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RENDA-SE À PRADA

Fevereiro 21, 2008 · 9 Comentários

A renda é uma estrutura muito Prada por excelência.  Em suas malhas abertas e delicadas construídas com fios que podem ser de seda, algodão, poliéster, juta, ráfia, linho ou lã estão as tramas de sua imagem cheia de contradições. E os opostos são elementos caros à marca de Miuccia e já expus aqui em outro post.

Não podemos esquecer do caráter monástico da renda, usada no começo de sua feitura, lá pelo século 16 por autoridades eclesiásticas. Na nossa memória afetiva, a renda está sempre associado as delicadezas de datas como batizados, casamentos ou velórios. No século 19, por exemplo, ela fez parte do vestido de noiva da rainha Vitória da Inglaterra.

Em compensação é impossível esconder a alta carga fetichista da renda. A transparência e sua associação com as detalhes de lingeries e underwear no começo do século 20 ainda perduram no nosso imaginário.

Com certeza, a renda é traz a imagem da contradição e mais cedo ou mais tarde a Prada que sempre procura a síntese entre os opostos não poderia deixar de reverenciá-la e isso aconteceu em sua coleção de inverno 2008.

E sem muito esforço a marca brinca entre o sexy e o recatado, já que a renda nos conduz involuntária e inconscientemente a essas duas imagens. Mas a Prada acaba criando uma outra imagem que mixa uma elegância sóbria mas também muito feminina no quesito sexual. Quem não se rendeu?

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síntese entre fetiche e pudor

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uma imagem tão do DNA da Prada, mas nova com a aplicação das rendas no contexto

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 a fusão = Prada

Categorias: inverno 2008 · prada · renda

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