Tive uma experiência duplamente intressante. Fui ver Sex and the City com meu amigo virtual Ricko no Shopping Cidade Jardim, o mesmo que Sarah Jessica Parker faz o comercial. E num certo sentido para quem conhece o filme e o shopping parece que eles se casam perfeitamente ainda mais no quesito label queen. É uma incansável sucessão de marcas, que me fez sentir alguns momentos em um longo comercial da LVMH, algo bem século passado.
O filme é leve e tem um humor e nos divertimos com as personagens que a gente tanto conhece, ou pensava que conhecia, pois não sabia que a Charlotte era tão preconceituosa com os chamados povos “menos desenvolvidos”, falo das cenas que ela viaja com as amigas pra México.
É tanta marca que talvez seja esse o motivo pelo qual Big não aguenta se casar com ela.
logomaníacas: vestido de Vivienne dá azar!
A outra experiência interessante foi que o filme queimou na meia hora final e fiquei sem saber como ele termina. Recorri aos amigos de twitter que me contaram o desfecho e senti um certo alívio ao perceber que ela acaba se casando sim, mas com o vestido sem grife.
Vivemos esse paradoxo, muitos hojes precisam das marcas para acreditarem marcar uma personalidade na cidade, mas o excesso pode levar a falta de sexo e também de amor (próprio)!


5 respostas Até agora ↓
Marianna Valente // Junho 11, 2008 às 7:02 pm |
estou indo ver o filme hj…
Márcio // Junho 11, 2008 às 9:24 pm |
isso mesmo. nada de excessos! ; |)
Luciene // Junho 11, 2008 às 9:57 pm |
O filme ainda nem estreiou na minha cidade e você vem logo me contando o final…
Evandro // Junho 11, 2008 às 11:02 pm |
Contar o final foi sacanagem!!!! hehehehe
nucool // Junho 12, 2008 às 11:21 pm |
Vamos assisitir Sex and The CIty, dar uma olhadinha na cria da Brenda, Maria Prata, mas não deixar de ler SEM LOGO – A Tirania das Marcas em um Planeta Vendido de NAOMI KLEIN
…” Vários autores já apontaram a importância socioeconômica desse processo de “desmaterialização” e dele tiraram as mais variadas conclusões. Aqui, entretanto, interessa saber como a Reebok, a Disney, a Levi’s, a Calvin Klein ou a Body-Shop passam de fabricantes de produtos a “agentes de significado”, já que o “branding” consiste em desenvolver a espiritualidade do produto como encarnação da transcendência corporativa. Como escreve Naomi Klein: “Se as marcas são ’significado’ e não características de produto, então a maior proeza do ‘branding’ surge quando as empresas fornecem a seus consumidores oportunidades não apenas de comprar mas de experimentar plenamente o significado de sua marca”. Assim, num mundo completamente desencantado e dessacralizado, a mercadoria emerge efetivamente como fetiche, não só no sentido conferido por Marx, mas também como uma aura que será louvada pelas corporações e adorada pelos consumidores. ”
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