DUDU ENTREVISTA NEY

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Como eu estava falando de estampas, vi essa no blog do Jorge, meu querido amigo cigano: Dudu Bertholini entrevista Ney Matogrosso para uma revista eletrônica muito bacana que se chama Dengue Mag do fotógrafo Christian Gaul. Achei uma grande sacada, algo que estava no ar e que ninguém ainda tinha feito.
Aliás gostei tanto da dica que estou reproduzindo aqui. Tem um editorial de moda feito pelo próprio Ney. E algumas coisas muito interessantes, agora a revista peca pelo excesso de afirmação do chamado “lifestyle carioca” que eu acho um grande equívoco conceitual e ideológico, mas isso fica pro post seguinte.
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20 Respostas para “DUDU ENTREVISTA NEY

  1. Que encontro maravilhosoooooooooo! Babando na entrevista!

  2. Ando passeando por vários blogs de moda (vários deles entre os do seu blogroll) e é impressionante a quantidade de posts do tipo “no rio ninguém tem estilo e SP todo mundo é super estiloso”, “que absurdo o Rio querer ter uma semana de moda, só SP sabe fazer isso”, “o sartorialist detestou quando ele esteve no Rio mas vai amar SP pq aqui todo mundo é fashionista”, “o chamado “lifestyle carioca” é equívoco conceitual e ideológico”…. ninguém no Rio jamais contestou que a SPFW é a maior semana de moda da América Latina (como os paulistas fazem sempre questão de frisar) só quer fazer a sua tb (ninguém é obrigado a ir se não quiser), ninguém no Rio jamais questionou que as paulistas são as mais fashionistas e estilosas ou whatever, no Rio a gente tem um estilo muito mais casual mesmo e não tem nada de errado com isso. Eu não tenho nada contra SP ou paulistas mas as vezes cansa, não entendo pq o “lifestyle carioca” incomada tanto os paulistas… pode não ser o mais chic mas pelo menos é um pouco mais autentico do que ficar tentando ser NY ou Paris o tempo todo.
    Lucia Fonseca

    • oi Lucia, não tem só blog de paulista no meu blogroll, longe disso e do bairrismo. Mas tudo o que vc disse, tirando o fato do The Sartorialist, que aliás foi uma discussão que houve no blog dele, pois muita gente do mundo se mostrava decepcionada com as fotos dele no Rio e estava claro que ele não achou o Estilo que ele gosta na cidade, ams isso não significa que ele o achará aqui. O resto é fato mesmo SPFW é mais importante sim e os paulistas tem mais estilo sim no quesito roupa, composição de look, espontaneidade (Desculpa, no Rio todo mundo segue a tendencinha: tipo bermuda de hibisco, todo mundo de bermuda de hibisco e do mesmo jeito, colar prateado e todo mundo com o emsmo colar…) e até os modernos seguem sim a leitura dos paulsitas, eu vi in loco o efeito que a abravantion fez nas mentes fashionistas do Rio. Mas podemos colocar que estilo também pode ser o jogo de corpo ou melhor o corpo e nisso os cariocas são imbatíveis. O que acontece é que em moda o Rio faz algo que acho tacanho, que é o de não se por no seu lugar para depois sair dele e avançar. Imagina agora se os paulistas começassem a falar que os desfiles das Escoals de Samba daqui são, não superiores mas muito mais bacanas, com uma identidade de paulista (argh!).
      Mas prometo explicar o que acho truque e engodo no chamado lifestyle carioca e como ele não acrescenta em nada para se ter realmente uma cultura de moda na cidade do Rio ainda hoje.

  3. O editorial criado pelo Ney está deslumbrante, e a entrevista, deliciosa. Ney é genial. A qualidade da Dengue Mag surpreendeu-me, não esperava um trabalho tão elaborado.

  4. Angel, bom dia querido!!!
    Já havia visitado a Dengue durante a semana, achei interessante enquanto projeto, apesar de no meio dos anos 90 já ter visto várias edições eletrônicas assim, que inclusive usavam aquele action do flash que dá a sensação que vc está manuseando uma revista. Eles tb já inseriam movies no meio. Como fórmula, já existe há um bom tempo, é um caminho, nada que invalide a iniciativa da Dengue. A pergunta que fica é, dá pra ganhar dinheiro com uma revista digital? quem encontrará a fórmula mais correta? Confesso que a revista não me atraiu para ler, em alguns casos a leitura tb fica comprometida pelo excesso de interferência gráfica. Apenas olhei as imagens, pois a pauta me pareceu mais do que batida, para a volatilidade do digital!! Irreverências mais do que exploradas, como kuduro, Ney, que virou a diva da vez… mas a idéia de colocar o Dudu, arroz de festa, amei!!!
    Adoro o Dudu, só posso falar bem! Afinal ele não tem medo das cores e nem da moda. Não fica pagando de estilista bofinho que na entrevista aparece de polo Lacoste e moletom. ele vai e bate o cabelo mesmo!!!
    Como criador, seu universo mágico está expandido em seu coditiano, a coisa mais bonita que o pessoal de moda pode fazer!

  5. O Ney é um queridão, amo ele.

    “lifestyle carioca”???? pregui…

    abração Victor.

  6. Olá Vitor, primeiro quero dizer que realmente gosto do se blog. Acho que não fui claro no que eu quis dizer: como eu disse no meu primeiro post, ninguém discute que a SPFW é mais importante, ou que os paulistas sejam mais ligados em moda e isso se tradua no estilo como se vestem, bla, bla… isso tudo está claro. O que as vezes me incomoda um pouco é necessidade de estar sempre criticando (não necessariamente construtivamente) tudo o que é do Rio. Ao fazer um passeio pelo “blogolandia”eu fiquei impressionada com a quantidade de post feitos só pra esculhambar o Rio. E essa questão de “a moda no Rio ser tacanha”ou as pessoas não terem estilo e só seguirem modinha e tal me parece incomodar muito mais os paulistas do que os cariocas. Para o bem e para o mal, os cariocas não tem essa fixação em ser sempre super estilosos, modernos, edgy, etc e sinceramente não vejo ninguém querendo passar essa imagem ou querendo “competir”com SP. O espirito da cidade é outro, só isso, é mais quente, as pessoas são mais casuais e, embora isso possa não agradar os outros, as pessoas de lá (eu não moro no Rio atualmete) gostam de ser assim. Não sei se consegui me fazer entender, minha questão é esse olhar de superioridade….
    Um abraço,
    Lucia
    PS – eu tb não quis dizer que só tem blog paulista no seu blogroll, eu só mencionei que alguns dos blogs aos quais eu mereferia estavam t no seu blogroll

  7. AINF, FIA! ESSA COISA MARLENE x EMILINHA ENTRE CIDADES ME DEIXA COM PREGUIÇA. A AFIRMAÇÃO E CONFIRMAÇÃO DE UM LIFESTYLE REGIONAL, LEMBRA A FORMAÇÃO DO CONCEITO ESTADO-NAÇÃO E A IDÉIA DO NACIONAL. O QUE É SER TROPICAL? EMBRENHAR NA MATA E FICAR DESNUDO? OS INDÍGENAS JÁ FAZIAM ISSO. SE COBRIR DE HIBISCOS E CHINELO DE DEDO, NO HAVAÍ TAMBÉM TINHA MUITO DISSO.HAVERIA UM LIFESTYLE RESTRITO A UMA ÚNICA CIDADE, QUANDO AS CIDADES FEITAS NO ESPAÇO E NO TEMPO SÃO SEMPRE A SOMA E FRATURA DA GEOGRAFIA DO ESPAÇO E HOMEM. QUANDO AS REGIÕES ENTRE OS TRÓPICOS DE CÂNCER E CAPRICÓRNIO SÃO TÃO VASTAS? OS MANAUARAS, OS (COMPLETE COM ALGUM TOPONÍMIO TROPICAL), NÃO PODERIAM TAMBÉM CLAMAR POR UM LIFESTYLE TROPICAL? E GRITAR QUE LÁ TEM MAIS TACACÁ, TUCUPÍ E QUE AS AVES DE LÁ BATEM FORTE NO TAMBOR COMO NÃO BATEM POR OUTRAS PARTES? E O MUNDO GLOBALIZADO EM QUE TRANSITAM IMAGENS, VALORES, CONCEITOS, PRODUTOS, SERVIÇOS E PESSOAS, NÃO HAVERIA ALGUMA INFLUÊNCIA E “CONTAMINAÇÃO”? SERIAMOS TODOS FIXADOS A VALORES UNOS E LOCAIS. NÃO SERIAMOS TODOS ANTROPOFÁGICOS? RESULTADOS DE CALDEIRÕES A FERVER? ESTARÍAMOS PRESOS AO DETERMINISMO GEOGRÁFICO DA ESCOLA ALEMÃ, EM QUE O MEIO (TRÓPICO) DETERMINA E SEPULTA AS CONDIÇÕES DE VIDA DO HOMEM? RESPOSTAS PARA ESSAS E PERGUNTAS OUTRAS, TALVEZ, POSSAM SURGIR COM A LEITURA DO POST SOBRE O SAMPLER E A CÓPIA, OU NÃO, COMO DIRIA CAETANO. EM TEMPO, ADORO O NEY PELO QUE ELE TEM DE UNO, SUA ALMA SECA E MOLHADA, DE ONDE SEMPRE FAZ BROTAR SEU LYFESTYLE EM ETERNO REMIX A FERVER. BEYJAS!

  8. EM TEMPO, ACHO VÁLIDO A DEFESA DO REGIONAL, ME EMOCIONO COM GENTE QUE FAZ JUSTIÇA À SUA TERRA. EU, COMO NÃO PRESTO MAS USO O ANEL DA PUREZA SÓ SEI FAZER JUSTIÇA COM AS MINHAS MÃOS EM MEU PRÓPRIO CORPO. BEYJAS

  9. oi Jettany, acho que ainda não consegui expressar o que eu quero dizer extamete. eu não estou fazendo uma defesa do “lifestyle carioca” em si mas o que estou tentando disctir é essa cobrança que eu vejo, as vezes, de que o Rio não é tão moderno, cool, hype, edgy e moderno quanto SP e que qualquer coisa que se tente falar como “moda carioca”soa quase que como uma ofensa aos paulistas. Eu não sou uma pessoa bairrista, não tenho nada contra SP ou contra qualquer outra cidade do Brasil. Eu sou carioca mas, por causa da minha profissão (que nada tem a ver com moda) já morei em muitos lugares diferentes incluindo Paris, NY e Toronto (onde moro atualmente) e não sou uma pessoa de bairrismos ou regionalismos, at all!!! e é justamente isso que eu acho estranho, que os paulistas se incomodem tanto com a “moda do Rio”. Está claro que SP é muito mais fashion foward que o Rio e, como já disse anteriormente, isso não é o ponto da discussão. Pra mim o que estranho é que parece que, as vezes, uma cidade que é tão moderna e fashion sinta necessidade de esculhambar a outra como que para se afirmar. Sinceramente, acho essa questão de estilo uma coisa muito pessoal. Respeito e entendo perfeitamente quando pessoas como o Vitor Angelo dizem que no Rio todo mundo só segue tendencinhas, mas sinceramente eu não acho que SP tenha uma identidade de moda, eu acho que SP está sempre tentando ser NY, mas cada um com seu cada qual… meu irmão mora em SP (e gosta muito) e um dia eu cheguei na casa dele com a revista Veja que vinha junto com Vejinha SP e ele me falou que não suportava aquela revista e eu perguntei porque. Ele me disse que que essa revista traduzia o que SP tinha de pior, que é essa necessidade de ficar se afirmando como cidade cosmopolita e parte do circuito NY-Londres-Paris-Milão…. que não é! a minha questão é essa: por que uma cidade que é reconhecidamente a mais fashion foward da América latina (é o que dizem, não sei) tem essa necessidade de afirmação. e por que tanto bairrismo, por que sinceramente eu sinto o bairrismo muito mais no sentido SP-RJ do que o contrário… é como se pra valorizar SP fosse necessário esculhambar o Rio. E no final das contas por mais moderna que SP seja, a “cara”do Brasil para os gringos é o Rio, isso é fato… como alguém que já morou em vários países me sinto confortável em dizer isso. Basta ver que vários ícones da moda (marc jacobs, diane, von fustenberg, louboutin) estiveram recentemente à trabalho em SP mas assim que puderam foram ao Rio para “aproveitar”.
    vou parar por aqui por que acho que já está ficando meio confuso (acabei de chegar de uma festa e meu cérebro não está na melhor forma, mas podemos voltar ao assunto mais tarde)
    Um abraço,
    Lucia

    • Lucia, quem fez a oposição Rio- SP foi você. Eu nem toquei nisso no post até porque em moda eu acho que não existe essa oposição, e nem é porque SP é a capital da moda do país e isso é indiscutível como vc mesmo já concordou, mas exatamente pela pequinez do chamado lifestyle carioca.

  10. aguardando o post sobre “lifestyle carioca”…

  11. sou paraense, vivo no Rio, mas já vivi em São Paulo e Espírito Santo, em breve vou morar na Bahia. Meu lifestyle é cosmopolita. Por favor, quem sou eu? rs. Desculpa, gente, apenas achei engraçado tudo isso. Mas respeito todos os pareceres e pontos de vista sobre modo de viver ou de vestir. bjs (ps. não uso chita, nem calça da gang, nem paete)

  12. QUEM SE ESPANTOU QUE DUDU AINDA NÃO TIVESSE ENTREVISTADO NEY? POR QUE ELE DEVERIA TER ENTREVISTADO O CANTOR? SÓ PORQUE AS DUAS BIS SÃO MAGRAS, ALTAS E USAM ROUPITCHAS ESCANDALOSAS? O NEY É BEM SÓBRIO FORA DO PALCO, JÁ DUDU SABEMOS QUE ADORA ABUSAR DA LOCURINHA NEON EM QUALQUER LUGAR E OCASIÃO, DA IDA À PADARIA A VOLTINHA NA NOITE.

  13. Eu ainda acho que a solução para as revistas “diferentes” não devia ser essa – existir só na web e usar esse recurso irritante de flash de passar as páginas – mas eu não sei qual poderia ser, já que custa muito publicar uma revista sem editora. No mais, LINDO o ensaio feito pelo Ney!

  14. O Dudu – que não conheço – é espontâneo e meigo, mas tivesse sido dirigido na entrevista e fechado a boca um pouco, a conversa teria um resultado ainda melhor.

  15. Pingback: O “LIFESTYLE CARIOCA” « dus*****infernus

  16. vitor, deixa pra lá…. eu li, entendo e corcordo com várias coisas coisas que vc falou (inclusive no post novo sobre o lifestyle carioca. acho que vc é que não entendeu o que eu quis dizer, mal talvez eu é que não tenha conseguido me expressar. uma coisa que vc falou sobre o rio no seu outro post foi exatamente o que eu falei nos meu comentários sobre SP (que eu acho que SP tem uma necessidade de ficar repetindo pra si mesma que é moderna, e cool, e cosmopolita e que faz parte do circuito de moda internacional. SP tem necessidade de ficar reafirmando isso o tempo todo assim como o rio fica reafirmando o seu lifestyle… basta ler qualquer revista local de SP e ver a quantidade de matérias/notas batendo nessa mesma tecle). Pelo tom das suas respostas, acho que meus comentários te aborrecetam um pouco e em todas as suas respostas vc fez questao de reforçar mais uma vez que SP é capital da moda no Brasil, mesmo depois de eu já ter falado três vezes que não discordo disso… é isso que eu tô falando, SP tb tem sua necessidade de afirmação.
    um abraço,
    Lúcia
    PS – de minha parte, vou encerrar a discussão por aqui.

    • Lúcia, é meu modo de escrever, não estou bravo contigo não, é que vou direto nas idéias. Espero que não ache que estou chateado ou que estou sendo agressivo, gosto do debate. E em nenhum momento me incomoda idéias opostas. Não sou o dono da verdade, expresso uma opinião, apenas, só que tento que ela seja embasada e fundamentada.
      Bom, vamos por parte, nesse post primeiro vc que escreveu colocando uma rivalidade Rio e São Paulo que não estava no contexto. Eu acho sinceramente esse lance de lifestyle carioca meio fascista meio cafona assim como acho ridículo vangloriar a revolução constitucionalista de 32 de SP, acho cômico!
      Pra também citar SP e vc achar que estou no campo do bairrismo. Não estou no mesmo campo que o seu e é isso que estou colocando, a discussão passa longe de SP. E sim do modo caricatural que se transformou em moda esse lance de DNA carioca.
      Quando vc diz que eu bato na mesma tecla, e pra colocar os pontos nos is. SP é a capital da moda hoje e ponto, é fato, e o que isso tem de ligação com algo que não é fato, é uma construção ideológica? Pois o que é o lifestyle carioca meu Deus? Ser casual, mas quantos lugares são casuais… é ser descontraído. Olha Recife tem uma moda casual e descontraída bem mais interessante que o Rio e nem por isso a gente fica escutando de um tal lifestyle pernambucano. Aliás como medir isso? O que acabei de dizer sobre Recife é uma opinião de gosto, não um fato. Por isso não é bater na mesma tecla, mas quando falamos de questões de moda em SP, a capital a moda, cidade de estilo, das revistas , dos produtores de moda etc,etc, estamos trabalhando com fatos do mesmo jeito que Brasília é a capital do Brasil, já quando falamos de lifestyle carioca, que não é fato, e sim uma construção mental perversa contra a própria cidade entramos no terreno da mitificação.

  17. Astrocat tem razão: o recurso flash simulando a virada de página é das coisas mais irritantes que existem na net. Lembra aquela gente intragável e sem educação que faz um tremendo barulho desnecessário pra virar as páginas, coisa chata… Foi o ponto fraco da Dengue. O ponto forte foi, claro, o editorial (fantástico) c/ a coleção dos figurinos antigos do grande “divo” (que não é da vez, é divo sempre, porque é eterno) Ney Matogrosso, uma gde sacada, sem dúvida. Muita gente já fez editoriais inspirados em Ney, mas nunca ninguém havia feito c/ as peças originais dele, algumas c/ mais de 35 anos de “vida”, e com um resultado tão surpreendente. Ney vai além dos modismos pois é um criador realmente, trata suas roupas e indumentárias como peças de arte.

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