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POR UMA ÉTICA PARA TODOS, INCLUSIVE AOS GAYS

Com toda essa história da Júnior e o fato de me convidarem para escrever como colunista fixo de todas as revistas e me desconvidarem sem eu saber, tenho pensado muito na questão ética, mas percebi que era algo que já me perseguia, pois antes do bafo com essa gente eu já tinha escrito algo sobre na Revista da Folha.
O título infelizmente a editora Eliane Trindade que conhece pouco o mundo gay, mas é uma excelente editora se equivocou ao colocar opção sexual, já que a homossexualidade não é vista como opção faz tempo, mas o jogo de idéias até que salva o título que ficou assim:

PAREDÃO SEM OPÇÃO SEXUAL

”Um dia desses duas amigas que são casadas (essas amigas são minhas queridas Liana e Camila) faz tempo me perguntaram se era errado elas não gostarem do Marcelo do “Big Brother Brasil 8″ mesmo ele sendo gay. “A gente não é obrigada a torcer por ele, né?” O psiquiatra Marcelo entrou médico e saiu monstro da casa mais vigiada e também mais chata do Brasil. Não porque sente desejo, segundo ele, por Gyselle, nem porque a sua declaração de ser gay não teve o mesmo efeito dramático (e drama é com os homossexuais, viu…) que obteve a saída de armário de Jean Willys em uma das edições anteriores. Nem pelo fato de ter afirmado que na realidade “gosta de pessoas”, mas, sim, porque não conseguimos reconhecer traços de sinceridade em suas declarações. As contradições fazem parte da essência humana. No caso de Marcelo, elas esbarraram em algum ponto da ética e na pressão de tentar impedir que votassem nele, apesar da regra do jogo. Marcelo construiu um jogo paranóico onde ele era sempre o perseguido. No fim, era ele quem perseguia seu próprio desejo sem saber onde se encontrava. Pior: nunca teve coragem de confessar isso.
Mas, voltando à pergunta das minhas amigas, não acredito que as minorias devam agir como um clube fechado, uma máfia, como em geral se comportam muitos negros, judeus e, claro, homossexuais. O ser humano é muito mais plural do que podemos imaginar. Não é porque fazemos parte de uma certa minoria que ganhamos imunidade contra atos antiéticos, por exemplo. As qualidades e defeitos das pessoas passam muito longe de suas preferências sexuais, sua religião ou sua raça. Os que pensam o contrário é que vivem pondo os outros sempre no paredão!”

preciso eu de ética? ser gay já não basta?