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A IMAGEM DO 1º DIA DO SPFW

No caso são duas. As duas imagens de Costanza Pascolato foram pra mim um sopro de boas novidades que eu não consegui encontrar/ entender nos desfiles do primeiro dia.

O coque – e a atitude – de uma das sumidades da moda fez meu dia.

AO MESTRE COM CARINHO

Na vida, a gente tem muitos mestres, o importante é saber reconhecê-los. Um deles pra mim é Costanza, uma mestra que se reafirma a cada instante. Em entrevista para a última Serafina, por razão do lançamento de seu novo livro “Confidencial – Segredos de Moda, Estilo e Bem Viver”, que será lançado no próximo dia 6, ela respondeu a seguinte pergunta:

As divas do cinema eram os ícones da moda. E agora?
Não sei se elegantes, mas super bem vestidas, as editoras das revistas de moda viraram novos ícones por causa dos blogs de moda. Carine Roitfeld (editora-chefe da “Vogue” francesa), por exemplo. Não vou falar Anna Wintour (editora-chefe da “Vogue” America) porque, ela que me perdoe, se veste mal. Acho-a sem graça, sem “feeling”. É sempre aquela botinha, aquela sandalhinha “nude”, aquelas sainhas plissadas. Fora que ela não sente frio nunca. Tem uma historinha rolando de que o pessoal do mundo da moda é mal-humorado e mau caráter porque tem de aguentar saltos estratosféricos e passar frio o dia todo.

Ahahahah, isso não é maravilhoso? Então a gente fica mais com vontade de observar a sem gracice de Wintour nesse filme que tem criado muita expectativa nos blogs de moda e deve estrear no dia 11 de setembro (que data bombástica!)


adoro os plissadinhos dus infernus da diaba que realmente parece estar com frio em vários momentos.

Assim como Vionnet foi para Alaïa – que nunca chegou a conhecê-la pessoalmente -, um mestre não é uma pessoa que seguimos os passos cegamente. Um mestre nos ensina a enxergar com os olhos mais livres, sair do lugar comum, aprender ter mais autoconfiança como nesse momento maravilhoso de James Brown, o mestre com seus pupilos, Prince e Michael Jackson.

COSTANZA E EU

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Matéria paga pau, mas eu pago pau mesmo pra Costanza Pascolato sem nenhum constrangimento. Em uma entrevista longa [que boa parte foi editada para o bem do ritmo de uma matéria], porque também aproveito pra conversar com ela sobre a moda e o mundo, ela falou de seu novo livro “Confissões de Costanza” que vai ser lançado no mês que vem, música – que foi o nosso elo de contato e foi assim que começamos a conversar sempre em todas as temporadas – e é claro, moda. Tudo isso, pela visão dela, sempre particular, articulada, meio olho de Tândera ou como em uma outra conversa, eu e Alcino chegamos a uma conclusão, Costanza é nossa maior pensadora de moda!
Veja como foi!

O CANTHO DE MARC JACOBS

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Festa de Marc Jacobs é underground, pelo menos é o que nós aqui tupiniquins que somos pensamos quando vemos as fotos da movimentação toda de seus rega-bofes em Nova York. Então, uma festa aqui tem que seguir as mesmas normas, correto?
E escolheram a Cantho, a boate – “trash” para muito fashonista que adora frequentar ou dar uma passadinha por lá na calada da noite – é de meu primo que é hétero, mas acredita no pink money.
Tinha go go boys, tinha djs inusitados e animados, tinha Costanza dançando com Christian Pior – pra mim o melhor momento da festa. Costanza arrasou nos passinhos! Tinha uma fila na entrada que lembrava um show de Julio Iglesias no Macksoud Plaza. Tinha gente montada linda, – desculpe, mas todos meus amigos ciganos arrasaram – e tinha gente que veio a negócios – desculpe, mas tinha gente de camisa e gravata que eu não sabia se era garçom ou empresário!
Mas tinha segurança demais, isso acaba com qualquer proposta underground.
Agora, foi bonito ver Marc e seu namorado Lorenzo mega apaixonados em uma cena digna de gay pride. E a moda brasileira que até pouco tempo era mega homofóbica e toda espremida dentro de um armário, por mais paradoxal que isso possa paracer, se rendeu ao casal, ou fingiu… sei lá.
Os relatos da festa que mais me encantaram vieram de 3 fontes distintas: a anarquia de Jana, a iconoclastia de Mario e o profissionalismo de Fernanda.
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Marc que cachorrada é essa?

COSTANZA APROVA

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PRÊMIO MODA BRASIL: NAS GLÓRIAS


rio pra não chorar
Olha, não vou gongar tanto porque digo que me diverti bastante – o jogral de globetes e a Regina Casé me fizeram a alegria do constrangimento -, só me irritei mesmo com o prêmio para o Felipe Veloso – nada pessoal, mas declaro aqui publicamente a superioridade de Frasson e Paulo Martinez no quesito stylist até esse momento, Veloso pode sim ter méritos, mas falta muito feijão com arroz pra chegar no patamar de seus concorrentes. Digo isso, pois assim me sentiria se concorresse como jornalista de moda em relação às outras 3 concorrentes, falta chão pra mim e anos de estrada pra chegar aos pés de Costanza, Glória ou Lilian – enfim, não desmereço Felipe Velosso e sim o prêmio e principalmente o júri.
Na realidade me irritei com a falta de lógica de um júri que parecia sofrer de esquizofrenia. Em um festival de cinema ou numa premiação de qualquer outra manisfestação, existe uma lógica, dada pelo presidente do júri ou pela linha do festival ou mesmo pelo pensamento da maioria dos jurados. Ora, Cannes pode ser um ano mais comercial ou mais experimental ou mais política dependendo do presidente do júri. Em arquitetura, um júri de arquitetos modernos não daria jamais um prêmio pra um arquiteto pós-moderno como Frank Gehry, mesmo ele sendo muito importante. Então qual a lógica de premiar Duda Molinos que declarou não ter feito nada de importante na área que concorreu esse ano – quer dizer, ganhou pelo conjunto da obra – e não premiar Costanza ou Gloria Coelho já que pelo conjunto da obra, elas são nossas embaixatrizes da moda?
Pra cada prêmio desse Moda Brasil uma sentença, uma lógica, uma esquizofrenia.
De qualquer forma não faço parte do coro dos contentes, já vi prêmios de moda antes com quase os mesmo vencedores e só acreditarei nesse em sua 10ª edição, quando realmente formar história. De resto, a coxinha estava Bienal, da época que a Bienal dava grandes festas e até o presidente da República comparecia na abertura = uma delícia.
Termino falando de dois momentos que realmente devem ser os únicos que devem ficar na memória. Glória Kalil e seu discurso nominando todos os que trabalharam com ela no site foi de uma elegância ímpar poucas vezes visto no “educado” mundo da moda. E também nominando outras jornalistas de moda que ela acredita ter tanta importância e atualidade, generosidade higher como diria a fotógrafa do Chic, Ivi. E Reinaldo Lourenço oferecndo o prêmio para a sua mulher Gloria Coelho, dizendo em alto e bom som que ela é a maior estilista do Brasil. Nesses pequenos momentos o humano rasgou a roupa e se mostrou grandiosamente nu = belo.

ZURIQUE – PARABÉNS COSTANZA!


Dus*****Infernus está em Zurique. Enquanto fazia freeshop, quem encontro no aeroporto? Costanza Pascolato, uma querida, e me disse que estava indo pra Paris pra comemorar seu aniversário com amigos que é hoje, dia 19 de setembro.