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YVES SAINT LAURENT NO GNT FASHION

A dica foi de Sylvain, eu não vi quando o programa quando passou, mas realmente é um dos melhores GNT Fashion de todos os tempos.
É um especial sobre Saint Laurent que eu adoro-venero e vale muito assistir inteiro, por isso estão aqui todos os blocos.
Meu único porém é que eles meio que envernizaram, poliram e domesticaram a saída do mestre francês de sua própria marca – este sim, um caso lamentável -, mas mesmo assim a pesquisa e a edição estão excelentes, sem falar das imagens da maravilhosa Cristina Franco, no último bloco, entrevistando o próprio “em si”.

SEMANA LULA RODRIGUES: MODA MASCULINA E O NOVO HOMEM


Antes de mais nada quero deixar claro aqui que quando digo e legitimo um discurso autônomo do streetwear em relação à alfaiataria é porque penso que muitas das amarras da moda masculina passam por essa questão. Não é negar a alfaiataria, de maneira nenhuma, até porque minha crítica não passa por ela enquanto processo de fazer roupa e nem a desautoriza como uma grande contribuição do Ocidente para a vestimenta masculina, mas sim questiono hoje a sua idéia, sua lógica cartesiana. Penso nisso muito dentro de um mergulho da minha memória por um desfile memorável de Karlla Girotto para o verão 2007. A estilista já vinha discutindo o gênero assim como algumas coleções masculinas de Herchcovitch, mas dessa vez ela fez um tratado sobre a moda masculina e feminina.
A moulage faz a mulher flutuar, é pura poesia que enlaça o corpo, já a alfaiataria é mais pesada, medida, mais pé no chão. Será que o streetwear não poderia ser a moulage da moda masculina? Será que não chegou a hora dos homens encontrarem mais poesia em suas roupas?
Por fim, dando uma de Caetano Veloso, é importante ressaltar que a saída também pode estar na alfaiataria, tudo é possível, ou não…

Karlla Girotto, os opostos se atraem
Voltando a questão do gênero, o feminino parece querer sair do armário do homens. Veja uma grife tradicional como a YSL, por exemplo…

ser um homem feminino – YSL verão 2009

Faz algumas temporadas que a Prada tem investido em um homem mais feminino. Nessa temporada aqui e lá fora, esse homem parece dominar as passarelas. O que realmente desse homem pode chegar às ruas, já que os homens são muito conservadores na hora de vestir?

Prada verão 2009

Prada verão 2008

Prada verão 2007

A Miuccia [Prada] e o Raf Simons encabeçam uma lista de criadores que trabalham um laboratório de mudanças fundamentais no closet masculino. Mas, não são loucos a ponto de fazerem roupas que não vendam. A Miu Miu masculina – a mais criativa, segundo Colin Mc Dowell para meu blog - acabou, o foco lab agora é na Prada. Na Jil Sander, Simons está preso a contrato de vendas. Na sua signature line, pode fazer experimentos e leva-los para a grife Jil Sander.

Miu Miu verão 2007
Isso vem acontecendo desde os anos 2000, digamos, sendo generosos. Acredito que tais mudanças, tais laboratórios estejam conectados à procura da nova silhueta do terno executivo contemporâneo. Por um simples motivo: quem EMPLACAR a nova silhueta do terno do homem de negócios, do estadista, do clero sem batinas e e afins, e não apenas nos fashionistas e modernos, entra para o hall of fame da moda contemporânea, ou melhor, em letras garrafais, entra para a HISTÓRIA.
Vale lembrar que tudo começou em Versailles quando os alfaiates de Luiz 14, tiveram a idéia brilhante de fazer as 3 peças num mesmo tecido, estampa e cor, estava criado o terno de 3 peças: calça, paletó e colete, – daí terno. Depois, tudo foi adaptação.
Para encurtarmos a história, nos 60´s Pierre Cardin, criou o terninho curto e justo, sem lapela que foi devidamente copiado, renovado e usado pelos Beatles, via o seu empresário. Foi copiado por modernos e fãs do mundo inteiro. Acabou, saiu de moda. Já não me lembro quantas vezes fiz matéria no Ela [caderno do jornal O Globo], tendo como pauta, o novo terno.

Se você observar, tem no mínimo uns 10 criadores apostando na nova silhueta. Foi tema de pesquisa do WGSN [bureau de tendências] _ a nova alfaiataria. Fazer uns poucos fashionistas usar é simples. Nada fora do normal. Agora, convencer todos os homens de negócios do planeta usarem – de Nova York a Xangai _ ai são outros quinhentos. Quero estar vivo e bem esperto, velhinho, para ver … e adotar, of course, a novidade hehehe.

YVES SAINT LAURENT FINALMENTE JÁ ERA (MAS SERÁ SEMPRE)

Macumba de Tom Ford tem poder! A bicha fina dus infernus nunca deve ter engolido direito o vodu que o Saint Laurent fez ao abrir sua boca e expressar  sua verdadeira opinião sobre ter um texano em seu lugar e, sorry as up-tp-date de plantão, infinitamente inferior ao gênio francês.

Na época eu fiquei meio em choque com a posição de desprezo de grande parte das fashionistas em relação a essa mudança. Pra mim era como se falassem pra Fernanda Montenegro: “Vai pra casa porque cê ta véia e agora teus papéis serão da Juliana Paes”. 

Infelizmente YSL não está mais entre nós e com certeza perdemos uma das maiores expressões em moda de todos os tempos.

O mais engraçado foi que ele partiu depois de maio. Depois de 40 anos de uma mudança comportamental que ele também ajudou a forjar.

Ele foi responsável, junto com Pierre Cardin, pelo que chamamos de multiculturalismo na moda, antes mesmo desse termo existir, ao chamar modelos de feições não européias para a sua passarela.

Ele promoveu a igualdade dos sexos, antes mesmo das feministas queimarem seus sutiens em praça pública com o “le smoking”, que a chave estava na calça de smoking para mulheres numa época que o sexo feminino tinha como suas peças mestras as saias e os vestidos.

Ele entendeu que mais que um glamour ligado à grana, ele está ligado à atitude e por isso abriu uma loja na chamada Rive Gauche de Paris, identificada por ser a região dos intelectuais, militantes de esquerda e estudantes. E com isso impulsionar para uma posição de destaque o recente prêt-à-porter.

Ele amou a moda e sua época!
Enfim, ele esperou maio acabar para perceber que nada será como antes, amanhã!

 

SAINT LAURET PANFLETÁRIO E VIDEOMAKER

Já muito se falou na blogolândia sobre o manifesto fashion, leia-se, ação de marketing que a grife Yves Saint Laurent está distribuindo em importantes cidades do mundo como Nova.York, Londres, Milão, Paris e Hong Kong para o verão 2008.

O manifesto é um livro de bolso com 24 páginas com a top Kate Moss fotografada por Ines van Lamsweerde e Vinoodh Matadin. Este é o segundo que a marca lança, o primeiro foi com Gisele Bündchen.

O total de panfletos, impresso em material reciclado, é de um milhão de cópias.

O manifesto sobre a mulher ideal pode ser visto também em Londres onde a marca montou uma instalação com imagens em tamanhos enormes na Old Truman Brewery, uma cervejaria de Shoreditch. 

A experiência com vídeo animou Stefano Pilati, o estilista da YSL para criar um outro na internet sobre a sua excelente coleção masculina de inverno 2008. Convidou o ator inglês Simon Woods, do seriado Roma e fez imagens fantásticas. A trilha sonora ficou a cargo do DJ mais fashion de todos: Michel Gaubert.

SPFW: ME DIGAS POR ONDE ANDAS…

Que eu te direi que és fashionista! 

Sapatilha YSL da editora da Vogue Brasil Maria Prata.

“A primeira Saint Laurent a gente nunca esquece”! 

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Galocha Marc Jacobs do jornalista Ricardo Oliveros.

“Se chove e o desfle é no Tietê. Faça como Oliveros, vá montada!”

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Bota cowboy Arezzo da consultora de moda Mariana Rocha

“No faroeste da moda brasileira é bom estar prevenido e com a mão no gatilho”

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