A IMAGEM

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foto de Mara Gama

Fala-se muito em imagem de moda e da construção de uma imagem de moda. Realmente o trabalho de erguer uma imagem sólida de moda não é tarefa fácil e pode levar anos, às vezes décadas se a personalidade não se impor de imediato. No caso das grifes, os franceses usam o termo marca forte, para afirmarem que maisons como Chanel ou Dior, tem uma imagem poderosa, identificável e firme. Elas tem que ter uma imagem clara e para que isso aconteça é necessário depois de alcançada essa imagem um certo grau de imobilidade. Identificamos a Chanel ou a Neon por certo traços característicos que nunca mudam, ou quando mudam é para reafirmar a importância dos traços negados. Chanel sem tailleur de tweed é possível desde que o substituto equivala a mesma imagem que o tweed e o tailleur juntos produzem para a imagem da Chanel: a idéia de uma mulher independente em primeiro lugar, e depois em segundo plano a imagem da mulher que trabalha, mas ao mesmo tempo consegue ser sofisticada. Todos esses elementos: liberação, independência e glamour formam o ícone Chanel.
Posto isso, podemos falar que essa é a essência de uma imagem forte, no geral. Ela é imutável pois se ela muda não pertence mais a esse signo. Aí você pode se perguntar: e quem muda o tempo todo como a Madonna, ela não tem imagem? Sim, a imagem dela é mudar o tempo todo, continua sendo uma imagem imutável. O chamado motor imóvel, é assim que a imagem funciona para conseguir sua fixação no nosso imaginário.
Uma imagem forte, e isso vale também pra imagem de moda, precisa de uma personalidade com seus arquétipos para se tornar em algo realmente identificável, senão ela é tão pueril como um flash, talvez menos.
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O que faz a foto do cartaz do Sonic Youth com crianças ser uma imagem tão representativa da banda assim como o de Marc Jacobs com a Miss Piggy?

11 Respostas para “A IMAGEM

  1. Semiótica é tão século passado.

  2. são pequenas verdades íntimas que todo mundo tem _ alguns nem sabem, de tão soltos na superfície _ e deveria trabalhar, sem vergonha.

    aqui, só curto! beijos

  3. bom, Felipe, isso não tem nada de semiótica, talvez a palavra signo… O que estou discutindo na verdade é tão século 4 Antes de Cristo, será que vale como um revival loucurinha?

  4. Serenidade é tão século passado.

    AI, ADOREI, VOU USAR SÉCULO PASSADO PRA TUDO!

  5. ACHO ARTÍSTICO, MEIO SÉCULO PASSADO, SABE?

  6. adooooooooro quando quando as divas do jornalismo brigam entre elas para saber quem é a mais antenada!!! adoro quando elas insinuam que a outra é… so last century!!!!!!
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk quem vai fazer o upgrade primeiro, pra não datar??!!! quem vai ler a Monocle e copiar uma notinha bem descoladinha pra publicar no seu bloguezinho??!😉

  7. ANGEL!! saudades da sua sobrinha… pra onde ela foi de férias??!! um daqueles lugares inesquecíveis do povo da moda??! PORTOFINO??!
    ;0)

  8. Pingback: AINDA IMAGEM (BALENCIAGA E BALMAIN) « dus*****infernus

  9. Pingback: Paris verão 2010 – Yohji Yamamoto, Maison Martin Margiela e Vivienne Westwood | About Fashion

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