A REPULSA QUE A MODA PROVOCA

Lendo o extenso o artigo de Guy Trebay publicado primeiramente no New York Times não deu pra não pensar em um texto do Oliveros para o Blog View. 

Trebay escreve:“Dependendo de quem esteja falando, a moda pode ser chamada de burguesa, feminista, não feminista, conformista, elitista, frívola, anti-intelectual e de um subproduto cultural que mal merece a atenção que é dispensada a até mesmo as menos importantes modalidades de arte. […]

‘Existe uma idéia de que a moda não é uma forma de arte ou uma forma cultural, mas sim uma modalidade de vaidade e consumismo’, afirma Elaine Showalter, a crítica literária feminista e professora emérita da Universidade de Princeton. ‘E há uma expectativa de que essas dimensões da cultura sejam alvo de zombaria por parte das pessoas sérias e inteligentes’. […]

‘Na nossa cultura profundamente puritana, preocupar-se com a aparência é como tentar ser melhor do que realmente se é, o que seria moralmente errado’, diz (Valerie Steele, diretora do museu do Instituto de Tecnologia da Moda, em Nova York que foi hostilizada quando resolveu estudar moda no meio acadêmico) […]

‘É fácil odiar a moda, afirma Elizabeth Currid, professora da Escola de Política, Planejamento e Desenvolvimento da Universidade do Sul da Califórnia e autora do livro “The Warhol Economy: How Fashion, Art and Music Drive New York City” (“A Economia Warhol: Como a Moda, a Arte e a Música Conduzem a Cidade de Nova York”), publicado pela editora Princeton University Press. ‘As indústrias culturais como a moda são às vezes vistas como algo que só é alvo de preocupação de garotas magrelas das escolas de segundo grau’, afirma Curry. ‘Pouca gente vê nisso um fascinante campo de estudo cultural e também um gerador de salários que emprega milhares de costureiras, desenhistas, motoristas de caminhão, corretores de imóveis e publicitários’.” 

A discussão é mais longa e vale a pena ler o artigo, mas afinal porque a moda é tão menosprezada por quem não a vive?

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3 Respostas para “A REPULSA QUE A MODA PROVOCA

  1. O texto é incrível e enquanto eu lia eu só pensava em uma coisa. Paragrafo por paragrafo, eu só conseguia pensar nesta mesma coisa, já na ponta da língua para te responder.

    Daí, no último parágrafo, você praticamente completou meu pensamento, e sendo assim, eu completo seu post:

    Será que a moda realmente só é menosprezada por quem não a vive?

    Hmmm… Acho que para algumas pessoas a diferença entre o fascínio e o menosprezo é dividida por uma linha beeeeeeeem tênue.

    Mas até aí… é só o que eu penso, ou tento pensar.

  2. Outro dia estava me questionando algo perto disso, os que se consideram contra a moda, que não compram marcas, não seguem tendências, não olham para frente e desprezam quem o faz. Mesmo essas pessoas são vistas como mercado por um monte de marcas, e queiram ou não seguem tendências, ainda que seja a tendência do subversivo.

    Ser subversivo na moda é andar pelado. Talvez nem isso possa ser mais.

    ps: obrigado pelo link para o Amarelo Jaune

    abcs!
    Julio Aguiar

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