SPFW: (QUASE) A MESMA PAREDE

Antes de mais nada eu quero ressaltar que adoro o trabalho de Daniela Thomas e Felipe Tassara para o São Paulo Fashion Week. Já comentei com eles que de longe parece Sérgio Camargo: e do papelão fez-se mármore carrara.

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Os carraras de Sérgio

Mas ontem, visitando o Pavilhão antes da abertura hoje, senti uns arrepios de um deja vu dus infernus. A mesma parede (esse conceito do reciclável já dura umas temporadas) dava uma impressão de antigo, de velho e trazia desde já a sensação do cansaço que só nos abate no fim do evento. “A mesma casa, as mesmas flores, o mesmo jardim” só que agora impregnados pelas fotos dos fashionistas como se eles já estivessem colados ao evento, como capturados por aquelas paredes saídas de um filme P&B de Roman Polanski.

Enfim, não me causou boa impressão!

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Uma resposta para “SPFW: (QUASE) A MESMA PAREDE

  1. josé ozório caetano

    daniela, desde que vi sua entrevista com o roberto dávila, queria te contatar. já gostava mto.de seu trabalho e agora posso dizer que sou seu fan. que pessoa gentil, delicada e doce vc é. me tocou demais qdo.vc falou das pessoas sem oportunidades de realização de seus trabalhos; eu me considero um “sem oportunidade”, pois sou arquiteto formado há 35 anos e nunca tive a minha vez. batalho na área de preservação de patrimônio cultural/ ambiental, gostaria de fazer alguma coisa por nossas cidades, tão feias e mal gerenciadas, mas não tenho a minha vez. tenho 60 anos e vivo na batalha…….pelo menos não desisto.
    sou de dores do indaiá, perto de luz, tera de sua mãe. esta região, oeste de minas, é esquecida e abandonada pois é uma região onde não ocorrem grandes conflitos sociais, já que lá não tem nem mta.riqueza nem miséria. é aquela coisa morna, que ninguém lembra. é um povo ultra conservador, culturalmente atrasado que tem horror ao “novo” ao diferente. são cidades que jamais verão seus filmes, pois lá não existem cinemas nem boas locadoras. é uma pena….
    é tb uma região muito devastada ambientalmente, e ninguém se toca. viva o brasil
    um gde. abraço do josé ozório caetano (minha família tb. é gontijo, como sua mãe)

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