A UMA PORTA DE GISELE

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Pois bem, fui no backstage da Colcci. Usei a senha: Alcino e entrei glorioso como Folha de São Paulo, o veículo que estou cobrindo a SPFW. A cara de decepção de Tania Otranto – assessora da marca – quando me viu e não o Alcino Leite Neto já indicava o calvário e a indiferença que iria passar por mais de duas horas. Parecia que ela esperava um pavão e acabou entrando um urubu. Maus tratos não sofri e até que foi tudo calmo pro meu lado, mas confesso que fiquei com dózinha e mini-lágrimas ao ver o trabalho dos fotógrafos, tratados como bichos selvagens – mais precisamente avestruzes de tanto que esticavam os pescoços e corriam juntos de um lado para o outro meio sem sentido. Essa imagem me veio no momento que deslocavam os fotógrafos pra atrás de grades ora em uma sala ora para outra. E nada de Gisele.
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É, quando eu cheguei estava a nata da imprensa de moda que precisava falar com ela – não cito nomes pois nata engorda. Fui com Leandro, outro jornalista de Folha, que nesse meio tempo fez um serviço social para todos nós que estamos aprisionados num Niemeyer tombado. Ao chegar Paulo Borges, ele chegou todo simpaticão pro diretor da SPFW e perguntou se estava tudo bem, como estavam as coisas. Paulo também simpaticão respondeu que sim. Até que Leandro perguntou: E o problema com o ar condicionado, assim como a internet que parecem não estarem plenamente funcionando? Paulo deu uma desculpa em sorriso amarelo e entrou na sala que estava a musa mór: Gisele, a gazela!
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Com o passar do tempo, a sala ficava mais cheia e tudo parecia que naquela jaula nós seríamos abatidos a qualquer momento. Mas vamo que vamo, Brasil!
Quando saiu o espécime mais esperado, ELA, foi comoção. Urros, rugidos e alguns silibavam pra conter a horda. Gisele fez carão de simpaticona da boate cheia de carisma e se foi.
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Enfileiraram os cisnes para o desfile. Ela voltou correndo. Novos histerismos! Monga estava pronta pra sair da jaula com todos os seus filhos, alguns até saíram da jaula ops cercadinho. Outros perguntavam o que os que conseguiram ficar fora do cercadinho tinham de melhor que os outros. Pensei comigo: Esses já estão domesticados.

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No fim, Gisele pára com o seu último look que tinha um rabo. Meio estranho para os fotógrafos, para os repórteres e para ela mesmo. Ela tenta se convencer e nos convencer que aquilo um dia pertenceria à natureza. “Olha meu rabinho” ela brincou. Quase gritei, mas apenas falei: “Tá animal!”
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Poderia ela agora ser um peixe, ou uma mutação da Doutora Júlia da novela da Record. Mas o que importa é que ela entrou, fechou a porta e eu nunca mais a vi.

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11 Respostas para “A UMA PORTA DE GISELE

  1. Rapaz que crônica hein? Que texto bom, resumido, sagaz, oportuno! É isso aí… =))

  2. Não tenho mais juventude nem paciência pra essa vida. Graças a Deus to em outra frequência. Boa semana de trabalho na SPFW pra vc.

  3. “não cito nomes pois nata engorda” hehehehehe.

    Excelente texto.

    abração.

  4. O texto, incrível.

  5. “Maus tratos, não sofri”
    hahahahhahaahahha
    muito bom!

  6. vitor, é a nina que deixou o comentario acima, gato. Vc tinha deixado conectado, acho.

  7. ANGEL sempre fico com o coração na mão cada fez que a Gi entra na passarrela! ( Passarrela, uma homenagem a Clovis Bornay).
    Sentimos tua falta no 3p4, tava bárbaro, só gente linda!

    ;0)

  8. Vitor… eu te amo

    #prontofalei

  9. maragogíííípcia!!!!!!!!!!!!!!!

  10. Pingback: PROCURA-SE RAQUEL DESESPERADAMENTE « dus*****infernus

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