BLOGVIEW REVISITED: MODA E PROSTITUIÇÃO

 

Não é de hoje que os signos moda e prostituição se misturam, se embolam e se confundem.

A começar com o grande preconceito com as modelos até bem pouco tempo atrás e sua fama de prostitutas.

Mas não podemos esquecer que Gabrielle “Coco” Chanel (1883-1971) que revolucionou a moda foi cortesã, nome dado às prostitutas que circulavam nas altas rodas da sociedade.

Quem me lembrou desse fato foi a mentora da Daspu, Gabriela Leite em uma entrevista sobre o primeiro desfile da marca que causou comoção nos fashionistas ao ser lançada no Rio, em plena praça Tiradentes, ponto tradicional da profissão mais antiga do mundo.

A marca Daspu surgiu da Ong Davida voltada para os direitos das prostitutas. No começo, investiu em camisetas espirituosas que tinham as próprias garotas de “vida fácil” como modelos. E hoje diversificam um pouco mais os produtos, oferecendo moda masculina também.

Glauco e as meninas da Oficina de Estilo já escreveram aqui no Blogview sobre o estilo da Bebel, a garota de programa interpretada por Camila Pitanga na novela das 8, “Paraíso Tropical” e sua grande influência nas mulheres da vida real. Ua situação paradoxal, é engraçado pensar que muitas mulheres que condenam a prostituição hoje estão copiando o estilo de uma puta!

E na vida real, bem sabemos, e o livro da ex-prostituta Bruna Surfistinha confirma, que muitas meninas de classe média fazem programas, assim como em inúmeros clubes noturnos hoje já não se identifica quem é a patricinha e quem é a prostituta, tamanha é a identificação de estilo: o top, o jeans, o cabelão são os mesmos!

Por fim, Hollywood que sempre foi um terreno fértil para a libertinagem, desde que não imprimida em uma película, iniciou no começo do milênio um tipo de festa que também chegou ao Brasil.: A “Pimp’n Ho”!

O termo é a abreviação para Pimp (cafetâo) com Hookers (prostitutas) e as celebridades se “fantasiam” desses personagens para entrar na festa. Esse é o dresscode.

O abuso das peles, pelúcia, casacões 7/8, ternos, chapéus fedora e um pouco de bling bling fazem parte desse novo modismo entre os membros da alta sociedade californiana e agora aqui no Brasil.

 

 

Marcos Mion foi um dos primeiros a trazer o Pimp’n Ho ao Brasil e difundir o estilo

 

São inúmeras as variações, mas o que mais chama atenção é a vontade de encarnar uma prostituta. Como se essa personagem sempre marginalizada conhecesse algum segredo de sedução, um dos pilares da moda, que os meros mortais ainda não saibam. Ou será que no fundo o ato da sedução estaria tão intrinsecamente ligado á prostituição?

 

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4 Respostas para “BLOGVIEW REVISITED: MODA E PROSTITUIÇÃO

  1. Eu usaria uma Daspu… hehehehe
    Também gosto do visual cafeta… porém mais brasileiro, pimp americano é muito wannabe, ou wanna”bee”

  2. po, daspu é cara! heuhauheuhae so pra de luxo!

    eu me vestiria como prostituta anos 20, melindrosa… uma coisa meio Marlene em Anjo Azul…
    ou uma coisa belle époque, morrendo de tuberculose em montmartre!
    hehehehe
    bjs

  3. Acho que é a velha história da prostituição como uma espécie de revolta contra a repressão da sexualidade feminina…

  4. é a falta do que fazer que dá nesses imitadores de cafetões e prostitutas. aliás, ligando a tv no horário nobre dos domingos, com censura livre, pode-se ver um desfile grande desses tipos em todos os canais abertos e seus programas de conteúdo duvidoso. afinal quem é a puta?

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