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MAFUÁ ATTACKS

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Lembra de quando a Forum, bem no comecinho dos 2000 e ainda sob o comando de Tufi Duek fez umas camisetas que tinham escritos as palavras fé, honestidade, luta, esperança e respeito? Essas palavras de ordem em branco apareciam em um fundo preto para, segundo a marca, ser um manifesto para arrecadar fundos para projetos sociais. Se não me engano o projeto se chamava A Camisa do Brasil e muita celebridade na época como o Rodrigo Santoro e a Malu Mader posaram na campanha de lançamento.
O que chamava muito a atenção era o preço: R$49,00. Algo bem salgado na época, quando se encontravam camisetas muito boas por 5 ou 10 reais.
Adriano Costa não deixou de fazer um comentário – irônico – sobre isso nesse vídeo que ele lançava uma de suas coleções de camisetas.

As camisetas de Tufi venderam muito, a gente sempre cruzava com alguém com o peito estufando Honestidade ou Esperança. Mas tinha algo de oco, de estranho naquilo tudo, até que uma das minhas marcas preferidas dentro do meu imaginário hoje, a Mafuá Jeans, lança essa grande homenagem remix:
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Acho que ela é muito mais A Camisa do Brasil que todas juntas da Forum!

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A TORRE, 12 ANOS

Desculpem fashionistas de última hora, mas a verdadeira buatchy fashionista é a Torre. Pode ser que seja meio o avesso do que a gente pensa ser fashion, e o que o povo fashion costuma frequentar, mas durante 12 anos eu já vi muita gente da moda passar por lá e, o melhor, de maneira descompromissada. Por exemplo, Nelson Alvarenga? Não só esteve lá, como foi com gota e se desequilibrou e me queimou com o cigarro. Adriana Bozon já vi se acabando na pista. Os maquiadores Daniel Hernandez, Theo Carias, Robert Estevão também por lá pisaram. Maurício Ianes, também. André Hidalgo, Claudia Guimarães, Geanine Marques, Simone Nunes, Wilson Ranieri, Karlla Girotto, Rita Wainer, todos os abravanados, Marcelo Sommer, David Polack, Judy Blame, só pra dizer alguns nomes, também foram. E eles não foram em nenhuma festa específica para marcar presença, foram mesmo para se jogarem.
A Torre é tão amada pelo povo da moda que as estilistas Lívia Torres e Helena Pimenta da Amonstro fizeram uma estampa para umas camisetas que se chama Quinta na Torre (ou Torre de Quinta, nunca sei…), sem falar que um dos djs da casa, Adriano Costa – gostem dele ou não – revitalizou a camisetamania no começo dos 2000, aqui em São Paulo, com sacadas excelentes como “Quero Meu Hype em Dinheiro”.
Eu tenho particularmente uma relação muito próxima com a casa. Antes de eu ser “alguém na noite” (será que sou? se sou, juro que não acredito no personagem), era o único lugar que eu era VIP por não ser porra nenhuma, apenas amigo. E isso a gente nunca esquece. Foi lá também que começou e terminou minha curta carreira de DJ de drum’n bass lá no começo dos anos 90 e foi o único lugar que fui poser de vocalista.

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Aqui está um e-mail do Adriano Costa sobre a noite de hoje. Espero encontrar vocês lá!

Amigos,
amanhã comemoraremos 12 de Torre
sim, 12 anos……record, não é ?
como todos vcs ((( e não digam que eu estou mentindo )))
já passaram momentos felizes e ou insólitos e ou incríveis e ou
inesquecíveis e ou loukos e ou blah blah blah…..
arrumaram marido / mulher
perderam marido / mulher
montaram banda de sucesso internacional
montaram banda que não saiu do nosso palco em cima dos banheiros
atual cabine do dj e camarote não oficial da brâmane paulista s/a
muitos já deram truque no cartão
muitos já gastaram todo o dinheiro do amex
quebraram o salto e ou a cara ou a cara do outro outra…..
whatever………

o lance é o seguinte: se der, apareçam….. A Torre tem importância
vital na montagem da cara esquisita de São Paulo….a gente inventou
um monte de coisas juntos…já destruiu muita também.
acho bonito e honesto que vcs apareçam amanha….tragam os filhos
ou aquele ex namorado insuportável…..tragam flores e ou frutas

não vai ter nada de especial…..só a mesma coisa de sempre…..o
que – óbvio – é especial pra caramba.

12 anos…..estamos virando mocinha.

mesmo horário….mesmo lugar…..o mesmo niilismo botequínico da pá virada

Adriano Costa

AVAFANDO=ABRAVANANDO COM AS ARTES PLÁSTICAS E COM A MODA

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Fábio Gurjão realizou sua performance-ação-desfile-ação comercial na última terça, dia 2 de dezembro, abrindo os trabalhos da a.v.a.f. [assume vivid astro focus] que desta vez vem com o nome Axé Vatapá Alegria Feijão e encerra em clima de grande festa com direito a trio elétrico sua intervenção na Bienal do Pixo no sábado, dia 6 de dezembro.
A princípio, o evento aconteceria no andar do vazio, mas acredito que por problemas técnicos + ideológicos, eles preferiram deixar o segundo andar para o autoritarismo da arte contemporânea de vassalagem. Pois bem, foi tudo no térreo mesmo e o clima era de galpão de Escola de Samba.
Enquanto sua ação era realizada ao passar do tempo (das 19 às 22 horas) – não se esqueça que além do desfile tem a ação dos fotógrafos, trilha e araras para a compra das roupas ali mesmo -, um carro alegórico era preparado por Eli Sudbrack, Silvia e equipe, a cantora Cibele Cavalli que virou Kivelle Bastos, a persona abravanada estava realizando ali uma mandiga-instalação e o talentoso Ed Inagaki, que montou seu Ateliê Abstração na paralela da ação de Fábio e sua FKawallys, mostrou uma camiseta com capuz que ele chamou de fantasmando e que também nos remete ao uniforme dos presidiários e/ou guerrilheiros – muito oportuno para esse momento portas fechadas da arte contemporânea de vassalagem ou aos fantasmas que rondam o andar do vazio.
ed-inagaki
Buuuu Bienal
Já na entrada, um clima diferente daquilo que Denis Rodriguez também desenhou e era tão verdadeiro durante os dias de Bienal que antecederam a chegada dos avafanados=abravanados: a opressão dos seguranças [acredito que para combinar com o andar vazio e o autoritarismo de seus curadores].
O ar estava mais leve entre os seguranças e alguns até queriam se enturmar com os abravanados. Eles nem revistaram minha mochila…
Ao chegar, muita gente tirando fotos, e Fábio já nos mostrou a cadeira Fila A e cadeira de Imprensa pra gente sentar na passarela. Quer iconoclastia melhor que essa?
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Nossa, essa roupa é uó! Pena que esqueci meu bloquinho…
As coisas corriam soltas, algumas pessoas compravam as roupas na arara, outras cantavam as músicas do rádio, outras ficavam paisageando, Bianca Exótica fazia amizade com os bombeiros…
E foi assim, sem nenhum alvoroço, numa relax, numa tranquila e numa boa que Fábio Gurjão anarquizou com o mundo das artes plásticas e da moda.
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Ao vender as suas camisetas dentro de um espaço de arte, ele evidencia o jogo do comércio disfarçado em simulacros de “arte” feito pelas galerias, museus e bienais. A questão grife é tão mais importante na arte contemporânea de vassalagem que na moda. Afinal um Jeff Koons vale mais que um Marc Jacobs, não?
Existe um valor para aquilo que não tem valor – o espiritual da arte? Por isso seu preço será sempre alto conforme não o seu valor artístico mas seu valor de mercado – em contraposição a isso, as camisetas de artista de FKawallys eram baratíssimas, tudo 30 reais.
Sem falar da ocupação de um lugar sagrado das artes com um desfile de moda – considerado até pelos próprios críticos de moda (?) algo menor que a suprema arte.
Para a moda, ele trouxe orgulho e auto-estima. Não existe terreno mais almejado por jornalistas de moda, estilistas, stylists que o terreno das artes plásticas. Muito pelo valor [falso] e o status [de novo-richismo]que hoje as artes plásticas ganharam. Talvez porque lá o valor da grife [no caso o nome do artista] foi criada de maneira tão escondida e dissimulada que consegue iludir que estamos no terreno do espiritual e não do mercado.
FKawallys está fora dessa etiqueta e dessa lógica canhestra. Em nenhum momento ela se acredita menor que as artes plásticas, não procura como a maioria dos fashionistas aliar-se às artes para ganhar status, esse ISO de ignorância.
Se trabalha dialogando com as artes plásticas é em pé de igualdade. Ele não se acha inferior por fazer moda e muito menos por realizar camisetas [infelizmente considerada carne de segunda na moda].
Ao porpor um desfile em plena Bienal, ele sabe que aquele pode ser um de seus espaços, não o único. E ao vender seu produto que é o mesmo que está sendo desfilado tudo ao mesmo tempo agora ele critica a lógica da chamada imagem de moda tão difundida entre os fashionistas. Essa lógica: a grande parte das vezes o que se desfila não é o que se produz. Cria-se uma imagem falsa da marca, pois na loja temos, em geral, aquilo que é do mais comercial [de alguma forma ele dialoga com o excelente desfile Do Estilista para o verão 2009].
Agora o mais importante, ao fazer essa performance-ação-desfile-ação comercial que outros “artistas” também se acoplam, onde todos, público, visitantes, compradores, funcionários da bienal podem participar [ atentando ao detalhe que a Bienal é de graça], enfim, ali se realiza uma ação de inserção e inclusão. Ao final ele obtém uma obra verdadeiramente duchampiana onde todos que participam são artistas e estilistas ou melhor, vivem a arte como o mestre da roda de bicicleta sempre almejou!
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PS1: E o melhor, disse Fábio Gurjão o tempo todo como autor [não que ele não tenha participação decisiva] no texto por conformismo da linguagem que precisa nominar, mas sinceramente as fronteiras se romperam pois eu não sei se foi a a.v.a.f. , os abravanados, quem apareceu por lá para criar isso tudo que aconteceu no dia 2 de dezembro. Enfim, na realidade foi uma confluência de idéias e desejos!

MAIO DE 68 E A MODA

Ao observar a foto acima de Henri Cartier-Bresson percebemos claramente o retrato de uma era. Maio de 68 é uma data simbólica de uma mudança cultural radical: os jovens no poder, pelo menos no poder da imagem.

Se hoje vivemos uma crise de autoridade e também uma exaltação da juventude, eles são resultados desse confronto entre velha e nova geração. Até então a sociedade fazia o elogio dos adultos, hoje, a nossa ode é pela juventude. E uma peça fundamental foi a mini-saia. Considerada por muitos fashionistas como a última grande invenção da moda, ela é unicamente jovem, sempre quando alguém com mais idade “ousa” estar de mini-saia, vide Susana Vieira, é sempre ridicularizada.

Outra questão importante vivenciada pelos mods dos 1960 e resgatada por Hedi Slimane no final da década de 1990 é o terno mais sequinho, ajustado ao corpo, sempre muito magro, afinal estamos falando de jovens que por meios genéticos são sempre mais slim na adolescência. Mas isso ainda está muito vinculado ao século 19 e toda uma tradição estanque da moda masculina. A novidade veio do jeans, pelo caráter democrático e a camiseta, talvez a mais formidável peça urbana de todos os tempos. A camiseta é um outdoor ambulante, tela para o agit-prop, campos de idéias e individualidades. Apesar do desprezo dos fashionistas pela camiseta, principalmente pelo trato esnobe que a peça dá à alfaiataria, ela ainda é um campo fértil de novidades mesmo sendo um quadrado.

As frases dos muros saltaram para as camisetas!

Com a simbologia de 68, a roupa pode ser nudez, pode ser finalmente e verdadeiramente voltar-se para o seu papel: construir individualidades.

 

PS: Em 2008, uma banda como Sigur Rós concebem um video nesse porte, o “Gobbledigook” porque hoje vivemos ainda sobre o fluxo, para o bem e para o mal, de Maio de 68.

 

ESTILISTAS PREPARAM DRINKS PARA NOITE CLÁSSICA DE SÃO PAULO

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Quem nunca foi no Début, que todos conhecem como Quinta na Torre e já foi nome de estampa da marca Amonstro, com certeza não conhece a noite de São Paulo.

Criada faz 8 ou 9 anos atrás, nem Adriano Costa e Bispo se lembram ao certo, a festa foi culpada de muita desculpa esfarrapada por atrasos e faltas no trabalho na sexta.  

Pensando nos amigos que não podem ir pois sabem que o dia seguinte será terrível, Bispo resolveu fazer também uma versão mensal no Vegas na sexta, pro povo poder se jogar sem culpa.

A primeira festa acontece hoje, dia 29 de fevereiro, e eles convidaram estilistas para prepararem drinks para distribuir aos convidados. Não podemos esquecer que a catuaba com gelo que ficou conhecida como cat on the rocks foi largamente difundida na Début. 

A receita de Simone Nunes:

vinho tinto suave  

soda

rodelas do limão

muuuuito gelo 

Já de Fábia Berscek:

Panachê

1 copo de cerveja

com um touch de guaraná… 


E Wilson Ranieri ficou na dúvida e ainda vai escolher entre esses.

Dama da Noite

20ml de gim

20ml de licor de pêssego

20ml suco de laranja

10 ml curaçau blue

coqueteleira com gelo rapidamente!   

Falso Champagne

1 lata de guaraná

a mesma medida de vinho branco seco  

ambos bem gelados

na coqueteleira com gelo

servir sem o gelo!   

Exótico!!!!

20 ml de suco de maracujá

20 ml de groselha

50 ml de curaçau blue

50 ml de absinto

4 pedras de gelo  

Em copo com as 4 pedras de gelo acrescente um a um em ordem, o suco de maracujá, a groselha, o curaçau blue e o absinto.
Ficará um copo todo colorido e sirva com canudinho pra ser misturado conforme for bebendo. 
 

Divorce

100ml suco de abacaxi

100ml menta

100 ml cachaça

1 fio de leite condensado

na coqueteleira com gelo picado!

Vamos encher a cara hoje?    

DAS PASSARELAS PARA A AVENIDA

Sempre fashionista, mas sabendo muito bem como usar as tendências ou os truques da moda, Adriane Galisteu não se fez de rogada e fez de sua camiseta-abadá um ótimo mini-vestido.

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Em pleno verão 2008, ela ressuscitou um look importante da coleção de Adriano Costa para o inverno 2006!

adriano-costa.jpg foto de Charles Naseh

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