QUE PARIS É ESSA?


Sim, Paris já idolatrou a juju music e fez a ponte entre a África e o Ocidente, assim como abençoou Josephine Baker e o jazz quando a América cuspia no “strange fruit”. Mas também perseguiu muitos africanos “sans papiers” escondidos em uma igreja e continua os perseguindo assim como sempre riem – o riso da dissimulação do preconceito – quando digo brincando que falo francês como um pequeno africano.
Pois é essa Paris do confronto que está nas misturas de Marc Jacobs pra Louis Vuitton. Essa Paris cada vez mais racista, mas essa Paris que durante décadas foi a cidade que recebeu o mundo e ainda vive desse mito consagrando um americano em uma de suas casas mais tradicionais: Jacobs & Vuitton.
Era uma gigantesca e adorável Edith Piaf sem fim na trilha, o clichê de quem apenas conhece a superficialidade da cidade de Paris. E por outro lado Paris apenas conhece a superficialidade de uma África responsável pelo cubismo e pelas revoltas na periferia. Dessa alquimia resulta em um grande momento de moda, esse espaço superficial, graças a Deus, por excelência.
E como a mistura que forma o coquetel molotov ou das deusas africanas acopladas na “Mademoiselle d´Avignon”, a Vuitton mostrou a complexidade dos clichês e de ser maravilhosamente supérfluo!

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6 Respostas para “QUE PARIS É ESSA?

  1. ANGELUS, dizem que desde que vc retornou, caiu em profunda depressão ao ver a Teodoro Sampaio recheada de “gente feia”, mal vestida e com acabamento duvidoso… Ficou indiguinado ao rever as tatas de vanguarda daqui, que apesar de um pouco menos xenofóbicas, são tão deva ju…
    Dizem tb, que se refugiou na casa de Costanza, o último baluarte do glamour, nesse momento que a história aponta outra direção.
    Tb passa horas com Maria, tentando encontrar ali algo de Carine Roitfeld e diminuir a dor da ausência de luxo, estilo e elgância!
    É verdade?!
    ;0)

  2. Resumindo, usando aquela frase da sua colega de jornalismo, dizem que vc tá achando tudo um:
    ALEJO!!!! (lembra disso?)

    Welcome to Brazil!!!

    ;0)

  3. Touche Pas à Mon Pote!

  4. Adoro passar aqui e ler esses seus textos que indagam e poem a gente pra pensar, porque como meu curso é tecnólogo é muita prática e a discussão e a teorização não são estimuladas.

    =*

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