O POLITICAMENTE CORRETO, O CINISMO E A MODA

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Ao ver a imagem acima, nossa primeira reação é agradecer pelos tempos politicamente corretos que vivemos, pois sem eles ainda estaríamos vivendo sob a égide da misoginia. A força do politicamente correto veio se formatando junto com as lutas das minorias nos anos 60. Organizada de forma mais sistemática pelos New Studies e toda uma esquerda americana universitária, o politicamente correto ganha força nos anos 80 e imponência nos 90, forçando orgãos de mídia corrigirem, em seus manuais de redação, o palavreado para se referir a inúmeros assuntos e pessoas. Nunca mais preto e sim negro ou afro-brasileiro. nunca mais baitola ou bicha, agora é homossexual ou gay. Vira uma lei, uma imposição, não se fala mais assim, deve-se escrever dessa maneira – para seu bem e das minorias.
É engraçado imaginar que a esquerda norte-americana que tem uma expressão ínfima perto das esquerdas de outros países tenha tido tanto êxito em mudar o vocabulário do mundo. É também de se pensar o quanto de ingenuidade e porque não, de autoritarismo existe no politicamente correto e como esse pacote foi vendido e comprado com facilidade pelo mundo.
A ingenuidade vem de acreditar que eliminando palavras e atitudes o preconceito diminui e a violência do preconceito também. Nada mais tosco – ele só se dissimula, vira cínico, vem de forma inadvertidamente mais difícil de captar. Tanto que os grupos de defesa das minorias parecem hoje paranoicos porque veem preconceito onde não se tem certeza que realmente haja. E como ter a simpatia dos que não pretencem a tal grupo se a luta por direitos parece mais um discurso de paranoicos ainda não analisados?
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O politicamente correto trouxe com uma força assustadora o cinismo nas relações humanas mais pueris. Em moda, é muito comum todo mundo falar que pele só sintética, esse discurso invadiu as bocas dos quase ventrílocos depoimentos dos estilistas. A gente sabe que no fundo, o povo da moda, pelo menos boa parte dos fashionistas e os que amam a moda preferem a pele animal. Ela é realmente mais bonita, mais vistosa e esquenta realmente. Claro que no Brasil ela não faz sentido e nem estou fazendo um elogio pelo uso das peles. E a questão da matança ou de animais em cativeiro é uma outra discussão, estou falando do produto. Mas ficamos todos cínicos, para as televisões ou jornais, sempre respondemos que o lance é a pele sintética, e pronto. E porque isso?
O autoritarismo do discurso politicamente legitima práticas tão polêmicas como as que ele mesmo condena! Veja como agem o PETA e outros ecologistas. Em muitas redações é melhor nem tocar no assunto e evita-se qualquer polêmica em torno das peles, pois a ação do PETA será implacável e muitas vezes violenta. Sim, eles silenciam os que estão em oposição a eles, mas já é provado que isso não resolve o problema. Uma opressão, e o politicamente correto e os ecologistas radicais agem dessa forma em nome de um suposto bem comum, acaba por gerar coisas nefastas como resposta, quando não a volta com mais força em primeiro plano do que antes era combatido, o chamado antagonista. Quantas vezes a Cuba de Fidel se orgulhou de ter acabado com a prostituição e com a crise, ela voltou com força às ruas de Havana, ou como a Lei Seca trouxe um número muito maior de alcóolatras ou mesmo a queda de um regime autoritário como o da União Soviética mas que pregava valores como ordem, submissão ao Estado acabou por gerar uma das piores máfias do mundo. Enfim, está tudo politicamente careta!
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46 Respostas para “O POLITICAMENTE CORRETO, O CINISMO E A MODA

  1. Adoro o politicamente incorreto. Não suporto gente fantasiada de guerrilheiro da moral. Sou careta, um pouco esnobe, estudei e sei distinguir a ética da estética. Pele natural é linda e tem sentido, não mais para nos aquecer, mas para nos posicionar mais acima na ordem social. Por isso é cara e pouco acessivel. E esse é um lado negro não da moda, mas do ser humano.

  2. Putz, eu não sei o que é “politicamente correto”. Você coloca a Lei Seca e a PETA no mesmo saco? Os dois são politicamente corretos? Eu acho que hoje em dia essa expressão só é usada por quem critica certas ações. Tipo a PETA não se acha politicamente correta. Mas as pessoas que a criticam, sim. Essa expressão virou um grande instrumento de contra-ataque conservador, backlash mesmo. É igual a feminismo. Hoje, feminista é uma mulher que odeia os homens e queima sutiã. Mas o significado original de “feminista” não é esse. Os críticos do feminismo criaram esse novo significado. Enfim. Eu acho super importante haver pessoas que se manifestam contra peles. Porque veja, a Vogue americana, a maior revista de moda do mundo, usa peles. Então não é todo mundo que tem medo de usar pele, né? É importante ter gente que vai reclamar se você ofender um negro, ou um gay. Não estou falando de censura. Você pode fazer piadas com negros. Você pode usar peles. Etc. Mas vai ter alguém pra te falar que isso é errado, isso magoa, isso gera violência, isso é reacionário. Eu acho muito engraçado que, geralmente, quem reclama do “politicamente correto” quer na verdade ser reacionário e preconceituoso em paz, sem ninguém enchendo o saco. Quem fica cínico, tendo de se preocupar o tempo todo com o que vai falar ou fazer, é quem é preconceituoso mesmo e não quer analisar o próprio preconceito. Pra mim, esses são os paranóicos ainda não analisados.

    • astrocat, não me leve a mal mesmo, mas isso que é ler um texto de maneira diagonal… o peta, o politicamento correto e a lei seca fazem parte de uma mesma forma bem autoritária de controle pra um chamado “bem maior” – cada um com sua causa. Me desculpe, se critica o politicamente correto da boca pra fora, pois todos agem como dita as normas… se vc visse a quantidade de e-mail que recebo porque escrevo a palavra viado na coluna gls da Folha, vc entenderia o que estou falando. Sobre o feminismo, o que se critica – e eu discordo – é o radicalismo e a guerra dos sexos que aparentemente estariam implantados nessa ideia. eu discordo, sou feminista, mas a quantidade de mulheres misógenas impede qualquer ação, aliás são elas as primeiras a criticar o feminismo, o mesmo ocorre com os gays e com outras minorias, mas faz parte de outra questão, bem distante do que coloco como o autoritarismo ingênuo da lei seca, do politicamente correto e da peta.
      Que tenha pessoas e movimentos que de maneira política batalhem contra a crueldade aos animais, que lutem por leis que fiscalizem as peles acho ok e válido, pois estamos numa sociedade de direito e democrática, o que eu não suporto é policiamento contra quem é à favor das peles que hoje tem equivalência em policiamento a quem fuma. Pessoas que agem assim são escórias da sociedade para os que lutam para um “bem maior”. Anulam o discurso opositor, não há diálogo, beiramos o fascismo.
      Um adendo: quando a Vogue americana se coloca à favor das peles, com certeza é porque tem uma indústria por trás e interesses nisso, mas aí também é outra questão. E ela se aproveita da antipatia que esses radicalismos de causas provocam no cidadão comum para gerar apatia pela causa de ser contra as peles. Eu sinceramente prefiro estar longe do Peta, pois pra mim, eles e a juventude fascista não se diferem em nada, ambas lutando por um “bem maior”, bem esse que é puro e raso senso comum regado de totalitarismo, verdades fechadas, sem debate. E eu não uso peles, quero deixar bem claro…

  3. Hoje em dia ser politicamente correto, soa como um mantra para aquelas pessoas que querem cobrir-se com o manto da candura e da bondade.
    A maioria não está nem aí para as questões ambientais e muito menos para os animais, principalmente depois que esses se tornam luxuosos casacos de pele. Mas para posarem de bons samaritanos em prol de um destaque na mídia, fazem ataques corrosivos contra os que usam os casacos e os que fazem bárbaries contra os animais. O cinismo exacerbado não é uma peculiaridade só do mundo da moda, mas está atrelado a um panorama geral. Ser politicamente correto, todo mundo quer ser, mas resta saber quem de fato usufrui dessa virtude de verdade.

    • Um detalhe:

      A lei internacional limitando a quota de utilizaçao de peles pelo mercado da moda vai ser aprovada. Nao importa se ela sera ridicularizada como”politicamente correta”… Tem muita gente muito inteligente e obstinada trabalhando para que isto aconteça, sem se incomodarem se elas estao sendo tachadas de ridiculas por serem “politicamente corretas”.

      • Sueli F. Lima

        Desculpe-me Adriano, esta resposta nao é para voce.

      • Sueli F. Lima

        policy+ a plan of action adopted by an individual or social group; a line of argument rationalizing the course of action of a government…

  4. A idéia inicial é de transformar o comportamento social através de políticas, normas e leis que visem evitar erros que foram/são cometidos e encorajados exatamente por falta de políticas, normas e leis. Infelizmente, o acesso à educação sozinho não é suficiente para modificar comportamentos que ferem ‘as minorias’ (utilizando o termo que você utilizou, se bem que não são apenas as minorias que beneficiam destas leis. Por exemplo, a Convenção sobre a diversidade biológica, que tem como um de seus objetivos a proteção de todas as espécies animais existentes no mundo, visa uma questão global: a proteção da Vida neste planeta). O recurso à adoção de políticas, normas e leis então se torna essencial para que mudanças comportamentais construtivas possam acontecer.
    Mas, acompanhando a adoção destas políticas, normas e leis vêm a execução, a coação, o policiamento, o constrangimento e, finalmente, a reação. É no movimento reacionário a estas políticas, normas e leis que se encontra o termo pejorativo e cínico do “politicamente correto” que serve para ridicularizar e barrar toda forma de mudança em direção a ações construtivas.
    Logo, o “politicamente correto” so existe na mente dos reacionários, dos que não querem mudanças, daqueles que lucram com a manutenção do status quo atual. Este termo não existe no vocabulário e na mente dos “policy-makers” que se dedicam a resolver problemas sociais…

    • Um detalhe:

      A lei internacional limitando a quota de utilizaçao de peles pelo mercado da moda vai ser aprovada. Nao importa se ela sera ridicularizada como”politicamente correta”… Tem muita gente muito inteligente e obstinada trabalhando para que isto aconteça, sem se incomodarem se elas estao sendo tachadas de ridiculas por serem “politicamente corretas”.

  5. o politicamente correto é autoritário ao impor a todos uma mesma maneira de pensar e policiar seu próprio proeconceito, em nome de um bem maior – isso já vimos com todas as formas de comunismo e socialismo, é nessa chave que coloco a discussão. esse conceito dos new studies vai nos levar a uma reação sim, e conforme o grau de autoritarismo – o politicamente correto é muito autoritário sim em sua defesa de como manejar a língua e perverter o pensamento, os linguistas podem explicar melhor que digo -, por isso a crítica e o debate ao politicamente correto, política das minorias, relação ong e Estado deve ser feito em sua máxima agudeza, pra não acontecer como o que aconteceu semelhante aos eventos históricos – e tem inúmeros – que citei, onde a resposta-reação foi um desastre para o que de positivo e de conquistas positivas esses movimentos entre inúmeras falhas implantaram…
    e, não há nada mais cínico do que o politicamente correto, pois ao proibir palavras e inadequá-las, ele camufla um preconceito, basta um homofóbico falar homossexual que tudo bem, mas ele não deixou de ser homofóbico, aliás aprendeu a introjetar seu preconceito da forma mais nefasta que quando isso for liberado vai vir da pior forma. por outro lado se um casal que se adora se chama de pretinho ou pretinha, eles cometem um erro dentro do vocabulário dos politicamente correto, pois a palavra está errada, apesar do sentimento ser maior que isso e trancender o significado de preto e preta. oras isso é um cinismo de arrepiar…

  6. a tua visao, me desculpe, é muito estreita. Nos vivemos num mundo aonde a fluidez das ideas e conceitos afetam a todos. Nos precisamos de uma governancia global que nos oriente, a todos, ao bem comum.

    Nao é autoritarismo. É pura necessidade pratica.

    Eu entendo a tua revolta contra o contro LINGUISTICO do teu trabalho: é uma questao de orgulho proprio de todo profissional. Mas porque o individuo deve ser mais importante do que a coletividade? O individuo deve ser tao importante quanto a coletividade e se o direito individual nao respeita o direito global, ele deve ser modificado para se acomodar ao direito da coletividade. Isto nao tem nada haver com comunismo, socialismo: isto é a Declaraçao Universal dos Direitos Humanos!

    Enquanto nao for eliminada, ou corrijidas, todas as formas de açao que prejudiquem o bem-estar da coletividade Global, nos – que temos que responder à governancia global – temos o dever de procurar formas de corrijir estes comportamentos perniciosos à comunidade global.

    Alem do mais, a adoçao de politicas e leis internacionais é feita apartir do consentimento dos governos eleitos democraticamente do mundo inteiro. Aonde esta o autoritorismo?

    A governancia global nao tem nenhum poder de adotar leis sem a aprovaçao dos governos federais. A lei internacional é muito clara sobre este topico. Tudo é decidido de acordo com a maioria dos governos ‘centrais’ que existem no mundo.

    Esta tua idea de autoritorismo é erronea. Isto nao existe nas assembleia e congressos internacionais das entidades internacionais aonde os governos votam. A ONU, por exemplo, nao tem poder nenhum, se este poder nao lhe for conferido pela maioria dos governos centrais do mundo. É exatamente por isto que a guerra no Irak continua! Se fosse pela ONU ela nunca teria acontecido, por que foi concenso entre os “policy-makers” da ONU que esta guerra nao fazia nenhum sentido…

    Mas, nos nao tinhamos nenhum poder…

    Enfim, tudo isto para dizer que a tua idea de autoritorismo é uma idea estreita, que provavelmente so é justificada no meio jornalistico da Folha de Sao Paulo.

    Eu sei – por experiencia profissional – que o autoritorismo, como voce o descreve, é inexistente e absurdo no contexto da GOVERNANCIA global que vai tomar a decisao de limitar a quota de uso de peles de animais em via de extinçao pela industria da moda do mundo inteiro, por que ela esta ferindo o ecossistema global, logo, ela esta diminuindo a capacidade do ser humano e de todas as outras formas de vida neste planeta.

    Sera que eu fui clara?

    • Eu entendo a tua revolta contra o contro LINGUISTICO do teu trabalho = leia-se: eu entendo a tua revolta contra o CONTROLE linguistico do teu trabalho.

    • Sueli

      Seu discurso não difere em nada do mais obtuso miitante o PC da época de Stalin

      Veja suas palavras: “uma governancia global que nos oriente, a todos, ao bem comum”… o que é isso meu Deus, uma versão hipster do Grande Irmão.

      Vc falou coisas que me deixaram arrepiados sem o menor problema: como as tais leis internacionais… ou seriam leis do Ocidente e dos países ricos pois a ONU só funciona com o aval desses países por isos a diferença entre Kwait e Honduras – que discurso mais ingenuo esse de soberania de países, o que vale é o discurso dos países ricos como sempre o foi – acho lindo esse discuros de Direitos Humanso, ele sempre ser de desculpa, não como ação real para os direitos – vejo bem a preocupação dos direitos humanso na África, ams onde estnao mesmo as leis internacionais lá? O Nixon matou um monte de gente e não foi pra tribunal, o Pinochet sim. Longe de defender uma víbora como o Pinochet, mas porque um chileno vai, um esloveno, mas um americano, não… o quão internacional são essas leis… deixemos de ser ingênuos. Mas essa não é nem de perto a questão que coloco no meu post nem na repsosta que fiz a vc.

      Deixemos de ser ingênuos ao pensar na manobra linguística do politicamente correto surgir bem nos Estados Unidos… sem anti-americanismo, por favor, é só constatação.

      Sobre as ONGs, o excepcional filme de Sergio Bianchi “Quanto Vale ou É Por Quilo” está aí pra mostrar que nem tudo é tão cor de rosa assim. Precisamos sim, olhar fundo nas questões, não pra desmoralizar o que realmente o primeiro impacto do politicamente correto realizou,- veja o que falo no começo do post-, mas pra que o valor desse primeiro impacto: a luta contra a intolerância não se esvazie. Apesar que a ação de coação dentro do prórpio núcleo de pensamento do politicamente correto leva a uma contradição: como deixar de ser intolerante, sendo intolerante com as palavras?

      Serei eu mesmo estreito ou vc está repetindo fórmulas acomodadas de revolução e mudança que no final não mudam nada… e o pior são um clichê.

      Porque os que adotaram o politicamente correto, assim como os que adotaram o comunismo e até o petismo hoje não conseguem ter o mínimo de senso autocrítico dentro desses próprios movimentos – bom, o autoritarismo tá ai pra explicar o porquê essa crítica só vem quando o indivíduo sai ou é expulso desses movimentos -, é tão óbvio o quão nefasto é policiar a língua e como isso não resolve em nada o problema de fundo: a intolerância… Mas infelizmente é melhor trabalhar com verdades prontas e senso comum.

      Temo pela resposta que virá ao politicamente correto, fruto do próprio evento, é só isso…

  7. E por que voce continua usando a palavra VIADO? Uma obsessao poetica?

    Ta na hora de mudar, Vitor! Sinto muito, mas voce nao tem direito de usar uma palavra que machuca os outros. Esta é uma responsabilidade civica:

    Artigo XII
    Ninguém será sujeito a interferências na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataques à sua honra e reputação. Toda pessoa tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques.

    Artigo XVIII
    Toda pessoa tem direito a uma ordem social e internacional em que os direitos e liberdades estabelecidos na presente Declaração possam ser plenamente realizados.

    Artigo XXIX
    Toda pessoa tem deveres para com a comunidade, em que o livre e pleno desenvolvimento de sua personalidade é possível.
    No exercício de seus direitos e liberdades, toda pessoa estará sujeita apenas às limitações determinadas pela lei, exclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito dos direitos e liberdades de outrem e de satisfazer às justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade democrática.
    Esses direitos e liberdades não podem, em hipótese alguma, ser exercidos contrariamente aos propósitos e princípios das Nações Unidas.
    Artigo XXX
    Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer dos direitos e liberdades aqui estabelecidos.

    • não acredito nesse discurso… acho quem tem que mudar é você, essa mentalidade canhestra de achar que as palavras em si tem poder, é de uma ignorância atroz. desculpa a agressividade, mas isso é um luta que travo diariamente contra os abduzidos pelo politicamente correto. agora entendi bem sua postura. é claro que vc está catequizada pelo que de mais horrendo – em forma de bem maior- poderia acontecer, ficar repetindo que nem cordeiro os dogmas do politicamente correto… ai, como eu acho rasteiro esse seu discurso, é mais que clichê – recebo inúmeros e-mails falando exatamente isso – a palavra viado machuca as pessoas… que mané palavra, as palavras mudam de significado, evoluem, crescem, se abrangem… vou te dar um exemplo bem pueril e óbvio que só os cegados pelo politicamente correto não conseguem perceber. Ele é um exempo empírico: O Palmeiras por muito tempo era ofendido e xingado pelos times adversários de porco, era a ofensa maior. Ao invés deles banirem essa palavra – como manda a cartilha dos politicamente corretos – eles a adotaram, se transformou em orgulho. eles se assumiram como porco, o porco virou símbolo do clube e esvaziou o discurso de humilhação dos times adversários. Chamar de porco um palmeirense hoje não tem mais o valor ofensivo, humilhante que tinha há 30 anos atrás. A palavra porco continua mesmo, seu significado mudou, se transformou e nesse caso acho que até se poetizou Por isso querida, eu sou VIADO sim, com muito orgulho e infelizmente estamos em campos opostos, pois acredito muito mais nessa tática do que a do banimento, da expiação e do policiamento por um bem maior – bem maior de quem, jacaré?

  8. O que fazer quando a liberdade de expressão viola o direito dos outros? O que fazer quando o politicamente correto me impede de emitir uma opinão sobre determinado tema? Deus é democrático? O que as caricaturas dinamarquesas nos dizem sobre a democracia contemporânea?

    [http://www.youtube.com/watch?v=MZ9Tw0G8prU]

  9. Nucool, você coloca questões que estão além do que escrevi e propus, não que isso invalide seu comentário pois tem questões interessantes. Mas escrevi sobre a ação autoritária de algo que nasce sob o signo de um bem comum, um bem maior e acaba nem resolvendo o problema como talvez o agravando.
    Isso difere tanto da discussão estado laico versus religiosidade assim como democracia e outras formas de processos de legitimação do poder e por fim a paradoxalidade da democracia: a velha história muito debatida nos anos 50, como a democracia pode- ou não – aceitar partidos dentro dela como os fascistas que são contra o estado democrático.

    • “escrevi sobre a ação autoritária de algo que nasce sob o signo de um bem comum, um bem maior e acaba nem resolvendo o problema como talvez o agravando.”

      Vitor, eu realmente concordo com voce! Top-down decision making processes nao funcionam e nao servem para nada. Por isso que nos – policy -makers – estudamos intensivamente sobre todas as formas possiveis de inclusao de todos os interessados e afetados no processo de decisao de politicas, normas e leis.

      Isto nao quer dizer que nao existem erros…

      Mas, eu temo que um discurso inflexivel sobre a necessidade de politicas, normas e leis para que se evite injustiças e erros que sao comitidos possa barrar uma discussao progressiva e construtiva sobre assuntos de ordem global que sao essenciais, por exemplo, a necessidade de controlar as emissoes de CO2 que esta destruindo o planeta.

      Quanto a questao linguistica… é, talvez a gente precise ser mais flexivel… menos autoritario sobre isto. Voce tem razao.

  10. o seu blog tem os textos mais interessantes de todos. mas mais legal ainda é ler os comentários! Como as pessoas reagem tão fortemente quando alguém tenta analisar o porque dos seus ideais. Porra, eu sou vegetariana, não uso pele, não uso couro, e concordei com tudo o que você disse. how hard is that? Esse texto me fez pensar muita coisa que eu não consigo colocar em um comentário as 10am de um domingo, mas acho que tudo o que as pessoas acima estão falando só confirma tudo o que você escreveu.

  11. Vitor,

    Autoritarismo?

    Bom, eu sou uma “policy-maker” por educaçao academica e por
    experiencia profissional. Eu fiz uma tese sobre a globalizaçao e as
    finanças publicas locais. Resultado: fui chamada para trabalhar na
    ONU. Eles me deram um dossie dificil: a minha missao era encontrar uma
    maneira de incluir os governos locais (prefeitura) do mundo inteiro no
    processo de decisao da ONU. E eu consegui atraves da adoçao de uma
    decisao que permete os governos locais de participarem na adoçao de
    leis que estao sendo feitas de acordo com a Convençao sobre a
    diversidade biologica que foi assinada em 1992 durante a Eco no Rio de
    Janeiro.

    Kwait e Honduras, Nixon, Pinochet… leis do Ocidente… desculpas da
    dos Direitos Humanos, Africa,… todas estas coisas que voce diz sobre
    a ONU… desculpe-me Vitor… nao é verdade. Estas sao discussoes
    diarias que temos la dentro. Mas a maneira como a ONU foi criada nao
    permete que nos – os policy-makers – tomem qualquer decisao.

    Nao sei se vai valer a pena, mas so uma pequena informaçao:

    O funcionamento da ONU é diferente do WTO: a verba da ONU vem de
    impostos arrecados pelos paises membros de acordo com a possibilidade
    de cada pais. Uma vez arrecadada ela é dividada entre todos os paises
    para que todos possam participar de tudo que acontece na ONU.

    PT, comunismo… comunismo…. comunismo? Nossa, se voce soubesse como
    eu estou longe destas coisas… Eu fui para a Russia, Vitor. Tambem
    fui para Cuba. E eu nao gostei. A falta de democracia é nojenta.

    Enfim, pelo visto o anarquismo continua…

    No teu texto e na tua resposta eu leio: Abaixo o governo! Viva a
    iniciativa privada! Viva as grandes transnacionais que nao querem que
    nada mude! Viva o dinheiro que se faz com a venda de peles! Viva o
    dinheiro que se faz com a emissao de CO2! Abaixo Kyoto! Viva a
    destruiçao da Amazonia! Viva a anarquia!

    Enfim vou parar de escrever…

    Infelizmente voce esta muito mal informado sobre governancia
    internacional. Voce nao sabe de nada deste meio e do que esta
    acontecendo neste mundo globalizado…

    Acho mesmo que voce nao sabe a definiçao de governancia!

    Boa sorte,

    • Vitor,

      Voce me convenceu no que se refere a questao linguistica: as palavras mudam de significado, evoluem, crescem, se abrangem…

      Mas eu nao acredito no “laissez-faire” como soluçao aos problemas globais.

      • ao colocar os direitos humanos para defender a eliminação da palavra viado, vc não fez nada do que cegamente rezar na cartilha dos new studies, sem alguma reflexão profunda sobre o tema. da mesma maneira que acredita, sem criticismo que o que pode estar por trás do discurso ‘por um bem maior”, seja ser de fundo exatamente seu oposto.
        no meu texto você lê os seus medos, não o que escrevi de fato.
        vc questiona o autoritarismo que coloco no politicamente correto. e o que o politicamtne correto faz o tempo todo, age de maneira autoritária e policial com a base do pensamento que é a escrita e fala _ quer ato mais autoritário que eliminar palavras e obrigar que os outros as eliminem com a tábua dos Direitos Hmuanso ao lado? será que isso não é uma forma de conduzir o pensamento livre a um aprisionamento.

  12. ANGEL!! MY DARLING, TÁ BABADO ISSO AQUI!!!

    Que sacode vc deu na sua miguxinha SUELI e ela não deixou quieto, já havia percebido que a moça não é daquelas que só cresceu lendo VOGUE e Erika Palomino, independente de eu estar a favor ou contra os seus argumentos.

    ANGEL vc precisa aprender a ler as coisas de forma mais ampla, o vídeo que mandei, da série WHY DEMOCRACY, não fala somente de um estado laico X regilioso, como ele não se resume ao vídeo que esta postado aqui e no YouTube vc encontra a sequencia, talvez não tenha visto até o final, mas o jornalista percorre vários países da Europa e Oriente Médio, atrás das consequência das publicações das charges envolvendo o profeta Maomé com bombas na cabeça e coisas assim… (até vejo um paralelo com a imagem da moça no tapete de tigre que vc postou acima). Para nós é muito mais incorreto ver a imagem de uma mulher como a do tapete acima, do que uma piada com Jesus!
    O que fazer quando a liberdade de expressão viola o direito dos outros?
    O que fazer quando o politicamente correto me impede de emitir uma opinão sobre determinado tema?

    O editor do jornal dinamarques, foi afastado, muitos paises europeus se recusaram a publicar as ilustrações… A sensacão que dá é que a liberdade de expressão pode ficar comprometida em função de um politicamente correto.
    Claudia Leite disse que não queria filho gay, agora ela tenta se explicar toda… por causa do politicamente correto e não queimar o filme ($$$$$).

    Em relação a palavra viado, já faz muito tempo que um “movimento homossexual de esquerda”, fora do Brasil, assumiu para si a palavra QUEER, que passou a designar além de bicha louca, pessoas estranhas que não se enquadram no modelo gay de consumo de massas que a midia vende.

    NUCOOL – ativista de butique, porque no final tudo vira estampa de camiseta!

    ;0)

    • “Em relação a palavra viado, já faz muito tempo que um “movimento homossexual de esquerda”, fora do Brasil, assumiu para si a palavra QUEER” = disseram que voltei americanizada

      sobre o resto, vi sim o primeiro vídeo e digo que a discussão passa por relações de estado laico e religiosidade.
      bom mas pelo menos vc conseguiu desenvolver sua ideia, isso já é um grande passo, já que estavam ideias jogadas no comentário anterior.
      mas a questão mesmo se confunde, mas não podemos nos dispersar como diria Milton N. . Uma questnao ´o estado laico e a religiosidade que transpassa a questão do politicaente correto, outra é o que discuto é quando o politicamente correto sai do forum público e entra no privado e elimina questionamentos individuais, imprime verdades prontas e elimina reflexões e revelações, transformando em cínico o discurso. ai a bomba é muito maior que os cartoons dinamarqueses, meu caro.

  13. RESPONDENDO EM FORMA DE TWITTER:
    Acho que no fundo o policamente correto é tão autoritário como os 10 Mandamentos, mas ele ensina a se posicionar com respeito em relação a diversidade planetária, num mundo em transição…
    Talvez daqui algum tempo, certos dogmas não sejam mais necessários.😉

  14. Uhhuu! Virou treta o negócio, hein?

    O que eu acho é que o RESPEITO (que é o grande ponto da história, né?) independe de ser politicamente correto ou incorreto.

    Afinal, posso chamar meu amigo de “bicha” e ter uma consideração tremenda por ele (e por seu namorado), assim como posso não usar casacos de pele e chutar cachorro na rua.

    De que adiantaria comentar com meus amigos que entrevistei um “afro-descendente” (afinal sou ploticamente correta, hã?) que se candidatou a uma vaga de estagiário na empresa, sendo que no fundo sei (mesmo que não comente com ninguém) que nunca irei contratá-lo, pois não cogito a possibilidade de me relacionar de maneira alguma com um preto?!

    De que adiantaria dizer que dois rapazes tem um relacionamento “homoafetivo”, se tenho um asco indescritível por esse casal?!

    Incorreto mesmo é desmerecer alguém pela cor de sua pele ou pela pessoa com quem ela faz sexo, independente da termo que vou usar para me referir a ela. É clichê, mas é a verdade.

    Porém, não são apenas os “falsos” ou os “rudes com as palavras”que erram. Protegidos por uma bandeira “politicamente correta”, muitas associações tomam atitudes no mínimo equivocadas.

    Um exemplo? Quem não lembra em 208, quando a associação de deficientes visuais dos EUA tentou proibir a veiculação do “Ensaio sobre a Cegueira” nos cinemas, por acreditar que o filme retratava os cegos como monstros.

    Não é novidade que todo mundo erre. Porém, o fato é que desde o surgimento do “politicamente correto” as “minorias” endureceram. Algumas vezes se esquecendo do bom senso e – por que não dizer? – do bom humor.

    Costumo fazer um pergunta brincando: “por que fulano é afro-descendente, mas meu vestido continua sendo preto?” Seria essa uma forma de discriminação a uma peça tão importante do guarda-roupa feminino?

    É só uma piadinha. E tem gente que se ofende.

    Portanto, a conclusão que eu chego sempre que esse asunto surge (e ficou provado por alguns comentários aqui) é que as “minorias” e os “politicamente corretos” não sabem brincar.

    E de gente chata o mundo tá cheio. Já deu!

    • Oi Lolo, tudo bem?

      Escuta, eu aceitei a rotulaçao de “politicamente correta” e tentei defender com o meu conhecimento academico e profissional, o que esta claro nos meus comentarios…

      logo, quando voce se refere aos “politicamente corretos” eu me vejo no que voce esta escrevendo… (se eu tiver a permissao de faze-lo?!)

      Uma pergunta para voce: aonde esta a o “humor” no texto do Vitor?

      Talvez voce tenha razao: eu sou uma chata, mas eu acho que o texto do Vitor nao tem graça nenhuma. Nao vejo nenhum humor na maneira como ele lida com a questao poder PUBLICO X INDIVIDUO. Acho que esta é uma questao muito séria.

      (alias, é muito interessante que o Vitor levante a bandeira da defesa da expressao individual contra o poder publico E use de expressoes inibidoras e reprime aos que usem desta liberdade de expressao para se opor à idea dele. No minimo: paradoxico)

      É isto, eu sou uma chata. E nao vejo humor nenhum no que esta sendo escrito aqui, que para mim agora se tornou CHATO.

      Até mais, quem sabe.

  15. E eu que só queria deixar um recadinho bobo fiquei passada quando achei essa discussão toda aqui. Era só para dizer que provavelmente a influência do politicamente correto americano tenha mais explicação qdo pensamos na forma eficaz como eles difundiram sua versão do mundo com a industria cinematográfica e musical. E aí o pouco eco da esquerada americana ficaria fora disso….Mas acho que este assunto já deve ter te enchido, né? abs!!!

  16. Sueli, por favor, o que Lolô quis dizer é que o humor foi seriamente prejudicado pelos dogmas do politicamente correto, não tem nada com o texto que escrevi, ele realemente não tem humor e nem era pra ter (os humoristas constantemente reclamam do politicamente correto policiando o trabalho deles). Meu texto vai exatamente no ponto central da relação público e privado e quando o público começa a gerenciar as relações privadas de forma muito ampla, além do reger as leis de uma sociedade_ e a fala e o pensamento é uma das maiores autenticidades das individualidades – estamos no terreno do totalitarismo, do autoritário e é com esse mecanismo que o politicamente correto lida e trabalha, não há nada tão perverso hoje do que os mecanismos do politicamente correto, de um autoritarismo atroz disfarçadod e democratas, bom aí está outra prova do cinismo desse movimento.
    e esse é o grande veneno do restinho de colonialismo cultural que os EUA deixaram de presente, pois segue-se seus preceitos como dogmas religiosos (talvez a confusão de Nucool).
    Como disse, estamos em campos opostos, vc tem fé onde eu vejo apocalipse

    • Laissez faire, Vitor, laissez faire…

      voce nao entende e nunca vai entender … “laissez faire”…

      Coisa de ‘crypto’-colonialismo: aquela idea que os colonisados assumem como se fossem delas mas que na verdade vieram dos colonisadores…

      Laissez faire, Vitor, laissez faire

      Aquele chavão do liberalismo na versão mais pura de capitalismo de que o mercado deve funcionar livremente, sem interferência publica…

      Laissez faire, Vitor, laissez faire…

      Aquela filosofia economica dominante nos Estados Unidos desde o século XIX, e que foi usada por “colonialistas” (tua palavra) americanos justificando a iniciativa da colonisaçao cultural ainda existente…

      Laissez faire, Vitor, laissez faire

      Aquela teoria economica baseada numa idea falsa de liberdade que é aceita como dogma religioso ainda hoje nos Estados Unidos e que é defendido por religiosos extremistas rednecks que estao prometendo eliminar o Sr. Obama…

      Laissez faire, Vitor, laissez faire

    • talvez eu não entendo de laisez-faire, nem de governância, mas sei entender quando um discurso entre no círculo do militante e não do debate…
      “Aquele chavão do liberalismo na versão mais pura de capitalismo de que o mercado deve funcionar livremente, sem interferência publica…” é perverso, pois distante da relação público e privado, eu falo de indivíduos não de governos, eu falo de autoritarismo cínico, não de liberalismo. Quando o argumento se esvai, se apela loucamente pelo esvaziamento, e o que vc está fazendo
      mas eu não perco o fio da meada do que disse e resumo em algumas palavras: o politicamente correto é altamente autoritário e nefasto no controle da fala e da mente dos indíviduos no propósito de um bem maior – eliminar o preconceito, mas uma ação autoritária sempre tem uma resposta também autoritária quando ela perde o poder,e muito provavelmente depois dessa onda politicamente correta,que já está se enfraquecendo, veremos que de nada resolveu na luta contra a intolerância pois seu algoz foi intolerante na mesma proporção. E o que surgirá disso, o que podemos pensar como antítese, mas será muito mais um filho, uma decorrência do politicamente correto será algo deplorável.
      Esse é meu discurso, se a ONU, a religiosidade ou o liberalismo fazem relação direta com isso, pra mim não deixa a minha tese menos questionadora, e sua reação, como uma militante que me pede para apagar as palavras e esvazia o discurso inicial só prova o que digo.

  17. Sueli,

    a questão não é ter visto graça no post do Vitor. O que eu disse é que os “politicamente corretos” algumas vezes esquecem até do bom humor – o que considero fundamental na vida de qualquer um.

    Independete disso e de seus conhecimentos acadêmicos e profissionais, acho que seria hipocrisia de qualquer um dizer que o “politicamente correto” não calou algumas pessoas.

    Calou e é fato.

    Como disseram aí em cima, Cláudia Leite teve que se desculpar (que seja pelo dinheiro, que seja pelo politicamente correto) por ter declarado que não queria um filho gay.

    Agora eu te pergunto, alguma mãe sonha em ter um filho(a) gay? Eu não conheço. É muito diferente aceitar um filho(a) gay a desejar um filho(a) gay.

    Porém, a mulher teve que se desculpar publicamente por dizer uma coisa “natural”. Isso não é estranho?

    É lógico que não acredito apenas nas “desgraças” que o politicamente correto nos trouxe. Com toda certeza ele cala muita coisa estúpida que poderia ser dita por algum imbecil.

    Afinal, se Hitler tivesse sido impedido pelo politicamente correto, acredito que ninguém em sã consciência acharia isso ruim. O importante é que ele teria sido calado e impedido de cometer tantas atrocidades.

    O que entendi do que Vitor disse é: hoje em dia é considerado feio/burro/preconceituoso dizer/fazer determinadas coisas – algumas até banais. E isso é péssimo!

    Repetindo, não é porque chamo alguém de afro-descendente que demonstro respeito por essa pessoa, assim como não é porque não uso casacos de pele que eu realmente respeite todas as formas de vida.

    “A ingenuidade vem de acreditar que eliminando palavras e atitudes o preconceito diminui e a violência do preconceito também. Nada mais tosco – ele só se dissimula, vira cínico, vem de forma inadvertidamente mais difícil de captar”.

    Pra mim, isso resume o post. O politicamente correto ser “obrigatoriedade” não muda a forma de pensar (que seria o mais importante) de algumas pessoas. Muda apenas seu modo de falar.

    E isso é cinismo! Puro e simples.

  18. AI QUE RIQUEZA!!!!!!!!!!!!! feelings… ehehehehehehehhehehehehhehehehehhehe
    Passou gente!! vamu pro próximo!!!😉

  19. Isso eu já notei.
    Mas vou obedecer o nucool e ir pro próximo.😉

  20. Eu acho que o uso de peles de animais é correto, quando feito de forma correta(acho que muitas pessoas assistiram o video de animais sendo maltratados horrorosamente no processo de obtenção de peles),como vocês imaginam que os nossos ancestrais se aqueciam?(préeeee-história) pois é, se tudo fosse feito de uma forma , que não trouxesse prejuizo para a natureza e não causasse dor nos animais, não vejo o porque de tantas ONG’s lutarem contra isso.

    Eu não li todos os comentários.Então não sei se alguém divide a mesma opnião que a minha.

  21. Bi, vou ler mais o seu blog, ta tudo!!!
    Essa discussão rende – por enquanto, nada de comentários, a não ser lembrar que são visões de 2 pessoas que moram distantes, ou seja, línguas diferentes, para lá de todos os sentidos.
    beijos

  22. ah… e não quero mais ser chamado de branco, mas de judo-descendente, no mínimo euro-descendente.

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