Tudo começou no primeiro dia, logo no início. A intervenção/performance do Tudi Confusi não conseguiu se apresentar na abertura por problemas técnicos. André Hidalgo, o idealizador da Casa de Criadores, não se fez de rogado e no microfone falou que: “o problema era da mesa de som… DELES”, isto é, da marca.
Estava dada a largada para o “esse não é problema meu” que ganhou corpo e modelagem no 2º dia.
Começando pelo projeto L.A.B. que os fashionistas podem dizer que o problema é a falta de cuidado com o acabamento e os próprios designers reclamarem que a falta está na péssima educação de moda no país. Valêncio que é uma mulher fez um excelente exercício de exploração das possibilidades da alfaiataria, que para alguns é experimental demais e comercial de menos, um problema para esses alguns.
Tem também o Weider Silveiro que também acertou em cheio na alfaiataria das calças e bermudas, mas para muitos, as Brazil’s Next Top Model na passarela foi problema e algo dispensável, para outros foi uma solução para desviar atenção e apagar alguns looks mais fracos.
Já o talento de Rober Dognani foi muito criticado pelos especialistas de beleza por ter um make muito colado ao da última coleção da Dior. E muitos criticaram que por causa disso os críticos dessa área enxergaram que o desfile era completamente John Galliano para a marca forte. Um problema de detalhe que ganha inadvertidamente o todo.
A fofa estréia da Prints I Like teve o problema de faltar prints e deles serem um pouco mais ousados, ou seria porque faltou grana mesmo? Cada um fez sua aposta.
João Pimenta apresentou uma coleção coesa, inteira e seu crescimento cada vez aponta para uma possível saída do evento, para alçar viagens mais longes que a Nova Zelândia, um problema para o evento que tem como alegria e desgraça o papel materno de criar e jogar no mundo.
No fim, os problemas são de todos, de todos mesmo, fashionistas, críticos, editores, maquiadores, modelos, fotógrafos, estilistas, stylist, assessores, etc. Não adianta mais esse discurso que o inferno são os outros. E eu sou Dus Infernus!
“Ronalda, eu nunca te vi no Hell’s”
Luigi escreveu sobre o L.A.B. e os desfiles do segundo dia assim como as meninas do Oficina que com um olhar super generoso resolvem muitos problemas para o dia a dia da mulher que quer ser minimamente bem vestida a partir de peças de todos os estilistas que se apresentaram no segundo dia. Além disso, elas falam da presença das Brazil’s no evento.
Oliveros faz uma crítica pertinente ao evento e uma crítica amorosa a coleção de João Pimenta.
E eu peço e ninguém participa, a enquete fashion ainda está rolando!


3 respostas Até agora ↓
Casa de Criadores - segundo dia « . ABOUT FASHION . // Novembro 29, 2007 às 11:10 pm |
[...] E pra terminar mais um post Dus Infernus excelente. O Inferno são os outros! [...]
descolex // Novembro 30, 2007 às 12:31 am |
Olha, depois de muito pensar (quase não dormi direito! hahaha), vou concordar com a Fernada: eu sou mais Arthur Caliman!
Excelente texto, Vitor! Bjos.
zeca gerace // Novembro 30, 2007 às 1:08 am |
sem paciencia prá desfile de faculdade, o inferno são os outros sim…………….kkkkkkkkkkkkkkkkkkk