realidade, Caroline e os pixadores têm o mesmo significado que tiveram os judeus no caso Dreyfus, ou a esquerda (os comunistas e anarquistas) em outro caso de injustiça – Sacco-Vanzetti: Bode expiatório!
Existe uma relação direta de classe e sexo pois no nosso país o espaço público ficou restrito aos pobres, os ricos e a classe média se fecharam em muralhas de todos os tipos. Existe uma guerra silenciosa sendo travado todos os dias. E numa sociedade que cultiva a culpa [nos outros, como exercício ruim de tranferência], alguém tem que tê-la. Então que os culpados sejam os pixadores, esses analfabetos que emporcalham a nossa vida, que escrevem errado tanto quando muitos universitários, mas tem a coragem de expor o erro nesse exercício de autoafirmação caligráfica. Alguém tem que levar a culpa! Que seja esses vândalos audaciosos que não se contentam em ficar vendo tv em sua vila de periferia. Alguém tem que levar a culpa!
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Nos momentos de crise é bom retornar aos clássicos e fui direto a uma das minhas teóricas políticas preferidas junto com Maquiavel, Hannah Arendt [estudiosa dos regimes totalitários e da banalidade do mal] que sempre nos alerta: No murmúrio da multidão, a consciência adormece. [frase de ensaio de Luciene Félix]
Sem a consciência alerta, a bárbarie revestida de palavras como patrimônio público, cidadania, lei tomam formas sinistras. O sono da razão é perigoso, por isso estar atento é fundamental. O mais engraçado que a defesa começou fora do mundo das artes plásticas. Começou na moda com a jornalista Vivian Whiteman prevendo o que seria essa Bienal: Bienal do Pixo e Bienal do Pixo parte 2 (os posts estão bem no fim da página) foi escrito dois dias depois do evento ocorrido. As artes ainda dormiam, até que AVAF abriu exposição da Triângulo e se declararam totalmente a favor da pixação. Aos poucos a Cinderela foi acordando de seu sonho e percebendo que algo estava em grave perigo: o próprio conceito de arte contemporânea [onde a vida e com ela o pixo podem ser abarcada] e muitos artistas preferiram a ética a vassalagem e colocaram a boca no trombone (Artur Matuck, Mauricio Dias…). Rolou abaixo-assinado instigado por Nina Lemos, Xico Sá e Kiki Mazzuchelli e o assunto foi ganhando dimensão entre artistas de todas as áreas já que também estava em jogo a chamada liberdade [de expressão]. Até que veio o texto primordial de um dos poucos curadores de arte contemporânea que eu respeito: Paulo Herkenhoff.
Seu texto preciso dizia: “Caroline Pivetta da Mota passou o dia de comemoração dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos numa cadeia. Isso não denigre a Bienal, nem São Paulo, nem o Brasil. Isso denigre a humanidade”. A razão está finalmente atenta.
E muitos textos sobre o caso como o da Carta Capital, do Fernando de Barros e Silva começaram a fazer voz dissonante em bom som aos que queria que “a pilantra mofasse na cadeia”.
O mais engraçado é que essas mesmas pessoas que proclamam a cidadania, o patrimônio, o respeito à obra do outro invadiram o abaixo assinado a favor da liberação da pixadora com as mesmas palavras de baixo calão, de desrepeito que eles tanto se sentem ofendidos ao ver uma pixação. Ora, eu não me importo que se expressem, mas se querem tanto a dignidade, a preservação do patrimônio do outro não é muito contraditório invadir um abaixo assinado que é contrário aos seus ideais? Porque não criam o deles para que ela permaneça presa? Vivemos numa democracia mas nessa atitude nebulosa Hannah Arendt volta novamente a nos explicar do que se trata:
“O protofascismo busca forjar o consenso explorando o medo e a angústia das pessoas. O ambiente de trabalho, por exemplo, é lugar escolhido por esse estilo político para gerar intrigas, divisões, perseguições, queimar ou gelar os supostos adversários”.
Bom, o que importa é que ela estará solta hoje e o documento [abaixo assinado] seguirá para os lugares indicados como forma de registro e para o advogado da pixadora. Mas o que realmente impressionou a todos os que participaram do abaixo assinado foi a pequena quantidade de artistas plásticos jovens [principalmente aqui de São Paulo, vulgo os faapers] que participaram – a vassalagem disfarçada de atitude cool superior que aliás dominou não só eles, mas muitos que prefiriram ficar em suas confortáveis cadeiras olhando com uma superioridade imbecil o que eles achavam que seria rasteiro e pueril: Um simpels abaixo assinado. Eles preferiram se omitir. Pra esses mais um pouco de Hannah Arendt:
“Os grandes males da humanidade e as maiores atrocidades foram causados justamente por esse esvaziamento do espaço público, o espaço que a coletividade deveria ocupar, em que deveria exercer o Poder (participação pró-ativa). Quando não ocupa este espaço, participa negativamente (omissão)”.
A vigília da razão.

PS: Muitos blogs, sites, ações individuais colaboraram pra soltura da pixadora. Seria bem bom fazer desse post também um arquivo com links de matérias que ajudaram alguém que estava sendo tremendamente injustiçada.

ABAIXO ASSINADO

Amigos do blog
Conversando com alguns amigos [Xico Sá, Kiki Mazzucchelli] que entendem mais em organizar política do que desorganizar que é o meu caso, resolvemos fazer um barulho e fazer um abaixo assinado [uma forma de pressão] contra a prisão de pixadora Caroline Piveta da Mota.
Aqueles que apoiam, aqui está o link do abaixo assinado direcionado pra Fundação da Bienal e pro Ministério Público
e por favor divulguem o endereço em seus mail lists, blogs, etc, etc

Aqueles que não apóiam a idéia, desculpe o incômodo mas me poupem de comentários toscos aqui no blog.

E não se esqueçam que o samba também já deu cadeia no começo do século 20 e tinha uma horda que proclamava que aquilo era som de bárbaro, negócio de quinta, arruinava nosso processo civilizatório e que os pretos que faziam isso deveriam apodrecer na cadeia etc, etc. Muito semelhante ao que vi escrito em muito lugares hoje. Infelizmente uma questão de classe, muita classe!

bjs a todos
Vitor

AVAFANDO=ABRAVANANDO COM AS ARTES PLÁSTICAS E COM A MODA

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Fábio Gurjão realizou sua performance-ação-desfile-ação comercial na última terça, dia 2 de dezembro, abrindo os trabalhos da a.v.a.f. [assume vivid astro focus] que desta vez vem com o nome Axé Vatapá Alegria Feijão e encerra em clima de grande festa com direito a trio elétrico sua intervenção na Bienal do Pixo no sábado, dia 6 de dezembro.
A princípio, o evento aconteceria no andar do vazio, mas acredito que por problemas técnicos + ideológicos, eles preferiram deixar o segundo andar para o autoritarismo da arte contemporânea de vassalagem. Pois bem, foi tudo no térreo mesmo e o clima era de galpão de Escola de Samba.
Enquanto sua ação era realizada ao passar do tempo (das 19 às 22 horas) – não se esqueça que além do desfile tem a ação dos fotógrafos, trilha e araras para a compra das roupas ali mesmo -, um carro alegórico era preparado por Eli Sudbrack, Silvia e equipe, a cantora Cibele Cavalli que virou Kivelle Bastos, a persona abravanada estava realizando ali uma mandiga-instalação e o talentoso Ed Inagaki, que montou seu Ateliê Abstração na paralela da ação de Fábio e sua FKawallys, mostrou uma camiseta com capuz que ele chamou de fantasmando e que também nos remete ao uniforme dos presidiários e/ou guerrilheiros – muito oportuno para esse momento portas fechadas da arte contemporânea de vassalagem ou aos fantasmas que rondam o andar do vazio.
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Buuuu Bienal
Já na entrada, um clima diferente daquilo que Denis Rodriguez também desenhou e era tão verdadeiro durante os dias de Bienal que antecederam a chegada dos avafanados=abravanados: a opressão dos seguranças [acredito que para combinar com o andar vazio e o autoritarismo de seus curadores].
O ar estava mais leve entre os seguranças e alguns até queriam se enturmar com os abravanados. Eles nem revistaram minha mochila…
Ao chegar, muita gente tirando fotos, e Fábio já nos mostrou a cadeira Fila A e cadeira de Imprensa pra gente sentar na passarela. Quer iconoclastia melhor que essa?
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Nossa, essa roupa é uó! Pena que esqueci meu bloquinho…
As coisas corriam soltas, algumas pessoas compravam as roupas na arara, outras cantavam as músicas do rádio, outras ficavam paisageando, Bianca Exótica fazia amizade com os bombeiros…
E foi assim, sem nenhum alvoroço, numa relax, numa tranquila e numa boa que Fábio Gurjão anarquizou com o mundo das artes plásticas e da moda.
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Ao vender as suas camisetas dentro de um espaço de arte, ele evidencia o jogo do comércio disfarçado em simulacros de “arte” feito pelas galerias, museus e bienais. A questão grife é tão mais importante na arte contemporânea de vassalagem que na moda. Afinal um Jeff Koons vale mais que um Marc Jacobs, não?
Existe um valor para aquilo que não tem valor – o espiritual da arte? Por isso seu preço será sempre alto conforme não o seu valor artístico mas seu valor de mercado – em contraposição a isso, as camisetas de artista de FKawallys eram baratíssimas, tudo 30 reais.
Sem falar da ocupação de um lugar sagrado das artes com um desfile de moda – considerado até pelos próprios críticos de moda (?) algo menor que a suprema arte.
Para a moda, ele trouxe orgulho e auto-estima. Não existe terreno mais almejado por jornalistas de moda, estilistas, stylists que o terreno das artes plásticas. Muito pelo valor [falso] e o status [de novo-richismo]que hoje as artes plásticas ganharam. Talvez porque lá o valor da grife [no caso o nome do artista] foi criada de maneira tão escondida e dissimulada que consegue iludir que estamos no terreno do espiritual e não do mercado.
FKawallys está fora dessa etiqueta e dessa lógica canhestra. Em nenhum momento ela se acredita menor que as artes plásticas, não procura como a maioria dos fashionistas aliar-se às artes para ganhar status, esse ISO de ignorância.
Se trabalha dialogando com as artes plásticas é em pé de igualdade. Ele não se acha inferior por fazer moda e muito menos por realizar camisetas [infelizmente considerada carne de segunda na moda].
Ao porpor um desfile em plena Bienal, ele sabe que aquele pode ser um de seus espaços, não o único. E ao vender seu produto que é o mesmo que está sendo desfilado tudo ao mesmo tempo agora ele critica a lógica da chamada imagem de moda tão difundida entre os fashionistas. Essa lógica: a grande parte das vezes o que se desfila não é o que se produz. Cria-se uma imagem falsa da marca, pois na loja temos, em geral, aquilo que é do mais comercial [de alguma forma ele dialoga com o excelente desfile Do Estilista para o verão 2009].
Agora o mais importante, ao fazer essa performance-ação-desfile-ação comercial que outros “artistas” também se acoplam, onde todos, público, visitantes, compradores, funcionários da bienal podem participar [ atentando ao detalhe que a Bienal é de graça], enfim, ali se realiza uma ação de inserção e inclusão. Ao final ele obtém uma obra verdadeiramente duchampiana onde todos que participam são artistas e estilistas ou melhor, vivem a arte como o mestre da roda de bicicleta sempre almejou!
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PS1: E o melhor, disse Fábio Gurjão o tempo todo como autor [não que ele não tenha participação decisiva] no texto por conformismo da linguagem que precisa nominar, mas sinceramente as fronteiras se romperam pois eu não sei se foi a a.v.a.f. , os abravanados, quem apareceu por lá para criar isso tudo que aconteceu no dia 2 de dezembro. Enfim, na realidade foi uma confluência de idéias e desejos!

CAMPANHA VOTE NA TORTA DE PALMITO

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Digamos que a Torta de Palmito foi a 4ª ou 5º coisa mais importante da Bienal do Pixo depois dos pixadores, a.v.a.f., desfile de FKawallys e Maurício Ianês. Pra mim, não houve polêmica melhor na Bienal do Vazio do que essa, completamente arte contemporânea de vassalagem, isto é, vazia.
Foi algo que comoveu a tantas pessoas que o site Chic na eleição dos melhores de 2008 colocou entre os concorrentes de melhor Momento Fashion, A polêmica da torta de palmito na performance de Mauricio Ianês
Ultimamente tenho feito muitos votos nulos, mas nesse caso meu voto é certeiro: A TORTA DE PALMITO FOI O MOMENTO FASHION DE 2008..

FÁBIO GURJÃO LEVA FKAWALLYS PARA A BIENAL DO PIXO OPS VAZIO

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O ilustrador, artista plástico e estilista Fábio Gurjão já tinha me dado a dica na abertura da Bienal do Pixo ops Vazio que iria fazer uma intervenção naquele espaço: Um desfile de moda!
Acho que pela resposta reacionária dos curadores da Bienal depois da ação da pixação, acredito que Fábio preferiu não se arriscar com os dobermans da arte contemporânea de vassalagem e recebeu autorização dos próprios em si para fazer a performance-ação-desfile-ação comercial como disse ao telefone para o dus*****infernus (gente, adoro isso, parece até que estou fazendo jornalismo, mas eu tive foi uma conversa mega informal).
Bom, ele vai abrir os eventos do coletivo a.v.a.f. [assume vivid astro focus] que fará intervenções no Pavilhão de terça, dia 02 de dezembro até sábado, dia 06 de dezembro.
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O desfile começa às 19 horas e vai até às 22 horas. Fiquei intrigado pois em geral um desfile gira em torno de 8 a 15 minutos. “Não, Vitor, vai ser desfile, mas também vai ser bazar, eu vou vender as camisetas lá e quem comprar pode vestí-las e desfilar”. E quem não comprar? “Se a pessoa quiser desfilar também eu vou levar umas telas de silk e ela pode desfilar com uma delas”. E se a pessoa não quiser desfilar? “Ai, ela pode fazer o cabelo, a maquiagem, o styling… ou só assistir”.
Fábio me contou que vai ter passarela, fotógrafos e a música vai ser de uma rádio qualquer que quando ele tiver de saco cheio ele troca de estação.
E avisa que terão dois tops na passarela: Bianca Exótica e Jason
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Ele mesmo, pra modelos inibidos, uma máscara do Jason resolverá todo o seu terror de entrar na passarela!!!!

TORTA NA CARA 2, A MISSÃO

Inspirado em Marcel Duchamp, – já que é pra ser maneirista ops, contemporâneo, deve-se ir direto na fonte – e em Erika Palomino,- já que é pra ser modernoso-pra-frentex-descolex e ter “um histórico de doar Tortas de Palmito para artistas plásticos” -, apresento aqui os registros – a receita – da minha primeira performance feita pra Bienal do Pixo ops, Vazio chamada Torta na Cara 2, a Missão!

1º – Compre uma torta de palmito em uma confeitaria-rotisseria mais próxima, não pode ser feita por você mesmo, pois deve ter a “energia” e a mão na massa de estranhos. Atenção: só pode ser esse famoso alimento que vem do interior do pecíolos das folhas de determinadas espécies de palmeiras!
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2º – Leve até a Bienal de São Paulo, ou em qualquer lugar onde o artista plástico e stylist Maurício Ianes estiver fazendo a performance “Bondade de Estranhos”. Ache uma pessoa ou um grupo que não seja amigo do artista. Para isso, elimine todos os tatuados, fashionistas, homossexuais e gente com cara de artista plástico, isto é, com cara de blasé. E entregue a torta de palmito para esse estranho indicando que ela deva parar nas mãos de Maurício. Cuidado: se for na Galeria Vila Blaselândia ops, Vermelho pode ter muita gente fazendo o mesmo que você, dado o grande número de amigos de Ianes que vive nesse habitat, fora que será difícil achar alguém fora do chamado grupo de risco que citei acima para a entrega da torta.
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3º – Faça o estranho ou o grupo de estranhos, como foi o meu caso, entregar a torta para Maurício. Peça também que eles falem coisas bonitas para ele. no meu caso, um das meninas se superou e disse: “O Brasil todo está de olho em você!”
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4º – Espere ele inserir sua torta entre as doações e voilá: performance cumprida!
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Seja você também um artista, esqueça as altas taxas de mensalidade da FAAP. por apenas R$13,71 você pode participar de uma Bienal…

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Essa performance é dedicada ao olhar de Asuzi F. Assunção e aos gritos histéricos e ofensivos de Ana Paula Cohen para a pixadora que foi presa durante a ação dos pixadores, porque sem a generosidade de Asuzi não entenderia porque sra Cohen não tem mesmo nenhuma bondade para os estranhos.

Adendo: Eu, que nunca gostei de nenhuma performance de Maurício, adorei tudo que ele fez! Tem força, teatralidade, energia e representação, ainda escreverei sobre, mas isso é outra performance!