LIBERDADE LIBERDADE

A pixadora Caroline Pivetta da Mota será solta hoje, sexta-feira, depois de uma ampla pressão do Ministro da Cultura, Juca Ferreira, do Ministro Paulo Vannuchi, da secretaria especial de Direitos Humanos, de artistas de diversas áreas e parte da sociedade civil que se mobilizou contra um certo obscurantismo que sempre se forma em nome da legalidade, da justiça e da ordem. Eu, particularmente fico muitíssimo feliz.
Ao mesmo tempo, me deixou inquieto esse nosso pequeníssimo caso Dreyfus [a acusação injusta de um militar judeu no século 19, defendida por anti-semitas e que provocou uma revolta de intelectuais e artistas a favor de Alfred Dreyfus pois sabiam que algo estava oculto nessa vontade de condenação: O ódio pelos judeus].
Pessoas amigas e desconhecidos se voltaram com certa violência contra a defesa da legalidade do ato da pixadora. Basta ler o comentários que ocorreram no rraurl ( logo após a pixação na bienal e depois comentando do abaixo-assinado), no 02 neurônio (com o texto chamado “Carol, a menina pixadora” no dia 07/11/2008), no Uol com os excelentes textos de Rodrigo Bertolotto e for fim, no Repique com minha entrevista a Paula Guedes para o post “Abaixo assinado pró-pichadora da Bienal” de 17/12/2008 e é claro veio respingar aqui no blog.
Comentários que a chamam de “vagabunda”, “pilantra”. “galinha”, “depredadora”, que “deve apodrecer na cadeia”, “merece levar um pau”, “no tempo da Rota isso não aconteceria”, “queria que pichassem o seu muro pra ver se você gosta” revelou a face monstruosa dessa mesma sociedade que silenciou-se perante a tortura e defendeu o golpe militar, que elegeu Collor porque Lula roubaria as suas casas e com certeza falta muito pouco pra achar corretíssimo a pena de morte. Não à toa artistas que passaram pelo regime militar como Zé Celso declararam em jornal o caso da pixadora como “coisa de AI-5” .
Muitas vezes esses comentários nefastos vieram de pessoas que têm uma certa formação escolar, tomam uma droguinha no final de semana, lêem livros, vão ao cinema, transam sem camisinha… Aí me pergunto, pra que tanto ódio, tanta violência desproporcional contra uma literalmente pobre pixadora? Que significado ela tem para todas essas pessoas que nem a conhecem e que mesmo que se consideram o pixo um crime, será ele tão mais grave do que dirigir alcoolizado? O quanto ela [a pixação] pode matar, destruir vidas, nos violentar?
Na realidade, Caroline e os pixadores têm o mesmo significado que tiveram os judeus no caso Dreyfus, ou a esquerda (os comunistas e anarquistas) em outro caso de injustiça – Sacco-Vanzetti: Bode expiatório!
Existe uma relação direta de classe e sexo pois no nosso país o espaço público ficou restrito aos pobres, os ricos e a classe média se fecharam em muralhas de todos os tipos. Existe uma guerra silenciosa sendo travado todos os dias. E numa sociedade que cultiva a culpa [nos outros, como exercício ruim de tranferência], alguém tem que tê-la. Então que os culpados sejam os pixadores, esses analfabetos que emporcalham a nossa vida, que escrevem errado tanto quando muitos universitários, mas tem a coragem de expor o erro nesse exercício de autoafirmação caligráfica. Alguém tem que levar a culpa! Que seja esses vândalos audaciosos que não se contentam em ficar vendo tv em sua vila de periferia. Alguém tem que levar a culpa!
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Nos momentos de crise é bom retornar aos clássicos e fui direto a uma das minhas teóricas políticas preferidas junto com Maquiavel, Hannah Arendt [estudiosa dos regimes totalitários e da banalidade do mal] que sempre nos alerta: No murmúrio da multidão, a consciência adormece. [frase de ensaio de Luciene Félix]
Sem a consciência alerta, a bárbarie revestida de palavras como patrimônio público, cidadania, lei tomam formas sinistras. O sono da razão é perigoso, por isso estar atento é fundamental. O mais engraçado que a defesa começou fora do mundo das artes plásticas. Começou na moda com a jornalista Vivian Whiteman prevendo o que seria essa Bienal: Bienal do Pixo e Bienal do Pixo parte 2 (os posts estão bem no fim da página) foi escrito dois dias depois do evento ocorrido. As artes ainda dormiam, até que AVAF abriu exposição da Triângulo e se declararam totalmente a favor da pixação. Aos poucos a Cinderela foi acordando de seu sonho e percebendo que algo estava em grave perigo: o próprio conceito de arte contemporânea [onde a vida e com ela o pixo podem ser abarcada] e muitos artistas preferiram a ética a vassalagem e colocaram a boca no trombone (Artur Matuck, Mauricio Dias…). Rolou abaixo-assinado instigado por Nina Lemos, Xico Sá e Kiki Mazzuchelli e o assunto foi ganhando dimensão entre artistas de todas as áreas já que também estava em jogo a chamada liberdade [de expressão]. Até que veio o texto primordial de um dos poucos curadores de arte contemporânea que eu respeito: Paulo Herkenhoff.
Seu texto preciso dizia: “Caroline Pivetta da Mota passou o dia de comemoração dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos numa cadeia. Isso não denigre a Bienal, nem São Paulo, nem o Brasil. Isso denigre a humanidade”. A razão está finalmente atenta.
E muitos textos sobre o caso como o da Carta Capital, do Fernando de Barros e Silva começaram a fazer voz dissonante em bom som aos que queria que “a pilantra mofasse na cadeia”.
O mais engraçado é que essas mesmas pessoas que proclamam a cidadania, o patrimônio, o respeito à obra do outro invadiram o abaixo assinado a favor da liberação da pixadora com as mesmas palavras de baixo calão, de desrepeito que eles tanto se sentem ofendidos ao ver uma pixação. Ora, eu não me importo que se expressem, mas se querem tanto a dignidade, a preservação do patrimônio do outro não é muito contraditório invadir um abaixo assinado que é contrário aos seus ideais? Porque não criam o deles para que ela permaneça presa? Vivemos numa democracia mas nessa atitude nebulosa Hannah Arendt volta novamente a nos explicar do que se trata:
“O protofascismo busca forjar o consenso explorando o medo e a angústia das pessoas. O ambiente de trabalho, por exemplo, é lugar escolhido por esse estilo político para gerar intrigas, divisões, perseguições, queimar ou gelar os supostos adversários”.
Bom, o que importa é que ela estará solta hoje e o documento [abaixo assinado] seguirá para os lugares indicados como forma de registro e para o advogado da pixadora. Mas o que realmente impressionou a todos os que participaram do abaixo assinado foi a pequena quantidade de artistas plásticos jovens [principalmente aqui de São Paulo, vulgo os faapers] que participaram – a vassalagem disfarçada de atitude cool superior que aliás dominou não só eles, mas muitos que prefiriram ficar em suas confortáveis cadeiras olhando com uma superioridade imbecil o que eles achavam que seria rasteiro e pueril: Um simpels abaixo assinado. Eles preferiram se omitir. Pra esses mais um pouco de Hannah Arendt:
“Os grandes males da humanidade e as maiores atrocidades foram causados justamente por esse esvaziamento do espaço público, o espaço que a coletividade deveria ocupar, em que deveria exercer o Poder (participação pró-ativa). Quando não ocupa este espaço, participa negativamente (omissão)”.
A vigília da razão.

PS: Muitos blogs, sites, ações individuais colaboraram pra soltura da pixadora. Seria bem bom fazer desse post também um arquivo com links de matérias que ajudaram alguém que estava sendo tremendamente injustiçada.

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26 Respostas para “LIBERDADE LIBERDADE

  1. Só lhe digo que tens razão. Não sei se o ódio de não terem coragem de pixar nada (recalque de liberdade), ou se a velha roupa nova colorida se manifesta?!! “Isso denigre a humanidade”.

  2. queria saber pq tantas assinaturas censuradas no abaixo assinado, sabe?

  3. Vitor,
    Tudo isso me deixou em estado de profunda depressão e desilusão. Penso que desde que me conheço por gente me bato com a questão “Liberdade”.
    Esgota qualquer um viver numa época hipócrita. Enfim, teu texto é perfeito.
    Carinho,
    Ricardo
    aguieiras2002@yahoo.com.br

  4. Bruna, parte da resposta está no texto – é a chamada coerção para que exista apenas uma opinião – com o disse Arendt: protofascismo. O documento é claro, pede a assinatura para um certo propósito.
    Bom, primeiro porque é um abaixo-assinado não um forum de debate, no meu blog todos os palavrões e senso comum estão lá, mas ele, o abaixo -assinado é um documento, será enviado para órgãos públicos, deve reger a lógica da tese do que está escrito, a coerência da vontade daqueles que assinam porque concordam e não o massacre de e-mails anônimos tentando denegrir essa vontade. Mais que um ato de censura é um ato de coerência por ser um documento de alto valor simbólico, visto o nome de diversos importantes artistas que lá assinaram. e como disse, se é contra faça um pedindo que ela continue presa. te garanto que não irei lá xingá-los ou fazer movimentos coersivos. graças a Deus vivemos numa democracia, o que deve ser trágico para muitos que foram lá xingar a meninad e maneira covarde e anônima. todos que asinaram o documento e eram a favor da soltura dela msotraram a sua cara, tem nome sobrenome, e-mail, será que isso não tem algo muito importante a dizer?

  5. Vitor, recebi um mail do wander (o wildner) que me deixou muito feliz e reproduzo aqui
    A PICHADORA FOI SOLTA!
    VALEU O ESFORÇO DE VOCES TODOS.
    PARABÉNS!
    BJ
    WANDER

  6. respeito ao pixo.
    e esse povoq que acha ruim que ela vai sair da cadeia e se diz defendendo a cidade nao sabe onde fica o centro da cidade e mal conhece a cidade alem do shoping center.

  7. arrasou na colaboração – que eu formei minha opinião te lendo aqui, amigo. isso é a parte mais importante, estimular todo mundo em volta a pensar e achar uma opinião própria. saudades e carinhos pra vc. 😉

  8. LAURA CAPRIGLIONE
    Folha de São Paulo

    Carol Sustos é uma legítima representante da aristocracia dos pichadores, os que atacam prédios (quanto mais altos, melhor), admirados por seus pares pela coragem e ousadia. Como tal, nutre uma espécie de desprezo pelos pichadores do chão. “Eu detestaria que alguém fosse lá pichar a parede da minha casa. Se eu quisesse um muro sem qualquer cuidado, eu teria deixado sem qualquer cuidado. Mas não, eu pintei de branco. É lógico que vou ficar com raiva se alguém descaracterizá-lo”, surpreende.
    Para a garota, rara representante feminina na categoria dos pichadores, o encanto da pichação de prédios (ela admite o ataque a 37) vai muito além do registro com spray naquela caligrafia peculiar.
    “Eu gostava da dissimulação. De passar pela portaria, o porteiro me perguntar onde eu iria, eu despistá-lo e entrar, subir até o ponto mais alto, abrir a porta ou a janela e, lá em cima, olhar o céu, sentir o vento, ver a cidade de longe, em paz e em silêncio. É lindo. Deixava a minha vida muito mais contente”, diz a pichadora.

  9. Que bom que ontem ela conseguiu pelo menos o Habeas Corpus! Tomara que a gente possa acompanhar o caso para fazer um novo abaixo assinado, agora em prol de sua inocência!
    abs
    Sandra
    http://babeldasartes.wordpress.com/

  10. Parabéns Vitor, muito bom.

  11. ANGEL, não quero me estender mais sobre o tema, fico feliz que ela tenha sido libertada, mas nem sempre as coisas são como aparentam. Depois de ler as declarações da nossa mais nova celebridade na Folha, vi que a fofa não é nem artista, nem pixadora, o que me decepcionou mais ainda.
    É aquela coisa típica brasileiro, somente festa! Acabo de ler no Le Monde que o Irã é o país mais homofóbico do mundo, mas o Brasil é o campeão mundial em assassinatos homofóbicos, apesar de termos as maiores PASSEATAS GAYS do mundo, parece que nossas manifestações são totalmente despolitizadas.

  12. Nucool, vc deveria se decepcionar contigo antes de tudo. Pelo seu falso comprometimento. Quando se discutia a ação em si, talvez uma forma de insitucionalizar o pixo como arte pelos próprios pixadores, do papel da arte contemporianea, ação e performance, formas do discurso artítisco vc tirou o foco e ficou falando de tecnologia, de novo [assunto que vc que se diz tão pós qualquer coisa deveria saber que o pós moderno aboliu o tema novo faz bastante tempo e eu nem sou dessa escola]
    Erra de novo ao exibir o carácter de omissão e superioridade perante o abaixo-assinado, isso vc tem mais a aprender com Hannah Arendt, querendo discutir novamente fora do lugar, como comparar a nudez de Ronaldo Esper aqui e não enfrentando a turba, será que vc errou de post também?
    Agora quer deslegitimar a pixadora, vc percebe o quanto de autoritarismo seu discurso tem e como suas rondas ao centro, em busca do “novo”, “popular” tem o mais profundo ranço escravocrata. Exigir um discurso coerente ou qualquer um discurso da menina pixadora como forma de legitimização é novamente nublar, obstruir o foco da questão: direitos humanos, a questão de classe no país, o bode expiatório, a injustiça e o protofascismo.
    Vc sabe que lamentável mesmo foi todo o seu discurso perante todo esse episódio e se me dou o trabalho de responder é porque não quero acreditar que seja somente marketing pra aumentar seus 40 mil pageviews nem ativismo de boutique, seja também o medo de focar e assumir seus preconceitos, todos temos, mas os seus são evidentes hoje dissimulados em discursos de avanços. eujá tinha te dado a dica que olhar-se no espelho nem sempre é fácil, mesmo sendo uma simulação como é o seu caso.
    Sobre a parada gay, mais uma atitude sua nefasta de confundir o debate e as questões aqui travadas no blog. Eu ingenuamente na 3ª parada gay em SP, escrevi pra meu amigo e militante Zé Gatti que aquilo tudo era uma festa hedonista e que a função mais de putaria do que política. E ele com a esperteza e inteligiencia que lhe era familiar me disse: e vc acha que a putaria não tem nada de político? Talvez o fato e a resposta de o Brasil ser o campeão mundial em assassinatos homofóbicos esteja mais no fato de atitudes de não centrar a discussão na questão que realmente está se discutindo [exatamente como você faz, pra se pavonear em falsas teses] também é com certeza a de muitos militantes que preferem ficar gastando energia acusando gays nas novelas por estereotiparem a imagem das bichas e não focam na única questão vital: a luta pelos direitos civis dos gays.
    Não te chamei de Mussolini pós moderno a toa, não era uma palavras de efeito, era um reflexo de suas ações que como a do líder italiano também se travestiu de moderno e contemporâneo, para desmerecer todo e quakqeur outro discurso.
    Stay beautiful!

  13. Acho que vc ainda não entendeu nada de internet e as mudanças que a tecnologia está impondo ao mundo, ser a favor ou contra é pouco, o importante é a possibilidade de discussão. Todos os temas que levantei foram justificativas porque eu aprovava a liberdade dela, mas achava o ato em si, tolo. FELIZ NATAL!

  14. Nucu, sua omissão me deprime muito, ainda mais que te conheço e coloca em xeque muito dos seus pensamentos. Não faça a óbvia, é lógico que a tecnologia é importante e influente na vida de todos hoje, mas ela não é central, fazê-la central faz parte de seu discurso autoritârio disfarçado de muderno e nuuóvo.
    Nada do que vc colocou era relamente relevante na discussão que era direitos humanos, protofascismos, formas de perspectivas da arte contemporânea, nada dissoa t ecnologia é central, e sim periférica
    sorry, vc é que está sendo tolo, ou melhor, o ouro de tolo já que falamos de bode expiatório
    BOM CARNAVAL!

  15. vítor, fiquei emocionada de ler tudo o que você escreveu. Infelizmente cheguei tarde (nem tanto) pro abaixo assinado.
    mas assino embaixo de posicionar-se, chamar a gente pro pensamento, desbrutalizar as idéias e não cair no discurso vazio. Não se omitir, sobretudo. Seja no campo das artes, das idéias ou da vida pessoal.
    Queria ser corajosa como a “pixadora”.

  16. “Sempre aparece um grafiteiro dizendo que a cidade é cinza. Que vai fazer um trampo loko e trazer cor, alegria e arte – um presente para os cidadãos. Em uma inversão dificilmente explicada por qualquer processo racional, o limite entre o público e o privado, entre o espaço coletivo e os desejos individuais é corrompido (esse, um procedimento bastante brasileiro, como no carnaval da Bahia, o uso da “corda” que separa pretos e pobres de ricos e brancos sobre o chão da rua; ou nos shows nas praias do Rio de Janeiro, com o espaço destinado aos “vips” e Globais). Esse cara já esteve em Bruxelas? Não? Eu também não. Mas deve ser cinza. Cinza e civilizado. Ele que guarde suas cores e seu formalismo primário pra próxima propaganda daquele carro bacana ou pra Bruxelas, porque aqui o pixo impera: honesto, original, ruidoso, não mercantil e bárbaro. O pixo não pede a complacência do público e do privado. Camadas e camadas; sujeira, pixo e tentativas de limpeza, formando uma textura densa. A favela e o pixo, nossa paisagem Paul Klee.”

    isso eu escrevi duas semanas antes da bienal abrir. estudei e fui torturado nos porões da faap, sou jovem e artista. além disso, assinei o abaixo, mesmo não acreditando muito nesse tipo de abordagem – acho que a classe mídia paulistana (essa que você defendeu outro dia) precisa de um tratamento mais visceral; existe uma guerra bem delineada se articulando nos eixos da colônia, é preciso não só assumir seu lado, mas bater com sinceridade.

  17. É assim que se criam falsos heróis. Garanto que tem muita gente na cadeia que realmente precisa muito mais do dedo do governador do que essa Piveta que se deu ao trabalho de vir da casa do chapéu só pra isso…tsc tsc tsc…e os tontos aplaudem essa gordinha cabeça de vento

  18. Escrevi tudo isso pro Ronaldo via e-mail até descobrir que o e-mail era falso.Quem é mais falso – típico do que escrevi acima -: a pixadora ou o ronaldo?

    Ronaldo,

    Falsos pra um, verdadeiros pra outros, como poderemos julgar? Ou é melhor omitir como disse no post. E foi na omissão que o fascismo, stalinismo e hoje na China se erguem, falsos ou verdadeiros heróis.

    Um conselho: De vez gastar energia aqui no blog – já que na primeira instância o caso está resolvido -, porque vc não abre um abaixo assinado contra alguém preso injustamente – sim existe muita gente nessa situação, mas digamos que o caso da menina chamou atenção por ser uma exposição de arte contemporânea e nem quero mais falar sobre isso, a argumentação está toda no blog.

    Agora falo sério. Juro que assinaria e passaria pra frente. Melhor do que ficar na cadeira do comodismo julgando quem é herói ou não.

    É sério, se sabe de algo injusto na cadeia e quer botar a boca no trombone, com certeza terá meu apoio e de boa parte da sociedade civil que é contra os protofascismos.

    abraço

    Vitor

  19. vitor, divulguei e concordo com vc na defesa de menina em genero numero e grau, queria saber dos nomes censurados pra saber se era pelo conteudo dos comentarios ou por causa dos termos usados apenas…. parabens pela iniciativa.

  20. La Bienal con espacios vacíos era una provocación que los grafiteros de Brasil no podían despreciar para expresarse y ayudar a la sociedad a manifestarse en su disenso (por apoyo o por censura) Los actos de liberación deberían ayudar al opresor a dejar de ejercer su nefasta actitud. Necesitamos mas actos populares de expresion que provoquen a la sociedad a mostrarse como es: represora. Felicitaciones a los creadores de la acción que puso en debate la belleza y la libertad.

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  22. Vítor, sequer podemos dizer que a Bienal é um espaço para a arte contemporânea, pois muitas das coisas que estavam lá (e sempre estiveram) não são baseadas em conceitos contemporâneos e, quando houve algo digno de ser considerado contemporâneo (a invasão dos pixadores), o evento foi recebido com hostilidade por parte da própria Bienal. Exaltar os traços modernistas do Niemeyer? Definitivamente, Bienal é, no máximo, pseudo-contemporânea.

    * Os faapers estão restritos a Higienópolis. Se aconteceu no Ibirapuera, já não é mais com eles.

  23. Oi. Lí seu post, e gostei bastante. Principalmente das citações de Hannah Arendt, uma intelectual que admiro bastante.

    Atendendo ao seu pedido, deixo o link para meu post sobre o caso.

    Abraços.

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