dus*****infernus

QUAL A RELEVÂNCIA DE REI KAWAKUBO HOJE PARA A MODA?

Maio 14, 2008 · 8 Comentários

Quando a jornalista Cathy Horyn fez essa pergunta bastante polêmica para os fashionistas, ela provocava dois movimentos.

O primeiro de realmente entender como a moda mitifica  e cristaliza certos nomes em uma dada época apenas por uma questão de merchandising (Stella McCartney, Tom Ford, Hedi Slimane sobreviverão à fúria do tempo?).

E o segundo, questionar a voracidade da moda pelo chamado “novo”. Ao se preocupar sempre com as novidades, a moda não olha pro seu passado, apenas como reatulização simplificada e redutora de looks do presente, mas não como a História nos ensina, isto é, que no passado está contido todo o presente. Basta lembrar como o afastamento do grande Yves Saint Laurent foi tratado pelo mundo da moda.

Sobre a questão de Horyn, minha resposta vem em imagens em movimento. O canal japonês NKH fez um documentário alguns anos atrás sobre a criadora da Comme de Garçons. Baseado no livro “Unlimited: Comme des Garçons”,  é uma raríssima oportunidade de ver Kawakubo em ação e perceber sua relevância não apenas para a moda, mas para a humanidade.

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8 respostas Até agora ↓

  • james cesari // Maio 15, 2008 às 7:34 pm | Responder

    otima resposta!!!!
    o foda é q nao tem legenda…

  • mypreview // Maio 15, 2008 às 9:29 pm | Responder

    Vitor,a Horyn adora uma polêmica,né ? Acho que deve ser por falta de “assuntos novos”. Aliás, essa é uma questão perturbadora entre os jornalistas da área.A “nossa” Vogue é um ótimo exemplo disso…matérias repetidas e monótonas (a “desoberta” do underwear rendeu umas 4…(?)) e por conta da concorrência desenfreada,da velocidade e do poder da internet nos dias de hoje tem “pencas” de jornalistas e editores de moda “pirando no cajú” . Rei está para a moda minimalista que surgiu no fim dos anos 80 como Marc Jacobs nessa era onde todo mundo se veste igual e quer a tal bolsa-do-momento,nem que isso custe 1.000 vezes mais do que ela pode pagar. A moda tem espaço para todos os bolsos e gostos. Do artesão que fabrica uma peça por semana aos pólos industriais que confeccionam 1.000 peças/hora. Porém, nomes como Rei,Issey,Betsey-doidona,Michael Kors,Karl,Miuccia,YSL… são ícones da história da moda e todos à seu modo tem muita importância para o que hoje conhecemos como industria-fashion. Essa Cathy vive procurando sarna pra se coçar mesmo. Num futuro bem proximo,qdo outra jornalista ocupar o posto dela,esta poderá questionar a importancia de Horyn para o jornalismo de modatambém. Porque não,né? Chumbos trocados não doem. Ô falta de uma boa trouxa de roupa pra lavar,viu ?
    Abç, Stuart

  • Luigi // Maio 16, 2008 às 10:22 am | Responder

    Adorei o post!!! Os vídeos são incríveis mesmos! É tão difícil poder ver ela trabalhando, as costureiras e modelista na fábrica… incrível!

    Outra coisa que eu super admiro nela é como ela ensina e incentiva seus assistentes e também desenvolverem marcas prórpias, como o Junya Watanabe e a Tao.

  • Sylvain // Maio 16, 2008 às 12:21 pm | Responder

    Eu amo a Rei e a Comme, mesmo. Mas quanto à relevância dela pra moda hoje? Pouca….Aliás, todos os japas estão correndo atrás do prejuízo hoje em dia. Prova disso é a jogada de mkt perfeita da Kawakubo ao se associar com a H&M. Historicamente, reconheço todo o valor dela, assim como o do Cardin, mas no atual momento da moda, sorry, mas ela ficou pra trás. Isso pq eu sou fã…Bjo.

  • Fernanda // Maio 16, 2008 às 10:29 pm | Responder

    eu sou do clube da costura, não alcanço. =)

  • sachi // Maio 16, 2008 às 11:56 pm | Responder

    desculpa, mas ela tem relevância para a humanidade, não só para a moda, assim como você falou, vitor. esse documentário é extremamente justo no valor que atribui à kawakubo. ao longo dos anos de atuação, desde o primeiro desfile que a maioria dos jornais detonou, chamando de roupa pra mendigo e funeral, até os dias de hoje, ela conseguiu ampliar os valores estéticos que todos nós temos. isto já não é maravilhoso? e as roupas da comme des garçons SEMPRE surpreendem sim, até hoje. não tem como entrar numa loja comme des garçons e ficar entediado como acontece com a grande maioria das lojas européias hoje…
    o espírito questionador dela é em si a vanguarda. bjo

  • enemaria // Maio 22, 2008 às 12:27 am | Responder

    concordo com a sachi

  • Kéll // Agosto 17, 2008 às 1:02 pm | Responder

    meee, to fazendo uma pesquisa e ta dificl axa algo
    obrigada mi ajudou

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