Arquivo do mês: abril 2008

PENSAMENTO FRACO DE DOMINGO

Eu não advocate em causa própria, mas a júnior tem o dom de ser out!

POR UMA ÉTICA PARA TODOS, INCLUSIVE AOS GAYS

Com toda essa história da Júnior e o fato de me convidarem para escrever como colunista fixo de todas as revistas e me desconvidarem sem eu saber, tenho pensado muito na questão ética, mas percebi que era algo que já me perseguia, pois antes do bafo com essa gente eu já tinha escrito algo sobre na Revista da Folha.
O título infelizmente a editora Eliane Trindade que conhece pouco o mundo gay, mas é uma excelente editora se equivocou ao colocar opção sexual, já que a homossexualidade não é vista como opção faz tempo, mas o jogo de idéias até que salva o título que ficou assim:

PAREDÃO SEM OPÇÃO SEXUAL

”Um dia desses duas amigas que são casadas (essas amigas são minhas queridas Liana e Camila) faz tempo me perguntaram se era errado elas não gostarem do Marcelo do “Big Brother Brasil 8″ mesmo ele sendo gay. “A gente não é obrigada a torcer por ele, né?” O psiquiatra Marcelo entrou médico e saiu monstro da casa mais vigiada e também mais chata do Brasil. Não porque sente desejo, segundo ele, por Gyselle, nem porque a sua declaração de ser gay não teve o mesmo efeito dramático (e drama é com os homossexuais, viu…) que obteve a saída de armário de Jean Willys em uma das edições anteriores. Nem pelo fato de ter afirmado que na realidade “gosta de pessoas”, mas, sim, porque não conseguimos reconhecer traços de sinceridade em suas declarações. As contradições fazem parte da essência humana. No caso de Marcelo, elas esbarraram em algum ponto da ética e na pressão de tentar impedir que votassem nele, apesar da regra do jogo. Marcelo construiu um jogo paranóico onde ele era sempre o perseguido. No fim, era ele quem perseguia seu próprio desejo sem saber onde se encontrava. Pior: nunca teve coragem de confessar isso.
Mas, voltando à pergunta das minhas amigas, não acredito que as minorias devam agir como um clube fechado, uma máfia, como em geral se comportam muitos negros, judeus e, claro, homossexuais. O ser humano é muito mais plural do que podemos imaginar. Não é porque fazemos parte de uma certa minoria que ganhamos imunidade contra atos antiéticos, por exemplo. As qualidades e defeitos das pessoas passam muito longe de suas preferências sexuais, sua religião ou sua raça. Os que pensam o contrário é que vivem pondo os outros sempre no paredão!”

preciso eu de ética? ser gay já não basta?

CAMISETAMANIA: BAZAR TRAZ PEÇAS VINTAGES

Com exceção das bichas, adoro quando alguém fora do meio promove um evento, sempre tem um frescor, uma novidade que acho interessante.

Essa eu recebi do Dennison Ramalho, que conheci em algum festival de cinema pelo Brasil. Ele tinha feito um filme de terror incrível de vampiros, acho que se chamava Nosferatu alguma coisa… Olha a velhice… Depois dirigiu mais alguns e é o assistente de direção do novo filme do Zé do Caixão. Enfim, uma pessoa terrific!

Ela avisa que sua mulher Maitê Chasseraux e Cláudio Mattos fazem um bazar, esse final de semana, dias 12 e 13 de abril, com camisetas vintages com estampas exclusivas. Chama-se “Bazar de Vintage Clothing Regentag”.

Rua Rosa e Silva, 242 ap.91 – Higienópolis – São Paulo

BAFO: POR QUE EU NÃO ESCREVO MAIS NA REVISTA JÚNIOR?

Chegou a hora mesmo…

 

Algumas pessoas sempre me perguntam se eu não vou mais colaborar na revista Júnior, porque meu texto não estava lá e pra quem sabia que eu tinha sido convidado como colunista, o que teria acontecido. Em geral, eu sempre desconversava. Os únicos que sabiam o que tinha de fato acontecido era Fábio Motta e Mário Mendes, este último crítico costumaz da revista e apesar de ser meu amigo e ainda admirar muito seus textos e idéias eu escrevi que não concordava com o tom de sua crítica bem arrasa quarteirão em relação à revista.

Pois bem, o que aconteceu afinal?

Logo depois do primeiro número e o sucesso da matéria do “Carão” (esse “sucesso” não foi dito por mim e sim por eles da revista) fui convidado pessoalmente por André Fisher e Marcelo Cia para ser colunista/colaborador da revista.

Mesmo contemporizando as críticas tanto de Mário em seu blog como de Nucool, achei que a revista poderia abarcar uma diversidade. O fato de me chamarem para estar com eles acredito que sinalizava isso, pois estou bem longe do estereótipo da bicha fina e essa gama do arco-íris prometia.

Escrevo um segundo artigo sobre a bicha pão com ovo e parece que tudo está indo bem, até que recebo um telefonema de Nina Lemos. Ela, irritadíssima, conta que em um jantar com André Fisher, ele tinha negado a participação dela na revista por ser hétero. Fiquei indignado e durante um tempo fiquei pensando se deveria ou não sair da revista afinal aquilo depunha contra o que eu acredito que seja uma sociedade intolerante e que expus na minha entrevista para o Fora de Moda.

Claro que fazemos e trabalhamos para inúmeros lugares que estão distante de nossas ideologias, estou longe de bancar o herói romântico e nem estou um pouco a fim de passar fome em nome de uma causa, sou bem humano nesse quesito.  Mas não era esse o caso. De qualquer maneira precisava falar pessoalmente com o editor Marcelo Cia, se essa era a ideologia da revista, etc.

E-mails foram mandados. Fiquei um pouco irritado com o descaso já que escrevia dizendo que era um assunto sério e que precisa falar com urgência.

Um dia defendendo a revista escrevi no blog do Mário que mesmo achando que a revista precisa de ajustes, continuava a ver coisas positivas, mesmo que talvez eu não continuasse lá pois não gostei nada da atitude que eles fizeram com a “nossa  amiga”.

Mesmo assim telefonei pra Marcelo e mandei e-mail sem retornos. Para o meu espanto ou coincidência eles ligam pra Nina e falaram que estavam arrependidos e a convidaram para escrever na revista como colaboradora.

Para mim, nenhuma satisfação e acredito que merecia pois me chamaram, não fui eu que me ofereci para colaborar na revista.

Como no caso escabroso de Patrícia Carta que dispensou Erika Palomino sem a informa-la da revista Vogue essa mesma falta de ética percorre as veias de André Fisher e Marcelo Cia que depois reclamam que eu estou falando mal deles (talvez saber disso foi o que me deixou bem puto e com vontade de escrever esse post). Agora queridinhas, vocês podem reclamar com certeza, mas não serei apenas eu que estarei falando mal de vocês, seus júniors…

E é como eu disse: “não é porque é bicha que se livra das questões éticas” e não adianta tentar melhorar uma sociedade, deixa-la mais tolerante, como me parece ser o papel de missionária das duas se nem um simples gesto de coragem e hombridade eles conseguem ter e vir me falar: “Vitor, não queremos mais os seus textos”. Faltou culhão…

E é por isso que eu não escrevo mais naquela revista. E acredito que não sou eu que estou saindo perdendo nessa.Tá explicado?!

 

VITOR ANGELO NO FORA DE MODA

A Oliveros fez uma entrevista tipo páginas amarelas comigo lá no blog dela, o Fora de Moda. É uma entrevista bafo e bem gorda como eu. Passa lá

DUS*****INFERNUS COLABORA NO GREEN PROJECT

Todos os meus amigos sabem como gosto de destilados: vodka, whisky, saquê…
Claro que foi com muito prazer que aceitei o convite de colaborar no Green Project, o site da Passport sobre comportamento, arte, cinema, música, moda, etc, etc.

Meu primeiro texto já está lá e é sobre os boteckers. Não sabe quem são eles?  Então é só clicar aqui.

 

ELA NÃO VAI PRA LONDRES E ELE NÃO VAI FICAR NA ZAPPING

Antes de mais nada, quero agradecer a Maria Prata e a Mercedes da Namídia por me alertarem que Gisele Najjar não iria pra Londres e que o e-mail era da Priscila Passareli. Mas a notícia estava assim na fonte que citei, o site do São Paulo Fashion Week. E agora procurando a notícia lá, cadê? Sumiu…

Isso quer dizer que é uma fonte pouco confiável.

Não acho correto apagar, o erro está feito, do site SPFW de não checar o remetente do e-mail, e minha de eleger uma fonte errada.

De qualquer forma, serviu pra mostrar meu real apreço por Gisele.

 

Agora esse e-mail eu mesmo recebi do próprio, então não tem erro:

Venho através dessa comunicar a todos o meu desligamento definitivo da marca Zapping e do grupo I’M, a partir de hoje, 07 de Abril de 2008. Apesar de ter me apaixonado pelo projeto original da marca, e ter me dedicado muito para que tudo desse certo, contando com o apoio de pessoas especialíssimas do mundo inteiro, os caminhos e a relação com a empresa mudaram, e a minha assinatura não cabe mais dentro do projeto novo, nem a minha permanência como membro da empresa.
Agradeço a todos que colaboraram para o sucesso da marca.
Abraços,

Maurício Ianês

Pra mim foi como um coito interrompido. Maurício, Marcia, Fred e toda a equipe mostravam inovações já nos primeiros movimentos de um possível ressurgimento da marca. Acredito que perdemos a oportunidade de ver Maurício regendo uma de suas mais altas criações em moda. Claro que oportunidades não lhe faltaram, mas estava tão na cara do gol. Só tenho a lamentar.