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O DIÁRIO DE BORDO DE IVI E MINHAS LEMBRANÇAS

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Adelaide Ivánova, a Ivi, é uma menina arretada. Fotógrafa, amiga delícia dos backstages da moda e do mundo, ela se mandou pra Europa. De lá, ela transformou seu blog – incrível, cheio de humor e sacadas – em um diário de bordo. Muitos amigos seguem tudo o que está acontecendo com ela pelo blog, eu sou um deles.

Sobre Roma:
roma é cafona demais. e ela nunca te dá a chance de esquecer que você está em roma. é um pouco opressor.
fui em tudo os pico turístico e tudo que eu queria era ver um italiano – coisa que, claro, não consegui. como aqui tem turista, meu deus! parece aparecida do norte!
[...]
ainda estou sem conseguir entender o que achei. amei roma, odiei roma.
mas ela é tão imponente que certamente não está nem aí pra isso.

Sobre viajar sozinha:
viajar sozinha faz com que eu fique muitas horas em absoluto silêncio.
é maravilhoso.

Sobre impressões lisboetas:
aí deus colocou ovo e manteiga e açúcar, pôs no forno, tirou do forno, jogou por cima sem nenhuma parcimônia canela e açúcar de confeiteiro.
e assim nasceu o maravilhoso, único, sem concorrênias, bom pra caralho pastelzinho de belém.

Sobre os portugueses:
estava eu fotografando umas pixacoes aqui perto do hostel, quando uma vovo’ portuguesa me para e pergunta (pelo amor de deus leia com sotaque portugues):
estas a fotografar as pinturas rupestres?
nao e’ um jeito maravilhoso de ver as coisas?

E como fotógrafa escreveu um texto excelente sobre as fotos e o turismo.

Ivi, seu texto é tão bom e visceral que me fez retornar a uma das épocas mais felizes da minha vida, quando fiz mochila pela Europa, assim como você. Só que na época não tinha blog, nem internet (acho) e eu em uma pequena agenda anotava tudo, mas tudo mesmo – endereços de pessoas que conhecia, contas, programação da viagem, a data de uma passeata pró-Cuba, como falar “obrigado” em chinês (si si) e “prazer em conhecer” em japonês (sadji me mashite), um manisfesto sobre o cinema que acaba asim: “e nunca esquecer: fazer cinema é amar o mundo de maneira torta, porque se constrói um outro mundo. Roma, 11-03 em uma lavanderia em meio árabes e negros pois é preciso lavar a roupa suja”. E é claro anotações de lugares e pessoas: “Sevilha ensina a todos como os árabes só fazem bem a velha e estúpida Europa”; “Americano sozinho ou em casal é como aquele livro do Sallinger: ‘O Apanhador no Campo de Centeio’, americano em grupo é como aquele filme: ‘Porky’s'”; “Todo português é um Pessoa”; “Madrid, até traguei”; “Praga, o sonho acabou”. E já morrendo de saudades do Brasil escrevo: “Está passando ‘Mandala’, em Algarve e não há nada mais bonito no mundo do que a mulher mais bonita do planeta, falando a língua mais bela. Viva Vera Fischer!”

Deu saudades Ivi, de você, da minha viagem, de mim…

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as duas fotos são de Ivi, é claro!

MINHA MOCHILA

Tem gente que abre a casa para a Caras, eu abri minha mochila pro The Satis/fashion.

Vai lá conferir o que levo comigo no meu peito!