ONDA CHANEL – OU SERÁ TSUNAMI?

coco-chanel
Uma avalanche de Coco… Chanel está invadindo as telas nesse ano. Tem a misteriosa relação entre Chanel e o também genial Stravinsky, em “Coco & Igor” de Jan Kounen. E também “Coco antes de Chanel”, filme de Anne Fontaine protagonizado pela atriz Audrey Tatou. Pensar que o cinema em pouquíssimo tempo se debruçou duas vezes – coisa incomum – sobre a persona de Chanel é pensar a dimensão de imagem dessa mulher.
Mas eu prefiro a autêntica, a que criou uma ficção pra si, nervosa, de opinões fortes, sempre fumando e ereta.
A imagem abaixo, em seu famoso apartamento na rue Cambon, longe das convenções que se formaram na televisão (delícia essa pré-história!!!) começa com uma imagem distante dela para se aproximar depois em um plano mais fechado, mas Chanel continua no nosso imaginário tão ereta quanto no plano anterior. Ao final entendemos que uma certa retidão (uma metáfora para sua forma ereta) que emana de seu corpo talvez seja um dos segredos de seu mito continuar de pé até hoje. Tão firme que nenhuma avalanche derruba.

10 Respostas para “ONDA CHANEL – OU SERÁ TSUNAMI?

  1. Assisti a “…avant…” e achei bem médio.

  2. Parece uma tia sapata que já subiu. Mas ela não fumava, nem era fashionista. Era professora de educação física.
    Deu saudades, viu?😉

  3. CARTA AO ANJO

    Dear Angel, apesar de acreditarmos nos cítricos, o destino sempre nos coloca nude pra vida. LOUCURA, NÉ NÃO??! Adoro porque sua mente despixelada é muito mais cruel.
    Um garoto gay disse para um pós-gay: as vezes te vejo por aí e vc me parece distante, dentro de sua própria trip, como se estivesse de passagem. O pós-gay respondeu, que excelente leitura, então por que perde tempo em tentar me levar para seu mundo se sabe que não estou disponível?! E o dia nasceu!
    ;0)

  4. Resvalando o ridiculo com o seu talento invulgar Coco Chanel, foi sem dúvida alguma uma das mais relevantes estilistas francesas de todos os tempos. A sua moda atemporal permeiam influenciando fashionistas do mundo inteiro. As merecidas homenagens à “Mademoiselle Chanel´´são todas pertinentes, principalmente, em se tratando de um ícone de tamanha magnitude. A moda hoje em dia é definida antes e depois de La Chanel. Luxo puro!

  5. Adoro o jeito dela de ser feminina sem ser mulherzinha. To mofando esperando esses filmes estrearem no Brasil.

  6. acho curioso que ela conseguiu disfarçar TÃO bem que teve um caso com um oficial alemão durante a ocupação (para escapar daquela humilhação pública que as francesas sofreram depois) que quase ninguém toca nesse assunto nebuloso, né?

    como diria minha mãe, era da pá virada mesmo.

  7. Tem mais um filme feito praTV, com Shirley MacLaine fazendo mademoiselle já velha, às turras com seu sócio judeu capitalista (brigram a vida inteira, mas ele a ez ganhar muito, muito dinheiro, como atestam várias biografias). Miss MacLaine conta que foi sua amiga Audre Hepburn quem lhe disse certa vez que ela devia encarar o papel de mademoiselle Chanel (“Audrey me ensinou sobre alta costura e como me vestir direito e eu a ensinei falar palvrão”). Nos anos 80, houve um filme obscuro nunca lançado comercialmente no Brasil chamado Chanel Solitaire, com Marie France Pisier no papel da modista e Timothy Dalton como seu grae amor, Boy Capel. Cobre sua trajetóra até os anos 20 (provavlmente o mesmo período do atual Coco Avant Chanel que, me contou Rê Guerreiro, é bem qulquer coisa). Just for the record: Chanel não escondeu seu romance com o oficial nazista e, quando interrgada por isso, sapecou: “Na minha idade, quando um homem mais jovem quer dormir comigo, eu não peço para ver o seu passaporte”. Ela foi salva dos expurgos colaboracionistas depois da guerra devido à velha amizade com Winston Churchill – dos tempos que ela foi amante do Duque de Westminster. Ele invocou sua idade avançada (ela beirava os 60 anos) e alegou que ela era inofensiva para livrá-a da sanha revanchista do gverno fracês. E a fez fazer as malas e se exilar na Suíça – onde viveu por 15 anos (os amigos diziam “Chanel sem trabalho não é Chanel”). A questão colaboracionista não foi esquecida e uma imprensa ressentida recebeu com frieza e descaso sua primeira coleção de retorno à moda, em 1954. Mas a imprensa americana adorou e o sucesso comercial nos EUA a tornou novamente soberana. Para conhecer melhor,be mehor, Gabrielle Chanel, sugiro L’Irreguliére, a biografia definitiva de mademoiselle por Edmonde Charles-Roux. Escrita nos anos 70 e ainda não traduzida no Brasil. Mas isso é um mero detalhe para gente tão descolada e cosmopolita, não é mesmo?

  8. nossa, super aula! me retrato!
    que bom seria se todo mundo resolvesse partilhar conhecimento que infelizmente a gente quase não encontra nos livros e cursos de moda aqui no Brasil… a capirinha e careta do interior do Rio aqui agradece!
    bjs

  9. Ah, tô out de Chanel. Me lembrei daquela música “aqui não tem chanel!” daquela grupo Que fim levou o Robin? rsrsrs.
    Eu gostei foi disso aqui ó: http://1.bp.blogspot.com/_PtPNUMoshEs/SoAaUmi4FEI/AAAAAAAACUE/EWVPOYT1EyM/s1600-h/louis_vuitton_odyssey_into_space.jpg

  10. aiai alguem podia MESMO colocar uma legenda amiga nesse video!
    morro de curiosidades!!
    beijoos

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